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Já falamos bastante aqui no blog sobre a importância dos estudos práticos em disciplinas como Química, Física e Biologia. Hoje, porém, vamos falar de uma outra ciência que nem sempre relacionamos com aulas em laboratório: a Geografia.

Todas as disciplinas possuem conteúdos específicos que são trabalhados de forma teórica, e outros em que é possível sua aplicação prática e também no nosso cotidiano. Essa tentativa de aplicar conteúdos direcionados à prática é uma importante ferramenta para o processo de ensino-aprendizagem, uma vez que permite ao aluno materializar o que foi visto em sala de aula. E na Geografia não é diferente.

Essa é uma ciência fundamental para a compreensão de questões de ordem sócio-econômica-ambiental, permitindo o entendimento do mundo e da realidade social. Ela se ocupa dos estudos da transformação do espaço e das mudanças que ocorrem no contexto mundial. Seu principal papel é contribuir para a formação de cidadão críticos, participativos, que possam atuar ativamente na sociedade.

Mudança de Paradigma

Infelizmente, ao passar dos anos, a Geografia se tornou uma disciplina meramente teórica, com aulas maçantes e muitas vezes consideradas chatas pelos alunos. Ainda dominante nas escolas de todo o país, o ensino dessa ciência segue os modelos da chamada Geografia Tradicional, em que se foca na memorização de informações, o que acaba resultando em um afastamento do aluno.

Em tempos de discussões sobre a modernização das metodologias de ensino para a realidade do século XXI, a Geografia é uma das disciplinas que merece atenção. O fato de muitos estudantes ainda considerarem essa disciplina como desinteressante e de verem-na como típico “decoreba” é reflexo de um modelo de ensino que exige memória para gravar o nome de rios, regiões, países etc. Essa simples reprodução de conceitos acaba por não despertar o interesse do aluno, que não vê nenhuma relação com sua realidade.

Nesse contexto, é necessário mudar o ensino da Geografia e torná-lo mais interessante, envolvendo a realidade do aluno ao longo desse processo e criando dinâmicas em que o livro didático seja apenas um coadjuvante no aprendizado. Para isso, é fundamental que o professor saiba como despertar o estudante para o aprendizado e para refletir, de modo que ele aprenda a elaborar seu próprio conhecimento e seja co-autor em seu próprio aprendizado. E é nesse cenário que se encaixam as aulas práticas em Geografia.

Importância das Aulas Práticas

Assim como no estudo de ciências como Física, Biologia e Química, as atividades em laboratório são uma excelente ferramenta pedagógica para o ensino da Geografia, funcionando como complemento ideal aos conceitos teóricos estudados em sala de aula. Por meio das aulas práticas, o professor consegue transferir para o aluno a capacidade de produção de conhecimento, demonstrando a aplicabilidade dos conteúdos já ministrados e, consequentemente, aproximando-os da realidade do estudante.

As atividades desenvolvidas em laboratório também desempenham importante papel na geração de um maior engajamento por parte dos alunos, estimulando-os aos estudos. Além disso, através desse tipo de aula, o professor consegue avaliar o domínio da turma em relação aos conteúdos estudados, o que possibilita a identificação de pontos fortes e fracos e a correção de rumos.

Possibilidades da Geografia

Devido à vastidão de temas tratados, Geografia é uma disciplina que permite o desenvolvimento de diversas atividades práticas. Da erosão do solo aos tipos de rocha, passando pelo Sistema Solar e a divisão dos países, são inúmeros os experimentos que podem ser desenvolvidos para um ensino mais dinâmico e estimulante.

Além disso, a Geografia é uma ciência de grande valor interdisciplinar, que não deve ser estudada de forma isolada. Sendo assim, as aulas práticas são uma excelente maneira de aproveitar esse potencial. Afinal, são amplas as áreas de conhecimento englobadas pela Geografia e que podem proporcionar atividades em conjunto com outras disciplinas. Ao estudar a atmosfera, por exemplo, conteúdos de Física, Biologia e Química podem ser trabalhos conjuntamente. Ao tratamos de cultura, matérias como Português e História têm importante papel.

Isso tudo proporciona não apenas um aprendizado mais completo e em sintonia com a realidade dos estudantes, mas também serve como importante ferramenta para a discussão de questões relacionadas ao mundo e ao lugar onde vivemos, seja de ordem social, política, econômica ou ambiental.

Com isso, aulas práticas para o estudo da Geografia podem e devem ser desenvolvidas ao longo de todo ensino. De atividades lúdicas com alunos do Ensino Fundamental a práticas laboratoriais com estudantes da graduação, contar com um espaço dedicado à experimentação em Geografia pode trazer resultados transformadores.

A Homelab apóia novas práticas que levem à modernização e consequente melhora do ensino no Brasil. Para isso, fornecemos materiais científicos e pedagógicos de alta qualidade que atendem às mais diversas disciplinas. Pensando em um ensino prático da Geografia, oferecemos uma linha completa de materiais para o estudo dessa disciplina. Do movimento dos planetas à divisão dos países, atualmente existem uma série de equipamentos e instrumentos que proporcionam a prática da Geografia.

Ficou interessado? Então acesse nosso site, conheça nossas soluções e faça um orçamento!

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Quem se lembra das primeiras aulas de Geografia na escola e os movimentos de translação e rotação da Terra? Pois é, esses são conceitos muito utilizados nos estudos relacionados à chamada Geometria Solar, que busca entender como a luz do sol irradia em nosso planeta.

No movimento de translação, a Terra percorre uma trajetória elíptica em um plano inclinado. É justamente esse ângulo que define a posição dos trópicos e faz com que os hemisférios do planeta recebam quantidades diferentes de radiação solar ao longo do ano, caracterizando as estações do ano.

Tais conhecimentos são importantes para o desenvolvimento de diferentes áreas. Seja na Geografia, na Física, na Biologia, na Astronomia, na Agronomia ou na navegação, a compreensão do movimento do sol e da incidência da luz solar no nosso planeta é fundamental. Sua versatilidade é tamanha, que esses conhecimentos podem ser utilizados até mesmo por fotógrafos, para definir a melhor hora do dia para fazer a foto desejada.

Isso posto, vale ressaltar que, atualmente, talvez a área que mais utiliza e se beneficia dessa ciência, porém, é a Arquitetura. O entendimento do fenômeno físico da trajetória aparente do sol é essencial na concepção e realização de projetos com qualidade ambiental, que façam bom uso da iluminação natural e proporcionem conforto térmico ao ambiente.

Esse sistema proporciona que alunos, professores e profissionais simulem a incidência da luz para projetos localizados em qualquer posição geográfica do planeta. Isso permite uma visualização rápida e prática da luminosidade solar sobre elementos arquitetônicos, edificações e meios urbanos.

O Heliodon

Para realizar esses trabalhos e cálculos com precisão, os profissionais das áreas que citamos utilizam um equipamento chamado Heliodon. Esse é um instrumento utilizado para simular as variações da incidência da luz solar direta gerada pelo movimento aparente do sol. Assim, é possível ajustar o ângulo entre uma superfície plana e um feixe de luz, combinando o ângulo entre um plano horizontal, uma latitude específica e o feixe solar.

As vantagens dos estudos realizados com Heliodon em relação a outras ferramentas disponíveis, como cartas solares ou programas de computador, são a possibilidade de visualização imediata das áreas iluminadas e sombreadas, simulando diferentes horas do dia e épocas do ano, além da oportunidade de manipulação rápida do objeto em análise.

Como Funciona?

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Atualmente, existem diversos modelos de Heliodon, com diferentes tecnologias e possibilidades. Porém, o mais comum de se encontrar ainda são os modelos analógicos e manuais. Seu funcionamento ocorre de maneira relativamente simples. As posições do sol nas diferentes horas e estações são simuladas por meio do uso de lâmpadas distribuídas em arcos representativos das trajetórias aparentes do sol. No centro do equipamento, é posicionado o objeto foco dos estudos. Normalmente, usa-se uma maquete ou representação.

São basicamente quatro passos: escolher a latitude do local de simulação no transferidor do equipamento, inclinando-o até a latitude escolhida. Em seguida, posiciona-se uma lâmpada em um dos arcos do heliodon conforme a hora e a época do ano desejadas para a simulação. Depois, é necessário escolher a orientação geográfica do objeto em estudo, sempre adotando o norte como referência. Por fim, liga-se a lâmpada – que fará o papel de sol – e observa-se a incidência da luz e o sombreamento resultante.

Os resultados das simulações permitem diversas observações importantes para o desenvolvimento de análises e avaliações. Na Arquitetura, alunos, professores e profissionais podem visualizar, por exemplo, a incidência da luz solar através das aberturas dos ambientes e as sombras em edificações ou espaços urbanos.

Além disso, os resultados obtidos com o Heliodon proporcionam a avaliação do desempenho térmico e do aproveitamento da luz dos projetos, possibilitando otimizá-lo para melhor aproveitamento dos recursos naturais, seja impedindo a entrada excessiva de calor ou verificando o melhor ponto para a instalação de placas fotovoltaicas, por exemplo. Já para áreas como Astronomia e Geociências, os resultados obtidos com o Heliodon permitem visualizar referências importantes, como pontos cardeais, trópicos, solstícios, equinócios, duração do dia e pólos celestes.

Por sua facilidade de manuseio e compreensão dos conceitos envolvidos, o Heliodon é uma excelente ferramenta pedagógica para ser utilizada em sala de aula. Dos anos iniciais do ensino fundamental à graduação em áreas como Física e Arquitetura, esse equipamento é ideal para a compreensão dos fenômenos relacionados à Geometria Solar.

Como não podia ser diferente, no site da Homelab você encontra o Heliodon à sua disposição. Acesse o nosso site e conheça também nossa completa linha de produtos científicos ideais para o seu laboratório ou instituição de ensino. Confira também nossos materiais complementares, com dicas de experimentos e outros conteúdos interessantes para você.

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A Feira de Ciências da escola é a grande oportunidade de mostrar a pais, colegas e à comunidade os trabalhos científicos elaborados pelos alunos. Mais do que um bom exercício pedagógico, as feiras ajudam a despertar o interesse pelas ciências, em especial Química, Física e Biologia, além de promover a cooperação entre os alunos, aguçar o senso crítico e proporcionar interação entre a comunidade e a escola.

Com certeza o ensino teórico e expositivo é importante para se entender as ciências, porém é com a experimentação que os estudantes percebem como as coisas funcionam e a aplicabilidade de todo o conteúdo que foi estudado. Desse modo, percebemos que experimentar e aprender estão intimamente ligados.

Sendo assim, a realização de uma feira de ciências na escola é uma grande oportunidade para que os alunos trabalhem os conceitos vistos em sala de aula na prática, se engajando e se dedicando em prol da ciência.

Tal evento é uma ferramenta extremamente importante para o desenvolvimento de habilidades e capacidades sociais e cognitivas essenciais para a vida, como senso de equipe, organização, liderança, autonomia e concentração.

Vale ressaltar ainda que as feiras de ciências evoluíram muito nos últimos anos. A reflexão sobre os moldes do ensino atual impactaram o modo como o evento é realizado. Se a imagem de feira de ciências que você tem na cabeça ainda envolve estandes, maquetes e alunos repetindo textos decorados, saiba que isso mudou.

Hoje, as feiras são mais complexas e focam em despertar o interesse dos estudantes pelas ciências, criando uma dinâmica moderna em que os alunos aprendem e transmitem conhecimento aos seus colegas.

A organização de uma feira de ciências demanda tempo dos professores e da coordenação da escola. São eles os responsáveis por definir cronogramas, criar normas, cuidar da segurança e orientar alunos e turmas no desenvolvimento dos projetos.

Pensando nisso, confira a seguir alguns pontos essenciais na hora de organizar uma feira de ciências na sua escola.

Planejamento

O primeiro passo na organização do evento é despertar o interesse das turmas pela ciências. Para isso, uma boa sugestão é agendar a feira para o final do ano. Com isso, desde o início do período letivo é possível planejar atividades e metodologias que envolvam aulas em laboratório, visitas técnicas e outros exercícios práticos que ajudem os alunos a visualizar tudo aquilo que viram em sala de aula, despertando a vontade no fazer científico.

Além disso, o evento em si demanda tempo e antecipação. Para organizar uma boa feira de ciências, trabalhe com, ao menos, quatro meses de antecedência para organizar todos os detalhes e dar tempo para o desenvolvimento dos projetos, aquisição de materiais etc.

Esse tempo será importante também para decidir que tipo de feira a instituição deseja realizar: fechada aos alunos, pais e professores, entre colégios ou até mesmo municipal.

Temas

Estamos acostumados ao padrão de feiras bem amplas e com uma variedade imensa de temas abordados. Isso é ótimo, uma vez que proporciona uma troca de novos conhecimentos muito importante.

Porém, a feira de ciências pode ganhar muito se forem definidos temas específicos para cada edição. Para isso, uma boa sugestão é a abordagem de assuntos locais, mesmo ligando-os a contextos globais.

Se o assunto definido for fotossíntese, por exemplo, os alunos podem abordar temas como poluição do ar ao mesmo tempo que discutem a quantidade de árvores na cidade em que vivem.

A proximidade dos assuntos tratados ajuda a gerar mais interesse dos estudantes e também da comunidade, que passam a ver como determinado tema impacta diretamente suas vidas.

Objetivos

Uma feira de ciências vai muito além de temas interessantes e apresentações cativantes. Todo evento deve ser planejado com um objetivo a ser alcançado.

Seja para divulgar os resultados das atividades escolares, integrar a comunidade à escola, estimular a criatividade e o interesse pela ciência, a feira deve ter metas a serem alcançadas como resultado de todo o trabalho realizado.

Apresentações

Definidos os temas com antecedência e realizado o trabalho de despertar o interesse científico nos alunos, é hora de planejar as falas de cada turma. Como dissemos, os moldes de textos decorados ficaram para trás. O que vale é a discussão e a compreensão dos temas tratados.

Sendo assim, durante o desenvolvimento dos projetos, auxilie os estudantes a entender sobre aquilo que estão falando. Quanto mais eles estiverem familiarizados com os conceitos que trabalharão, mais fluidas serão as falas, tornando a apresentação mais interesse e compreensível a todos os presentes. O aluno que domina o conteúdo tem a capacidade de tirar possíveis dúvidas que surgirem, ajudando ainda mais a engajar e interessar a comunidade.

Como dissemos, prática e aprendizado andam de mãos dadas. Sendo assim, o laboratório de Ciências é o ambiente ideal para a realização de atividades que despertem o interesse dos alunos pelas ciências, estimulando-os na hora do desenvolvimento de projetos para a feira da escola. Afinal, trata-se de um espaço educativo, que serve como ligação entre teoria e prática dos conteúdos escolares.

A Homelab fornece uma completa linha de produtos e acessórios científicos que podem auxiliar a sua escola, seja na montagem do laboratório ou nos projetos da feira de ciências.

Também oferecemos gratuitamente uma série de conteúdos com experimentos e práticas que podem ser utilizadas no evento ou no dia a dia da escola. Ficou interessado? Acesse o nosso site, conheça nossas soluções e faça um orçamento!

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Aulas práticas de ciências são um recurso pedagógico importante, que trazem muitos benefícios aos estudantes e ajudam a tornar o ensino mais dinâmico, atraente e completo. Por meio desse tipo de aula, os alunos podem verificar a aplicabilidade do que foi estudado em sala de aula, sendo o complemento ideal ao aprendizado teórico. Além disso, aulas experimentais em laboratório ajudam a engajar os estudantes, estimulando os estudos.

Infelizmente, no Brasil, devido aos problemas enfrentados por boa parte das instituições de ensino, os laboratórios de ciência são um espaço raro de ser encontrado. Segundo o último Censo Escolar do INEP, nem um quarto das escolas do país contam com um ambiente dedicado ao ensino e aprendizagem práticos de ciências. E isso é uma pena.

Além dos benefícios aos estudantes, aulas práticas em laboratório auxiliam o educador a avaliar o domínio dos alunos em relação ao conteúdos, verificando a familiaridade com termos, equipamentos e teorias. Isso permite ao professor identificar os pontos fortes e pontos que necessitam de reforço em sala de aula, criando um aprendizado integral e completo.

Para a realização dessas aulas, é essencial que os alunos tenham o embasamento necessário para compreender a ciência e seu linguajar. A partir daí, as práticas em laboratório podem ser introduzidas aos poucos. Esse processo vai ajudar a gerar um maior interesse por parte do estudante, motivando-o e ajudando a desenvolver importantes capacidades investigativas e senso crítico mais apurado.

Caso a sua escola ainda não conte com um laboratório e deseje usufruir de todos esses benefícios que citamos, hoje vamos trazer alguns pontos essenciais na hora de montar um laboratório na sua instituição de ensino. Antes de tudo, vale ressaltar que existem normas e regulamentações estipuladas pelo Ministério do Trabalho e Emprego e também pela ABNT. Essas normas buscam uma padronização das instalações, garantindo que as aulas sejam ministradas corretamente e com total segurança.

Espaço

Para muitas escolas, a maior dificuldade para a implantação de um laboratório está associada ao aspecto financeiro, uma vez que nem sempre é considerado prioridade para as instituições e seus gestores. Sendo assim, é fundamental que, do projeto ao espaço para a montagem de um laboratório de ciências, tudo esteja em concordância com a segurança.

Para isso, é primordial a atuação de um profissional da área de engenharia e arquitetura, ajudando na avaliação de aspectos como infraestrutura, design e todos os aspectos técnicos, como instalações elétricas, hidráulicas e mobiliário.

Segundo a NR-8, do MTE, um modelo de laboratório de ciências deve contar com uma área total equivalente a 53m2 e comportar 25 alunos. A norma ainda estipula aspectos do projeto como bancadas, portas, janelas e armários.

Pisos, Paredes e Janelas

Pisos, paredes e janelas são outro ponto que merece atenção no laboratório de ciências da sua escola. Esses itens devem ser analisados pelas seguintes características: facilidade de manuseio e limpeza, durabilidade e resistência.

O piso deve ser sempre antiderrapante e sem desníveis. As portas devem ser abertas por fora e localizadas longe de escadas, enquanto que, por sua vez, as janelas devem ser posicionadas para melhor aproveitamento da iluminação e ventilação naturais.

Gás, Água e Luz

Para que as instalações proporcionem segurança a todos os frequentadores do laboratório, a ABNT define normas para padronização e posicionamento das estruturas de gás, água e eletricidade. Os alunos não podem ter livre a acesso a esses itens e cada instalação deve seguir as regulamentações quanto ao material utilizado e as cores de cada tubulação, facilitando o controle por parte dos profissionais da escola.

Móveis, Armários e Bancadas

A NR-8 também estipula alguns pressupostos a serem levados em consideração na escolha e instalação do mobiliário do laboratório. As características fundamentais e que vão fazer toda a diferença são resistência, firmeza e facilidade de limpeza. A norma do MTE também preconiza as características ideais de bancadas, armários e prateleiras.

Materiais, Instrumentos e Equipamentos

Montado o espaço, é hora de equipá-lo. Os materiais essenciais e mais usados em laboratórios de ciências compreendem as vidrarias, os microscópios, os instrumentos de porcelana e metal, os equipamentos elétricos, entre outros.

A Homelab fornece uma completa linha de produtos e acessórios científicos com os principais itens para o laboratório de ciências da sua escola. O Conjunto Básico para Laboratório e o Conjunto para Múltiplas Ciências, por exemplo, trazem os itens mais importantes para os estudos e experimentos em Química, Física e Biologia. Em nossa exclusiva Linha Homelab, você encontrará diversos outros kits e conjuntos para áreas específicas, com equipamentos e acessórios essenciais para um ensino ainda mais completo. Confira!

Segurança

É fundamental que o aluno perceba que o laboratório se trata de um lugar de estudo, que exige um comportamento diferente e que não permite brincadeiras. Para a segurança de todos os presentes no laboratório, o MTE criou a NR-26. Dentre elas, está o uso de equipamentos de proteção coletiva e individual (EPC e EPI) durante os experimentos, especialmente aqueles que envolvam substâncias tóxicas.

Os benefícios que a prática laboratorial pode trazer ao processo de ensino-aprendizagem é inegável. O investimento nas estruturas necessários para proporcionar essa dinâmica certamente trará benefícios aos estudantes e também ao professor, uma vez que, além das vantagens que citamos, o laboratório é um espaço que proporciona a interdisciplinaridade e estimula a interação entre alunos, colegas e professores.

A Homelab acredita no poder transformador da educação e das ciências. Por isso, fornecemos soluções completas para auxiliar na prática dessas disciplinas. Acesse o nosso site, conheça tudo o que temos a oferecer e faça um orçamento!

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As propriedades dos ímãs são conhecidas desde a Antiguidade. Diz a lenda que o termo ‘magnetismo’ faz referência ao grego Magnes, que teria descoberto um espécie de pedra – hoje conhecida como magnetita – que atraía a ponta metálica de seu cajado. Outra versão atribui o nome ao fato de esse mineral ser abundante na região da Magnésia, na Ásia.

Sejam artificiais ou naturais, os ímãs são materiais capazes de repelir-se e atrair-se entre si, bem como a outros elementos, como ferro e outros materiais magnéticos, como níquel e cobalto. Isso porque eles contam com dois pólos opostos, em que existe um campo magnético. Esses dois pólos – norte e sul – atraem-se, seguindo a regra física de atração de opostos. Por outro lado, ao aproximar dois pólos iguais de dois ímãs diferentes, o efeito gerado será de repulsão.

Esse campo magnético nada mais é que um conjunto de forças que partem do pólo norte para o pólo sul dos ímãs, o que gera sua capacidade de atração e repulsão. Uma fato curioso é que é impossível separar os pólos de um ímã. Não importa em quantas vezes ele seja dividido, cada novo pedaço criado será composto por seus próprios pólos norte e sul.

Eletromagnetismo

Desde os gregos, os fenômenos relacionados à eletricidade e ao magnetismo eram observados e estudados. Para se ter uma ideia, os primeiros registros datam do séculos 6 a.C por Tales de Mileto. Foi somente a partir do século XVI que novas pesquisas foram desenvolvidas nessa área, porém, sem que ninguém conseguisse estabelecer uma ligação entre os fenômenos elétricos e magnéticos.

Esse panorama começou a mudar já começo do século XIX, com as experiências realizadas pelo professor dinamarquês Christian Oersted. Durante uma de suas aulas, o pesquisador demonstrava aos seus alunos como se dava o aquecimento de um fio condutor durante a passagem de uma corrente elétrica. Ao lado do seu experimento, havia uma bússola. Quando o professor liberou a passagem da corrente elétrica pelo fio, reparou que a agulha da bússola desviou-se de sua posição natural.

Como se trata de um ímã alinhado ao campo magnético da Terra, a mudança na posição da agulha só poderia ocorrer com a presença de um outro campo mais intenso. Com isso, mais tarde, Oersted verificou que o movimento da agulha dependia da posição da bússola em relação ao fio pelo qual passava a corrente elétrica. Essas observações representaram um grande avanço científico, ajudando o professor a demonstrar que a corrente elétrica em um condutor está diretamente relacionada a um campo magnético que se cria ao seu redor, fazendo com que o condutor funcione como um ímã.

Anos mais tarde, o cientista inglês Michael Faraday trabalhava em pesquisas que consideravam a possibilidade de gerar eletricidade a partir de campos magnéticos, ou seja, o caminho oposto ao experimento realizado por Oersted. O pesquisador descobriu que uma corrente elétrica era gerada no momento que se posicionava um ímã no interior de uma bobina feita com fios condutores.

Desse modo, Faraday provou que a variação de um campo magnético é capaz de criar uma corrente elétrica em um fio condutor, mesmo sem estar conectado a nenhuma fonte de energia. Ele deduziu que se houvesse um movimento da bobina em relação ao ímã, seria possível obter uma corrente elétrica contínua, efeito que ficou conhecido como indução eletromagnética. Até hoje, esse é o princípio básico do funcionamento de geradores e motores elétricos.

As descobertas de Oersted e Faraday tiveram grande impacto nos avanços tecnológicos nos anos seguintes. Atualmente, os princípios do eletromagnetismo são a base de grande parte da tecnologia mecânica e eletroeletrônica presentes nas nossas vidas, de secadores de cabelos até os sistemas de telecomunicações.

Motor Elétrico Homopolar

Para realizar seus estudos e comprovar seus resultados, Faraday construiu um dispositivo com o objetivo de mostrar o efeito magnético circular ao redor de um fio condutor, a que ele chamava de rotação eletromagnética. Esse aparelho ficou conhecido como Motor de Faraday e foi o primeiro motor elétrico construído.

Esse dispositivo criado por Faraday também é conhecido como motor homopolar. Essa denominação se dá pois não há nenhuma alteração na polaridade dos seus componentes durante seu funcionamento. Ao se fechar o circuito, o campo magnético do ímã exerce uma força sobre as cargas elétricas do material condutor, gerando uma corrente elétrica. Esse é o princípio do funcionamento dos motores elétricos.

Experimento: Construindo um Motor Homopolar

Apesar de pouco utilizados na prática hoje em dia, o motor homopolar proposto por Faraday tem um funcionamento muito simples, sendo fácil de construir e uma ótima opção para comprovar os princípios do eletromagnetismo.

Pensando nisso, hoje vamos mostrar como construir um motor elétrico homopolar em casa ou na sala de aula.

Para esse experimento você vai precisar de:

  • 1 pilha AA
  • Ímãs em formato cilíndrico
  • Pedaço de fio elétrico
  • 1 Parafuso
  • Fita isolante
  • Estilete

Para começar, descasque as extremidades do fio utilizando o estilete. Em seguida, prenda com a fita isolante uma das pontas do fio sobre um dos pólos da pilha. Depois, coloque a ‘cabeça’ do parafuso sobre os ímãs e encoste-os no pólo livre da pilha. Por fim, encoste a extremidade livre do fio no ímã e observe como o parafuso começa a girar. Eis o motor mais simples do mundo em pleno funcionamento!

Gostou? A Homelab oferece materiais completos com uma série de experimentos científicos para serem realizados na sala de aula ou no laboratório da sua instituição de ensino. Confira!

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BLOG

A Biologia nada mais é que o estudo científico dos seres vivos, abrangendo sua estrutura, função, evolução e interações com o ambiente. Assim como outras ciências, como Química e Física, os experimentos são parte essencial para a comprovação de teorias e verificação de conceitos e fenômenos.

Muito já falamos no blog sobre a importância das aulas práticas e experimentais no processo de ensino-aprendizagem dessas disciplinas e como a experimentação serve como complemento ideal para toda a teoria ministrada em sala de aula. Além disso, os experimentos também são importante ferramenta para ajudar a despertar o interesse dos alunos e facilitar a aprendizagem.

Sendo assim, hoje vamos mostrar exemplos de experiências de Biologia, mais especificamente na área da Botânica. Vista com desconfiança pelos alunos, essa disciplina é foco de resistência por sua complexidade e extensão. Porém, é possível mudar esse cenário.

Permitir que os estudantes façam experiências com plantas acrescenta um elemento prático importante ao ensino, apresentando princípios científicos e mostrando aos alunos como cada um desses conceitos pode ser aplicado no mundo real. A realização de atividades práticas ajuda a manter os alunos engajados e motivados a aprender, além de proporcionar uma maior interação entre colegas e também com os professores.

Isto posto, confira a seguir 4 experiência simples com plantas para fazer na aula de Biologia.

Colorindo Flores

Esse é uma experiência simples de fazer e que faz sucesso entre os alunos. A ideia é demonstrar a condução de água nos vasos das plantas. Esse processo vai desde a absorção de água pelas raízes até sua distribuição por toda a planta, chegando até flores e folhas.

Você vai precisar de:

  • Flores brancas
  • Água
  • 2 Copos
  • Tesoura
  • Estilete
  • 2 Colheres
  • Corante de alimentos de duas diferentes cores; azul e vermelho.

Para começar, coloque água até a metade dos copos. Adicione cerca de 30 gotas do corante azul em um copo e do vermelho em outro. Misture. Em seguida, escolha uma flor e corte o caule em um ponto que permita que ela seja colocada no copo sem que derrube a água. Depois, com o estilete, divida a parte final do caule em duas partes iguais. Coloque a flor na água com corante, de modo que metade do caule fique dentro do copo vermelho e a outra metade fique fora dele. É só aguardar. Para resultados ainda mais impressionantes, coloque cada parte do caule em copos com corantes diferentes.

Dependendo do dia, os resultados começam a aparecer em cerca de 10 minutos. Você vai perceber que as pétalas da flor branca vão começar a se colorir de acordo com a cor da água pela qual são irrigadas. O resultado é muito bonito e, depois de algumas horas, as folhas também ficam coloridas.

Vale lembrar que nem todas as plantas possuem sistema condutor. As que são dotadas de vasos pertencem ao grupo das traqueófitas. Ao longo da sua evolução, essas plantas desenvolveram tecidos especializados na condução de água e seiva, que transportam os nutrientes necessários para todas as partes da planta.

Nesse experimento, folhas e flores ficam coloridos por conta de dois fenômenos relacionados a esses vasos: a capilaridade e transpiração. O primeiro permite que os líquidos subam naturalmente através dos vasos das plantas. Porém, isso não é o suficiente para que água chegue até as partes mais altas das árvores, por exemplo. É aí que entra a transpiração, que cria uma espécie de sucção, que leva os nutrientes até as folhas e flores.

A Transpiração das Plantas

Esse é um experimento que pode ser feito a qualquer momento. O objetivo é demonstrar o processo de transpiração em uma planta.

Para realizá-lo, você vai precisar de:

  • Vaso
  • Uma planta viva, cheia de galhos e folhas
  • Saco plástico grande, incolor e sem furos
  • Barbante
  • Fita adesiva

Para começar, coloque alguns galhos da planta dentro do saco plástico e amarre com um barbante. Em seguida, coloque o vaso em um local onde possa receber luz do sol, como próximo a uma janela. Após alguns minutos, observe o interior do saco.

Depois de cerca de 15 minutos, será possível notar a presença de gotículas de água na superfície interna do saco plástico. Isso ocorre por conta do fenômeno da transpiração foliar, em que a planta elimina vapor d’água através de estruturas chamadas estômatos, responsáveis pelas trocas gasosas.

Nas plantas, a quantidade de folha e a dimensão da superfície foliar é que vão determinar uma maior ou menor taxa de transpiração. Isso é essencial para a sobrevivência e nutrição das plantas, uma vez que é pela transpiração que substâncias importantes, como sais minerais e aminoácidos, serão transportados da raiz até a folha, em uma espécie de força de sucção.

Construindo um Micro-Ecossistema

Essa experiência também é bem simples, mas, por outro lado, permite trabalhar temas bastante complexos da Biologia. Ela consiste no cultivo de plantas dentro de um terrário fechado.

Serão necessários os seguintes itens:

  • Recipiente transparente com tampa
  • Planta pequena
  • Pedras
  • Terra
  • Água

No fundo do recipiente, coloque uma fina cama de pedras. Em seguida, acomode a planta no centro do pote e preencha com terra, cuidando para não sujar as paredes do terrário. Essa camada de pedras e terra não deve ultrapassar 1/4 da altura do recipiente. Depois, regue a planta, deixando a terra úmida. Por fim, feche o terrário e deixe-o em local fresco e iluminado. Para aumentar as chances de sucesso do experimento, opte por plantas que gostem de sombra e umidade.

O recipiente fechado, ao que chamamos de terrário, funcionaria como um ecossistema em miniatura. Ali, não há saída nem entrada de matéria. O sistema se movimenta basicamente em função da luz.

Mas então como as plantas sobrevivem sem ar? Isso é possível porque, durante a fotossíntese, ela liberam oxigênio e consomem o gás carbônico presente na atmosfera. Se houver um equilíbrio entre fotossíntese e respiração e o solo também apresentar um bom balanço de água e nutriente, o terrário conseguirá manter as plantas vivas por meses a fio.

Você vai observar que, após algumas horas, um pouco de água vai começar a condensar nas laterais do recipiente. Esta é uma excelente demonstração do ciclo da água: a planta transpira vapor d’água, que se condensa e cai na terra, onde vai ser absorvida novamente pelas raízes da planta.

Dissecando um Hibisco

Essa é uma ótima atividade para ajudar nos estudos relacionados à morfologia das plantas. A escolha do hibisco se dá por conta da facilidade em encontrá-lo e por seu tamanho avantajado, que permite uma boa visualização de cada estrutura.

Para isso, você vai precisar de:

  • Flores de hibisco
  • Pinça
  • Bisturi

Com a flor em mãos, comece com a identificação das partes externas da planta, como sépalas, pétalas, estames etc. Em seguida, retire delicadamente e conte cada uma das sépalas e das pétalas. Se estiverem em números múltiplos de cinco, quer dizer que se trata de uma flor dicotiledônea. Depois, com a ajuda do bisturi, faça um corte transversal na região do ovário e observe os óvulos. Por fim, faça um corte longitudinal e observe as demais estruturas, como estigma e estilete, e como são conectadas entre si.

Essa experiência também pode ser realizada com flores monocotiledôneas, como lírios, por exemplo. Isso vai ajudar a observar as diferenças entre as duas espécies. Se possível, aproveite para observar o pólen no microscópio e expandir anda mais os conceitos trabalhados na aula.

São muitas as experiências que podem ser realizadas com plantas. Aulas práticas ajudam a dinamizar o estudo da Botânica e aproximar os alunos dessa disciplina tão importante, engajando-os e facilitando a aprendizagem.

Para ajudar você nessa tarefa, a Homelab fornece uma completa linha de produtos e acessórios para laboratório. Oferecemos também uma série de materiais de apoio, com experiências e outros conteúdos interessantes. Ficou interessado? Acesse o nosso site e conheça mais!