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A Química é a ciência que estuda a matéria e toda sua estrutura, composição e transformações que ela sofre. É de se imaginar, portanto, que ela esteja presente em praticamente todas as coisas que acontecem no nosso dia-a-dia. E isso abrange da preparação de um alimento às reações realizadas pelo nosso próprio corpo.

Assim como todas as ciências, como Biologia e Física, a Química se divide em dois campos: a teoria e a prática. E para um bom aprendizado dessa disciplina, é essencial que os dois campos andem de mãos dadas, complementando-se.

Realizar experimentos nas aulas de Química permite aos alunos aplicar na prática os conceitos teóricos estudados em sala de aula. Isso proporciona aos estudantes a manipulação de objetos e elementos que, juntamente com a discussão e a troca de ideias com o professor, vão auxiliar na compreensão do conteúdo e da percepção da sua relevância.

Aulas práticas e experimentais cumprem um papel importante na complementação do ensino e acabam com a pergunta: “mas para que isso serve mesmo?”. Infelizmente, nem todas as instituições de ensino contam com a estrutura necessária para a realização desse tipo de atividade. Porém, a Química não é um ciência complicada e não são necessários equipamentos caros e sofisticados para aplicá-la. Como citado anteriormente, ela está presente no nosso dia a dia e há diversas maneiras de observá-la na prática, acontecendo diante dos nossos olhos.

Por tudo isso, veja a seguir 5 experiências de Química para alunos do ensino médio que podem ser realizadas em sala de aula.

1. Combustão

Objetivo:

Mostrar o que é necessário para a ocorrência de uma reação de combustão.

Materiais:

  • Vinagre
  • Bicarbonato de sódio
  • Vela
  • Fósforo
  • Dois Copos Becker de tamanhos diferentes
  • Um placa de Petry
  • Tesoura

Procedimento:

  • Coloque a vela dentro do fundo do copo de Becker menor e acenda-a. Em seguida, tampe com o copo de Becker maior e observe o que acontece.
  • Coloque cerca de 200 ml de vinagre em uma placa de Petry. Acenda a vela e coloque duas colheres de bicarbonato de sódio.
  • O vinagre reagirá com o bicarbonato. Transfira o gás produzido para o copo de Becker e despeje-o sobre a vela. Observe.

Análise:

Para que uma chama permaneça acesa são necessários três elementos: calor, combustível e comburente. Ao realizar o teste sem qualquer elemento, não se altera em nada as propriedades necessárias para que o fogo se mantenha aceso. Porém, a mistura entre o bicarbonato de sódio e o vinagre produz uma reação que gera gás carbônico (CO2). Como o CO2 é mais denso que o ar, ao transferi-lo para a garrafa que continha a vela, o ar que lá estava foi expulso, retirando um dos três elementos necessários para que o fogo continuasse aceso, neste caso, o oxigênio.

2. Efervescência

Objetivo:

Demonstrar como alguns fatores afetam a velocidade de uma reação química, tais como temperatura, concentração do reagente e superfície de contato.

Materiais:

  • Potes de plástico pequenos com tampa
  • Comprimidos antiácido efervescentes
  • Ebulidor
  • Copo de alumínio

Procedimento 1:

  • Coloque a mesma quantidade de água em dois potinhos.
  • Triture um dos comprimidos efervescentes
  • Em um pote, adicione o comprimido inteiro. No outro, o comprimido triturado.
  • Tampe-os imediatamente e observe qual tampa se projetará primeiro.

Procedimento 2:

  • Aqueça um pouco de água no copo de alumínio utilizando o ebulidor.
  • Coloque água quente e um potinho e a mesma quantidade de água fria em outro.
  • Adicione um comprimido em cada um deles e tampe-os.
  • Observe.

Procedimento 3:

  • Coloque a mesma quantidade de água em dois potinhos.
  • Adicione um comprimido inteiro em um dos potes e a metade de um comprimido em outro.
  • Tampe e observe qual tampa sairá primeiro.

Análise:

Este experimento demonstrará os diversos fatores que afetam a velocidade de uma reação química. No primeiro procedimento, verifica-se que quanto maior é a superfície de contato, mais acelerada é reação. Já no segundo experimento, quanto mais alta a temperatura, maior será a energia cinética das moléculas, o que também deixa as reações mais velozes. Por fim, no terceiro ato, a maior concentração do reagente é diretamente proporcional à rapidez da reação.

3. Corrosão

Objetivo:

Verificar as diferentes condições em que ocorre a corrosão do ferro.

Materiais:

  • 3 tubos de ensaio
  • 3 pregos de aço
  • Rolha para tubo de ensaio
  • Água
  • Agente higroscópico (material que absorve umidade)

Procedimento:

  • Coloque o prego em um dos tubos de ensaio e cubra-o parcialmente com água.
  • Em outro tubo, adicione o agente higroscópico, coloque o prego e tampe com a rolha.
  • No terceiro tudo, coloque o prego e cubra-o totalmente com óleo vegetal.
  • Deixe os três tubos em repouso, observando-os por uma semana.

Análise:

Através deste experimento, é possível constatar que a corrosão se deve, principalmente, à presença de ar e água no mesmo ambiente. Apenas o prego do primeiro tubo de ensaio, com água e exposto ao ar, apresentará corrosão. No segundo tubo, o agente higroscópio absorverá toda a umidade existente no ar. Por fim, no terceiro tubo, o prego está imerso em óleo vegetal, protegido de qualquer contato com água e ar. O prego de aço é feito de ferro e carbono e sofre oxidação ao entrar em contato com ar umedecido.

4. Densidade

Objetivo:

Demonstrar a diferença de densidade entre vários líquidos e sólidos.

Materiais:

  • Tubo cilíndrico alto e transparente
  • Xarope de milho
  • Água com corante
  • Álcool com corante de outra cor
  • Óleo vegetal
  • Bolinha de metal ou de gude
  • Naftalina

Procedimento 1:

  • Coloque um pouco do xarope de milho no frasco.
  • Despeje a mesma quantidade de água com corante, utilizando as paredes do frasco para escorre-la cuidadosamente.
  • Adicione a mesma quantidade de óleo sobre a água.
  • Derrame o álcool com o corante também utilizando as paredes do frasco e na mesma quantidade que o óleo.

Procedimento 2:

  • Adicione os diferentes objetos no frasco.
  • Observe em qual nível do recipiente cada material flutuará.

Análise:

Este experimento é válido para a análise de duas propriedades: a solubilidade e a densidade. Dos quatro líquidos adicionados, apenas o óleo não se mistura com a água, e por isso é importante seguir a ordem em que eles são adicionados e tomar cuidado para que não se misturem. Os líquidos foram colocados no frasco em ordem descrente de densidade: do mais denso, que é o xarope de milho, ao menos denso, que é o álcool. Interessante notar que o álcool e a água não se misturaram devido à camada de óleo, que por sua densidade acomodou-se entre os dois elementos. A bolinha de gude e a naftalina flutuarão no líquido que apresentar um densidade maior que as suas.

5. Álcool na Gasolina

Objetivo:

Determinar do teor de álcool na gasolina.

Materiais:

  • 10 ml de água
  • 10 ml de gasolina
  • Proveta de 25 ml
  • Rolha para proveta
  • Seringa

Procedimento:

  • Utilizando a seringa, coloque os 10 ml de gasolina na proveta.
  • Adicione a água, tampe a proveta com a rolha e agite.
  • Deixe em repouso até a separação das fases dos líquidos.

Análise:

O álcool contido na gasolina mistura-se com a água, enquanto a gasolina separa-se de ambos. Através do volume de cada uma das fases, é possível calcular o percentual de álcool presente na amostra de gasolina. Este experimento pode ser usado para comprovar o cumprimento ou não das normas brasileiras que determinam a quantidade de etanol presente na gasolina.

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Conclusão

Grande parte da dificuldade e até mesmo da resistência dos alunos em compreender e se sentirem atraídos pelas ciências (Química, Biologia e Física) pode ser reduzida com mais utilização de aulas práticas, proporcionando uma maior interação com toda a teoria vista em sala de aula. Desse modo, o aluno terá a oportunidade de perceber a relevância do conteúdo abordado e fixar melhor os conceitos estudados.

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