IMG_8006A invenção do microscópio permitiu ao homem grandes avanços na investigação e nos estudos da natureza, através da exploração de um ambiente até então desconhecido: o mundo das coisas e dos seres invisíveis a olho nu. Assim como o telescópio abriu as portas para um mundo infinitamente grande, o microscópio proporcionou a observação das estruturas mais ínfimas da vida, das células e a estruturas em escala atômica.

O microscópio pode ser definido basicamente como um instrumento que serve para ampliar o tamanho das imagens dos objetos, permitindo visualizar estruturas pequenas demais para serem vistas sem o auxílio de algum equipamento. A grande vantagem dessa ampliação é a possibilidade de observação dos mais diminutos detalhes de um objeto, permitindo o estudo e a compreensão de microorganismos e dos mais diversos elementos que compõem nosso mundo.

Por tudo isso, o microscópio foi e continua sendo fundamental para o avanço de áreas importantes como a microbiologia, a medicina e a nanoengenharia, auxiliando na descoberta de agentes patogênicos, na compreensão do funcionamento dos mais diversos organismos, no desenvolvimento de novas tecnologias etc.

Os microscópios podem ser divididos em dois modelos: os ópticos e os eletrônicos. Você saberia diferenciá-los? Para conhecer mais, confira a seguir as principais diferenças entre eles.

Microscópio Óptico

Os microscópios ópticos são os mais comumente encontrados, estando presentes em escolas e outras instituições de ensino. Eles podem ser divididos em dois tipos: os simples ou os compostos. Os primeiros microscópios inventados eram do tipo simples, com apenas uma lente de aumento, e remetem ao século XV, na Holanda, quando o homem conseguiu observar serem microscópios pela primeira vez. 

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Já os microscópios compostos trabalham com um sistema óptico formado por duas lentes, uma objetiva e outra ocular. Ambas são colocadas em extremidades opostas dentro de um tubo chamado canhão, sendo que os conjuntos de lentes podem ser afastados ou aproximados, mudando a ampliação do objeto. Esse movimento é possível graças a duas peças denominadas parafusos, um micrométrico e outro macrométrico.

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A observação de um objeto no microscópio óptico se dá através da luz. Raios luminosos produzidos por uma fonte qualquer, seja ela natural ou artificial, são projetados no objeto por meio de um espelho móvel e uma lente chamada condensador. O aumento da imagem se dá por conta da distância focal dos dois conjuntos de lentes e a distância entre eles. A capacidade de ampliação de um microscópio óptico é resultado da multiplicação entre o poder de aumento dessas lentes. Com isso, a potência de ampliação desses aparelhos pode chegar até 2 mil vezes nos modelos compostos.

A imagem observada nos microscópios ópticos é colorida e o objeto colocado na lâmina pode estar vivo ou não.

Microscópio Eletrônico

Em 1931, o microscópio eletrônico foi inventado pelos alemães Max Knoll e Ernst Ruska. Nesse tipo de aparelho, as amostras a serem observadas são atravessadas por um feixe de elétrons, que passa por lentes eletromagnéticas. Para que esses elétrons não sofram desvios ao entrar em contato com as moléculas do ar, o objeto só pode ser analisado dentro de uma câmara a vácuo, o que impossibilita a observação de amostras vivas.

O processo de formação da visualização nos microscópios eletrônicos é bem complexo, mas se trata basicamente da projeção das imagens dos objetos em uma tela. Após o feixe de elétrons incidir sobre a amostra em observação, uma grande quantidade de energia é liberada e, através de processos de captação e modulação dessa energia, é formada uma imagem de pontos brilhantes em uma tela fluorescente, se assemelhando a uma TV em preto e branco.

Atualmente, existem três tipo de modelos de microscópios eletrônicos: de varredura, de transmissão e de tunelamento. Os aparelhos mais potentes conseguem alcançar uma ampliação de até um milhão de vezes, possibilitando a observação de moléculas e até mesmo átomos.

varredura

Microscópio de Varredura
microsMicroscópio de Transmissão e Tunelamento

 

Em 2015, o Conselho de Pesquisa em Engenharia e Ciência, na Inglaterra, inaugurou um novo microscópio, capaz de produzir imagens milhão de vezes menores que um fio de cabelo humano, chegando a capturar cada átomo dos objetos estudados. As observações em escala atômica proporcionadas pela microscopia eletrônica permitem o desenvolvimento de novas tecnologias, como a produção de nanocondutores e até mesmo a reordenação de átomos para a diminuição da poluição.

Os microscópios são grandes aliados da Ciência. A observação e a exploração das células, moléculas e átomos permitem a compreensão da vida e das estruturas que a compõem. Além disso, a utilização de microscópios nos laboratórios de ciência de escolas, por exemplo, são um grande incentivo para os alunos, expandindo os horizontes do conhecimento e os estimulando a se interessarem cada vez mais pelo fazer científico.

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Os primeiros estudos relacionados à estrutura da matéria datam do século V antes de Cristo. Os filósofos gregos Leucipo e Demócrito já defendiam que a matéria não era contínua e que ela não poderia ser dividida infinitamente. Tudo que existe seria constituído por minúsculas unidades indivisíveis, as quais eles chamaram de átomos. Mais tarde, os pensadores Platão e Aristóteles se opuseram a essa ideia, afirmando que a matéria era, na verdade, continua e vista como um todo.

A teoria criada por Aristóteles prevaleceu até o século XVII, quando experimentos derrubaram por terra essa ideia e uma nova concepção de átomo foi proposta pelo filósofo francês Pierre Cassendi. O conceito de Teoria Atômica, porém, surgiu quase um século depois. Com a evolução da tecnologia e dos estudos na área, experimentos conseguiram estabelecer a primeira ideia científica de átomo, possibilitando o desenvolvendo de novas teorias e pesquisas.

A seguir, conheça os principais modelos atômicos já formulados e que contribuíram para que se chegasse ao modelo atual.

Modelo de Dalton ou Bola de Bilhar

Por volta do ano de 1808, após estudos sobre o comportamento de gases e reações químicas, o professor inglês John Dalton propôs uma nova teoria sobre a natureza matéria. Para Dalton, o átomo seria uma partícula maciça, esférica e indivisível, sendo a menor unidade de matéria possível, a partícula elementar que comporia tudo o que existe. Por essa descrição, seu modelo ficou também conhecido como Modelo Bola de Bilhar.

Modelo de Thomson ou Pudim de Passas

modelo de daltonA teoria de Dalton manteve-se como correta até o final do século XIX, quando o físico britânico Joseph John Thomson propôs um novo modelo atômico a partir de experiências por ele realizadas. Baseado em experimentos com cargas elétricas e raios catódicos, Thomson demonstrou que esses raios poderiam ser interpretados como um feixe de partículas carregadas de energia negativa. A essas partículas ele deu o nome de elétrons. Essa descoberta fez com que ele percebesse que o átomo não era, de fato, indivisível.

Como é eletricamente neutro, Thomson propôs que o átomo fosse um aglomerado maciço de carga elétrica positiva, com uma carga negativa mais leve, os elétrons, distribuídos de maneira uniforme, criando um equilíbrio elétrico. Pela descrição feita pelo físico, esse modelo passou a ser conhecido como Pudim de Passas.

 

Modelo de Rutherford ou Planetário

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Em 1911, o físico neozelandês Ernest Rutherford descobriu, através de experimentos envolvendo radioatividade, que o átomo não se tratava de uma esfera maciça. Em suas experiências, Rutherford bombardeou uma lâmina de ouro com partículas alfa. Ele observou que a maioria das partículas atravessam a lâmina sem sofrer desvios em sua trajetória, enquanto uma pequena parte foi, de fato, desviadas, e uma quantidade ainda menor não chegou a atravessar a lâmina.

Através dessas observações, Rutherford concluiu que a lâmina de ouro seria constituída por átomos com pequenos núcleos com carga positiva, neutralizada por uma grande região de carga negativa, onde estariam os elétrons. Ao questionar-se o porquê de as partículas de diferentes cargas não se atraírem ou se chocarem, Rutherford criou sua teoria do modelo planetário, em que os elétrons girariam ao redor do núcleo positivo do mesmo modo como os planetas giram em torno do Sol.

Modelo de Bohr

Anos mais tarde, o modelo proposto por Ernest Rutherford foi aperfeiçoado pelo físico dinamarquês Niels Bohr. Para ele, a ideia de que os elétrons orbitavam ao redor de um núcleo positivo contrariava os conceitos clássicos da física. Para Bohr, se isso ocorresse, os elétrons perderiam energia e seriam atraídos pelo núcleo, chocando-se.

Baseado nas descobertas de James Chadwick e na teoria quântica proposta por Max Plank, Bohr elaborou um novo modelo atômico. Segundo o físico, o núcleo do átomo seria formado por prótons, de carga positiva, e nêutrons, de carga neutra. Ao redor desse núcleo, os elétrons descreveriam órbitas circulares, chamadas de níveis ou camadas, cada uma delas co2eca9c29d40801017a545db6655e8e5dm diferentes valores de energia.

A formulação dos diferentes modelos atômicos ao longos dos tempos foi abrindo portas para a compreensão do elementos e sua composição. A evolução tecnológica e a realização de novos estudos na área possibilitaram a concepção de novos modelos de estrutura do átomo. O modelo proposto por Bohr, por exemplo, foi aperfeiçoado através dos estudos em Mecânica Quântica.

Atualmente, o modelo atômico considerado válido pela Ciência é o modelo quântico, proposto por cientistas como Werner Heisenberg, Erwin Schrödinger e Paul Dirac. Essa teoria, porém, é mais trabalhada no Ensino Superior devido à complexidade dos conceitos e dos cálculos envolvendo a Física Quântica.

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Grande parte dos conhecimentos e da evolução das pesquisas e estudos sobre células e microorganismos se devem à criação de um aparelho em particular: o microscópio. Essa invenção proporcionou à humanidade obter grandes avanços em áreas importantes, como medicina e microbiologia, auxiliando na compreensão de doenças, do funcionamento celular e de tantos outros fenômenos que ocorrem em níveis microscópicos.

Sucesso nas salas de aula e essencial no trabalho de cientistas, o microscópio revolucionou as ciências e é considerado o marco inicial da Biologia Celular. Com ele, o homem se tornou capaz de enxergar um novo mundo, até então invisível a olho nu. Bactérias, vírus, protozoários e até mesmo os diferentes elementos químicos começaram a ser explorados com a invenção desse instrumento.

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O avanço da tecnologia permitiu a evolução desse aparelho. Hoje, é possível encontrar modelos que vão desde os microscópios ópticos, com poder de ampliação de até mil vezes, até os poderosos microscópios eletrônicos, com capacidade de ampliar em até 500 mil vezes o elemento em observação, produzindo imagens em alta definição.

Mas, afinal, como foi inventado esse aparelho? Quem teve essa ideia e como eram os primeiros instrumentos? Se você tem essas dúvidas, confira a seguir um pouco mais sobre a história do microscópio.

  • Os Chineses

A invenção do microscópio é tema de muita controvérsia. Muitos atribuem sua criação aos chineses, por volta do ano 2000 antes de Cristo. Eles teriam sido os primeiros a criar dispositivos que permitiam observar objetos e espécimes de forma ampliada, através de uma lente ligada a um tubo cheio de água. O poder de ampliação variaria de acordo com a quantidade de líquido dentro do tubo.

  • Os Holandeses

Outra versão data do final da década de 1590, na Europa. A invenção do primeiro microscópio teria sido obra de Hans e Zacharias Janssen, dois holandeses fabricantes de óculos. Através da sobreposição de duas lentes dentro de um tubo cilíndrico, eles criaram um instrumento capaz de ampliar imagens, permitindo a observação de objetos pequenos e invisíveis a olho nu. Hans e Zacharias, porém, jamais teriam utilizado sua invenção para fins científicos.

A origem mais aceita e difundida, porém, atribui a criação do primeiro microscópio ao holandês Anton Van Leeuwenhoek, no final do século XVII. Muitos acreditam que ele apenas aperfeiçoou a criação dos Janssen, tendo sido o primeiro homem a registrar suas observações com microscópio. Utilizando um aparelho de fabricação própria, com apenas uma lente e capacidade de ampliação de quase 300 vezes, Van Leeuwenhoek observou diversos elementos com seu microscópio. Em seus trabalhos, relatou e descreveu espermatozóides, insetos e outros micróbios. Além disso, ele teria sido o primeiro homem a observar uma bactéria e a constatar a existências dos glóbulos vermelhos do sangue.

  • A Célula

Anos mais tarde, o microscópio de uma só lente de Van Leeuwenhoek foi aperfeiçoado pelo inglês Robert Hooke, que aumentou ainda mais sua capacidade de ampliação. Ao realizar observações em um pedaço de cortiça, Hooke, responsável pela tradução dos trabalhos do holandês, foi o primeiro homem a utilizar o termo “célula”, para se referir ao poros do material. Mais tarde, pesquisadores interessados nas descobertas de Hooke viriam a descobrir as células animais e vegetais e sua composição, como citoplasma, núcleo e membrana.

Museum Boerhaave krijgt Van Leeuwenhoek microscoop in bruikleen

  • Os Anos Seguintes

As décadas posteriores foram de grandes avanços tanto para o aparelho em si quanto para os estudos científicos baseados na microscopia. O aperfeiçoamento das lentes por Charles Hall, por volta de 1730, e o reposicionamento delas dentro do aparelho por Joseph Lister, em 1830, contribuíram para um aumento considerável da qualidade das imagens, cada vez mais próximas e mais nítidas.

Do final do século XVIII ao fim do século XIX, diversas descobertas importantes foram feitas, impactando nos estudos do corpo humano e dos seres vivos em geral. A observação dos óvulos de mamíferos, o descobrimento de diferentes agentes patogênicos, a importância da levedura no processo de fermentação foram algumas das contribuições de cientistas de todo mundo à ciência e que só foram possíveis graças ao microscópio.

No século XIX, com os avanços tecnológicos, diversas empresas passaram a produzir microscópios e desenvolver novas técnicas para a produção lentes, melhorando a qualidade das imagens e aumentando a capacidade de ampliação dos aparelhos.

  • O Microscópio Eletrônico

Já em 1931, os alemães Max Knoll e Ernst Ruska inventaram o primeiro microscópio eletrônico. Enquanto os microscópios ópticos utilizam lentes de vidro e luz na observação de objetos microscópicos, o modelo inventado por Ruska trabalha com lentes eletromagnéticas e feixes de elétrons como fonte luminosa, permitindo a ampliação de até 500 mil vezes.

Hoje, existem três tipos de microscópios eletrônicos: o de transmissão, o de varredura e o de tunelamento, que permite observações em níveis moleculares e atômicos. Esse último modelo foi inventado pelo alemão físicos Gerd Binning e pelo suíço Henrich Rohrer e rendeu aos dois físicos o Prêmio Nobel de Física de 1986.

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  • Novidades

Atualmente, novos aparelhos para uso popular estão disponíveis no mercado. Além do aparelho ópticos aos quais estamos acostumados, os microscópios digitais apresentam-se como grande novidade. Esses instrumentos são capazes de transmitir imagens em alta qualidade, em tempos real, para um TV ou computador. Além disso, existem os microscópios digitais portáteis, aparelhos com ampliação de até 500 vezes e não maiores do que uma caneta.

São inegáveis os benefícios trazidos pela invenção e evolução do microscópio não só para os estudos das ciências, como também para o desenvolvimento de novas tecnologias. Da observação das células à visualização de átomos e moléculas, o microscópio proporciona uma maior compreensão do nosso mundo e de tudo que o compõe.

  • Homelab

A Homelab oferece uma linha completa de produtos para a montagem de laboratórios e o para o aprendizado das mais diversas ciências. Oferecemos também uma completa variedade de microscópios para a sua escola. Acesse o nosso site, conheça nossas soluções e faça um orçamento.

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A Geometria está relacionada com as formas do mundo em que vivemos. Essa disciplina é fundamental para que os alunos desenvolvam habilidades básicas como a percepção de características de objetos no meio físico, sua representação e sua localização no espaço. A Geometria envolve a relação entre o que os estudantes veem no mundo real e a descrição dessas formas. Por isso, é interessante que o estudo dessa disciplina se dê já nos primeiros anos na escola, incentivando os estudantes a observarem, descreverem e construírem essas formas, apontando semelhanças, diferenças, características de simetria, etc.

Outro passo importante no processo de ensino-aprendizagem da Geometria é o desenvolvimento de capacidades cognitivas dos estudantes através do trabalho com as diferentes formas de representação das mais diversas formas. Isso permite que os estudantes estabeleçam uma relação entre o tridimensional, presente no mundo ao seu redor, e sua reprodução no papel, que será utilizada para diferentes atividades no ambiente escolar. Com isso, é necessário que se trabalhe atividades que explorem a composição e decomposição, a construção e a desconstrução de formas geométricas de diferentes pontos de vistas, como aqueles desenhos bidimensionais com abas para as crianças recortarem e montarem, por exemplo. As atividades de ensino da Geometria são desenvolvidas baseadas nos diferentes sólidos geométricos, que são figuras tridimensionais – representadas com altura, largura e profundidade -, como o cubo, a pirâmide, a esfera, o paralelepípedo, o cilindro e o cone.

Nos primeiros anos do aprendizado, é interessante colocar os estudantes em contato com objetos do dia a dia, despertando a atenção para a forma de cada um deles e trabalhando os primeiros conceitos. Através dessas atividades de observação, as crianças serão capazes de classificar e compreender os diferentes sólidos geométricos, relacionando-os com os objetos ao seu redor. A partir daí, trabalha-se atividades de classificação desses sólidos e a montagem e desmontagem de objetos tridimensionais, além dos conceitos simetria. Os exercícios com sólidos geométricos são uma grande oportunidade para promover trabalhos em grupo, favorecendo a socialização entre os alunos, a troca de ideias e a união de esforços na resolução de desafios.

Pensando em todos os benefícios que o estudo da Geometria pode trazer para o desenvolvimento dos estudantes, confira a seguir 5 dicas de atividades para serem feitas com sólidos geométricos.

1.Relação Entre Representações

Em uma folha, coloque representações tridimensionais de diferentes sólidos e, ao lado, disponha diversas reproduções planas de formas geométricas, como quadrados e triângulos. Peça que os alunos liguem cada sólido geométrico à superfície plana correspondente. Você também pode trabalhar com cores ou ainda pedir que os alunos relacionem figuras de objetos do dia a dia com os sólidos correspondentes. Por exemplo: um cubo e um dado ou uma bola de futebol e uma esfera. Esse é um exercício bem simples e pode ser realizado depois que os primeiros conceitos de formas geométricas foram estudados.

2. Identificação e Classificação

Traga para a sala de aula ou imprima em uma folha sólidos geométricos de diferentes características. Faça um quadro com as seguintes áreas a serem completadas: Nome, Número de Faces, Número de Vértices e Número de Arestas. Peça que os alunos completem a tabela.

Para uma atividade mais completa, trabalhe com cores. Fale para os estudantes contornarem de uma cor específica todos os sólidos que tenham superfícies planos e, em outra cor, todos aqueles que possuam superfícies curvas. Ainda pode-se pedir que os alunos identifiquem onde está cada elemento que compõe o sólido, como arestas e faces. Essa atividade reforça os conceitos estudados e é uma boa forma para que o educador avalie o domínio desses conceitos e identifique possíveis pontos fracos no aprendizado.

3. Planificação

Em uma folha, disponha os diferentes sólidos em representações tridimensionais e, em posições aleatórias, suas representações planificadas. Peça que os estudantes liguem as figuras correspondentes. Outra forma de fazer essa atividade é dispor diferentes formas planas de uma figura específica em que só uma delas estará certa e pedir que os alunos assinalem a alternativa correta. Por exemplo: ao lado da figura em três dimensões de um cubo, coloque representações bidimensionais diversas, alternando o número de faces ou a distribuição dela na figura. Essa é uma atividade boa para testar as noções de desconstrução de figuras em três dimensões e relação lógica entre as formas.

4. Descrição

Espalhe as figuras tridimensionais em uma mesa ou imprima suas respectivas representações 3D em uma folha e distribua aos alunos. Peça que eles descrevam os sólidos sem dizer seus nomes. É um exercício prático e que vai ajudar a avaliar a compreensão de alguns conceitos específicos da Geometria, auxiliando a averiguar, por exemplo, se os alunos sabem o que são as faces e arestas de um sólido geométrico.

5. Construção

Essa é uma atividade prática e boa para ser feita em grupos. Disponibilize para os alunos palitos e massinha de diferentes cores. Dê apenas o nome de um sólido geométrico e peça que eles construam aquela forma tridimensional. Se tudo correu bem e a figura foi feita corretamente, pode-se trabalhar os conceitos envolvidos, pedindo para que eles contêm as arestas, identifiquem os vértices, calculem a quantidade de faces ou classifiquem os sólidos corretamente.

Atividades com sólidos geométricos e o estudo da Geometria ajudam os estudantes a desenvolverem habilidades e capacidades importantes. Como muitas outras áreas, é importante mostrar que o estudo dessa disciplina pode se dar de maneira lúdica e descontraída, atraindo a atenção dos alunos e despertando seu interesse.

Como é feito o trabalho com sólidos geométricos na sua instituição de ensino? Compartilhe conosco suas experiências. Deixe-nos um comentário!

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Destinado ao Estudo da Química nos mais variados níveis de ensino, composto por alguns reagentes, vidrarias e ferragens que permitem ao professor aplicar aulas demonstrativas e práticas, no laboratório ou mesmo em sala de aula quando necessário.

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O avanço tecnológico tem impactos claros na mudança de comportamento e rotina da sociedade atual. Hoje, estamos imersos em tecnologia, em contato diário com gagdets e aplicativos. Assim, estamos tendo a oportunidade de observar as transformações que este avanço traz, por exemplo, para a Educação e para o modo como as instituições de ensino se relacionam com os estudantes.

Discutir o futuro da Educação passa, invariavelmente, pela compreensão da inclusão de ferramentas digitais no cotidiano do processo de ensino-aprendizagem. É preciso que as diretrizes pedagógicas sejam atualizadas e estejam em sintonia com essa nova realidade, construindo um ensino atrativo, relevante e de qualidade e que se adapte à rotina dos alunos imersos nesse contexto tecnológico. Essas ferramentas e plataformas devem ser vistas e utilizadas como aliadas da Educação, proporcionando a expansão das barreiras do ensino para além dos muros da escola, tornando-se cada vez mais interdisciplinar, interativo e horizontal.

É natural, portanto, imaginar que as metodologias a serem adotadas a partir de agora passem não somente pela adoção de dispositivos eletrônicos em sala de aula, mas também pela criação de plataformas digitais que proporcionem uma aprendizagem mais eficaz, inclusiva e abrangente.

Se você já está por dentro das tendências da Educação para 2017, confira a seguir metodologias e abordagens que certamente estarão presentes e moldarão o ensino daqui para frente.

Aprendizagem Social e Emocional

SEL (do inglês, Social and Emotional Learning) é uma metodologia focada em desenvolver todas as capacidades que o aluno vai precisar para enfrentar a nova realidade e os novos desafios que o século XXI trouxe. O ensino tradicional, baseado em exercícios, repetições e provas, já não prepara os estudantes para suprirem as demandas do mundo contemporâneo. Por isso, é necessário focar em um aprendizado que ajude a formar o aluno por completo, permitindo o desenvolvimento da criatividade, comunicação e interação social.

A aprendizagem social e emocional vai ajudar os alunos a desenvolverem as principais habilidades para esse novo contexto, como autoconhecimento, consciência social, tomada de decisões, além de habilidades sociais e o auto-gerenciamento. O ensino socioemocional busca estimular essas habilidades através de trabalhos em grupo, debates, discussões e o desenvolvimento de projetos que vão auxiliar na formação de indivíduos com pensamento crítico, maior capacidade para manter relações sociais positivas e tomar decisões de maneira responsável. A longo prazo, uma diretriz pedagógica baseada em SEL pode aumentar os índices de conclusão do ensino médio, preparando melhor os alunos para o ensino superior e para o mercado de trabalho.

Aprendizado por Redes Sociais

O aprendizado não é uma fenômeno restrito ao ambiente escolar ou acadêmico. Aprendemos a todo instante e em todos os lugares. Por mais informal que seja o ensino fora da escola, ele continua a acontecer e, em muitos casos, de forma mais eficiente e mais veloz.

As redes sociais estão cada vez mais presentes no nosso cotidiano, sendo ferramentas importantes para o compartilhamento de ideias e conteúdos, mesmo com o risco de essas informações serem falsas ou imprecisas – algo que o próprio Facebook busca combater, com o desenvolvimento de novas funcionalidades para a plataforma. No Brasil, já existem instituições que estão utilizando, de forma experimental e bem sucedida, as redes sociais como espaço de aprendizagem. O educador faz uso de todo o potencial de engajamento e estímulo que elas proporcionam, promovendo discussões e realizando a escolha de temas e referências a serem debatidos e estudados.

MétodoTeach-Back

Esse método consiste em colocar nas mãos dos estudantes a possibilidade de explicarem aos colegas os conteúdos que foram estudados até então, do mesmo jeito com que eles aprendem com seus professores. Ao fazê-lo, ficará evidente ao educador e seus alunos os conceitos que foram apreendidos e consolidados, bem como os pontos que necessitam ser reforçados ou em que houve falha na ministração de conteúdo. Essa é uma ideia fácil de se colocar em prática e que pode usufruir das possibilidades que as ferramentas digitais proporcionam, criando grupos e discussões.

Falha Produtiva

Baseado no mesmo princípio de que aprendemos a todo instante e com quaisquer experiências é que foi desenvolvido o conceito de Falha Produtiva. Esse método de ensino consiste em apresentar problemas complexos e de difícil solução aos estudantes sem oferecer qualquer tipo de auxílio ou instrução. A ideia é que os alunos explorem, da forma como acharem melhor, as mais diversas variantes em busca da solução ao problema proposto e, cientes de que não dispõem dos recursos necessários, falhem ao encontrá-la. A partir da falha, o educador apresenta os conceitos relacionados à matéria e os métodos para solucionar o problema.

Sistema Avaliativo Diferenciado

Mudar os moldes passados com quais a educação foi concebida passa também por modificar os sistemas de avaliação das instituições de ensino. O mecanismo de perguntas e respostas não avalia adequadamente as capacidades do aluno. Por isso, a tendência é que cada vez mais os estudantes sejam avaliados através de testes práticos e pela capacidade de argumentação e desenvolvimento de raciocínio.

Isso passa por incluir no aprendizado etapas como experimentação e criação de projetos, com os alunos colocando a mão na massa através da realização de projetos reais que avaliem a aplicação de conceitos. Ainda é possível a realização de provas escritas, mas com caráter subjetivo, em que o estudante será avaliado não pela capacidade de memorização de conteúdo, mas sim por competência argumentativas. Isso estimula a reflexão e o pensamento e ajuda a desenvolver indivíduos com senso crítico e capazes de solucionar problemas.

Infelizmente, a realidade do ensino no Brasil, principalmente na esfera pública, atrasa o desenvolvimento e a implantação de novas metodologias e sistemas de ensino nas escolas, o que prejudica os alunos não apenas no que se refere à aprendizagem, mas as oportunidades que terão no futuro. O sistema educacional brasileiro, em geral, ainda se prende a moldes do passado, antiquados e que avaliam o aluno basicamente por sua capacidade de memorização de conteúdo. Esse sistema não enxerga as particularidades de cada estudante, não avalia as reais necessidades de cada aluno e não explora suas potencialidades.

Porém, por mais que a adesão à tecnologia no processo de ensino-aprendizagem possa encontrar barreiras relativas a questões burocráticas ou sócio-financeiras, é irreversível a adaptação do ensino à nova realidade, com a presença cada vez mais constante de tecnologias e plataformas digitais. Esses avanços proporcionam uma Educação atualizada, que foge dos padrões convencionais e criam um ambiente dinâmico e inclusivo.

E a sua escola, como funciona? A tecnologia está presente no dia a dia dos alunos? Existe alguma plataforma digital para que eles aprendam em casa? Compartilhe conosco sua opinião e suas experiências. Deixe-nos um comentário!

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