Educação

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Conteúdos como Rotação e Translação da Lua e da Terra, Revolução, Fases, Eclipses, Marés, Apogeu e Perigeu, a existência de Fusos Horários e Acúmulo de gelo nos pólos podem soar confusos para os alunos por serem temáticas fora de contexto em relação ao que eles observam no dia-a-dia pessoal. Afinal, alguns desses itens estão fora do alcance dos olhos de grande parte da população mundial e outros, apesar de sempre presentes, viraram tão rotineiros que deixaram de ser ciência e, na cabeça dos estudantes, virou simplesmente rotina.

O estudo do universo é muito interessante, pode ser extremamente divertido, único, apaixonante e ainda, explora a imaginação dos alunos que um dia sonharam em ver a terra lá de cima, do espaço. O desconhecido tende a despertar interesse e curiosidade nos alunos, porém, isso não garante que a compreensão do tema seja fácil.

Por conta da grande escala de todos esses acontecimentos, pode ficar difícil a visualização dos mesmo, é com essa questão que o Planetário Iluminado pode auxiliar no aprendizado, já que ele permite que o professor mostre cada fenômeno acontecendo e consiga, por meio disso, explicar de forma muito mais completa e compreensível o conteúdo para os alunos. Apesar de ser um instrumento extremamente interessante em um laboratório, o aparelho pode ser usado em sala de aula para quebrar a rotina e deixar o aprendizado muito mais interessante, além de garantir uma melhor compreensão e memorização do assunto abordado.

Alguns dos assuntos que podem ser abordados com esse material são:

  • O Sol:
    • A luz;
    • A sombra;
    • O nascente;
    • O poente
    • Aparecimento e desaparecimento do Sol;
    • Iluminação pelo Sol;
    • Orientações baseadas no Sol: pontos cardeais;
    • A relação as estações do ano e a posição do Sol em relação à terra;
    • Solstício e Equinócio;
    • Posições do Sol ao amanhecer e anoitecer, nas diferentes estações e regiões do planeta;
    • Terra em relação ao Sol: afélio e perifélio.
  • A Lua:
    • Rotação;
    • Translação;
    • Revolução;
    • Fases;
    • Eclipses;
    • Marés;
    • Apogeu;
    • Perigeu.
  • A Terra:
    • Rotação;
    • Translação;
    • Fusos Horários;
    • Acúmulo de gelo nos polos;
    • O clima na linha equatorial.

O relacionamento desses itens também pode – e deve – ser abordado. Compreender que um eclipse solar exige o posicionamento perfeito do Sol, da Lua e da Terra (e que para ele ser observado, também é necessário um posicionamento específico dentro do planeta Terra) faz com que os estudantes liguem cada item desses um ao outro. Nada poderia ser melhor para compreender esse alinhamento do que o Planetário Iluminado que permite que os alunos visualizem de verdade esse acontecimento!

Itens relacionados ao Sistema Solar também podem ser estudado com a ajuda desse material, tais como:

  • Posição da Terra no Sistema Solar;
  • Disposição dos planetas em ordem de distância ao Sol;
  • O estudo das órbitas dos planetas.

Bons resultados em áreas como essa podem garantir alunos vencedores e no mínimo, muito bem colocados em competições como a Olimpíada Brasileira de Ciências. Reconhecimento em competições como essa trazem grande nome para a instituição de ensino e ainda acrescenta muito ao currículo do estudante. O foco é sempre ser capaz de cultivar o amor e interesse pela descoberta e aprendizado nos alunos, pois, no final, são esses fatores que elevam o nível educacional de forma dramática.

A Homelab propõe ensinar de forma muito mais divertida, dinâmica e intuitiva. Por acreditar que a prática é capaz de tirar as dúvidas deixadas para trás pela teoria, ela oferece linhas completas de produtos focados totalmente no ensino de diversas áreas como Ciências, Química, Biologia, Matemática, Geografia e História. Por esses meios, a Homelab tenta garantir que a qualidade de ensino continue evoluindo e os estudantes, aprendendo cada dia mais!

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Já falamos bastante aqui no blog sobre a importância dos estudos práticos em disciplinas como Química, Física e Biologia. Hoje, porém, vamos falar de uma outra ciência que nem sempre relacionamos com aulas em laboratório: a Geografia.

Todas as disciplinas possuem conteúdos específicos que são trabalhados de forma teórica, e outros em que é possível sua aplicação prática e também no nosso cotidiano. Essa tentativa de aplicar conteúdos direcionados à prática é uma importante ferramenta para o processo de ensino-aprendizagem, uma vez que permite ao aluno materializar o que foi visto em sala de aula. E na Geografia não é diferente.

Essa é uma ciência fundamental para a compreensão de questões de ordem sócio-econômica-ambiental, permitindo o entendimento do mundo e da realidade social. Ela se ocupa dos estudos da transformação do espaço e das mudanças que ocorrem no contexto mundial. Seu principal papel é contribuir para a formação de cidadão críticos, participativos, que possam atuar ativamente na sociedade.

Mudança de Paradigma

Infelizmente, ao passar dos anos, a Geografia se tornou uma disciplina meramente teórica, com aulas maçantes e muitas vezes consideradas chatas pelos alunos. Ainda dominante nas escolas de todo o país, o ensino dessa ciência segue os modelos da chamada Geografia Tradicional, em que se foca na memorização de informações, o que acaba resultando em um afastamento do aluno.

Em tempos de discussões sobre a modernização das metodologias de ensino para a realidade do século XXI, a Geografia é uma das disciplinas que merece atenção. O fato de muitos estudantes ainda considerarem essa disciplina como desinteressante e de verem-na como típico “decoreba” é reflexo de um modelo de ensino que exige memória para gravar o nome de rios, regiões, países etc. Essa simples reprodução de conceitos acaba por não despertar o interesse do aluno, que não vê nenhuma relação com sua realidade.

Nesse contexto, é necessário mudar o ensino da Geografia e torná-lo mais interessante, envolvendo a realidade do aluno ao longo desse processo e criando dinâmicas em que o livro didático seja apenas um coadjuvante no aprendizado. Para isso, é fundamental que o professor saiba como despertar o estudante para o aprendizado e para refletir, de modo que ele aprenda a elaborar seu próprio conhecimento e seja co-autor em seu próprio aprendizado. E é nesse cenário que se encaixam as aulas práticas em Geografia.

Importância das Aulas Práticas

Assim como no estudo de ciências como Física, Biologia e Química, as atividades em laboratório são uma excelente ferramenta pedagógica para o ensino da Geografia, funcionando como complemento ideal aos conceitos teóricos estudados em sala de aula. Por meio das aulas práticas, o professor consegue transferir para o aluno a capacidade de produção de conhecimento, demonstrando a aplicabilidade dos conteúdos já ministrados e, consequentemente, aproximando-os da realidade do estudante.

As atividades desenvolvidas em laboratório também desempenham importante papel na geração de um maior engajamento por parte dos alunos, estimulando-os aos estudos. Além disso, através desse tipo de aula, o professor consegue avaliar o domínio da turma em relação aos conteúdos estudados, o que possibilita a identificação de pontos fortes e fracos e a correção de rumos.

Possibilidades da Geografia

Devido à vastidão de temas tratados, Geografia é uma disciplina que permite o desenvolvimento de diversas atividades práticas. Da erosão do solo aos tipos de rocha, passando pelo Sistema Solar e a divisão dos países, são inúmeros os experimentos que podem ser desenvolvidos para um ensino mais dinâmico e estimulante.

Além disso, a Geografia é uma ciência de grande valor interdisciplinar, que não deve ser estudada de forma isolada. Sendo assim, as aulas práticas são uma excelente maneira de aproveitar esse potencial. Afinal, são amplas as áreas de conhecimento englobadas pela Geografia e que podem proporcionar atividades em conjunto com outras disciplinas. Ao estudar a atmosfera, por exemplo, conteúdos de Física, Biologia e Química podem ser trabalhos conjuntamente. Ao tratamos de cultura, matérias como Português e História têm importante papel.

Isso tudo proporciona não apenas um aprendizado mais completo e em sintonia com a realidade dos estudantes, mas também serve como importante ferramenta para a discussão de questões relacionadas ao mundo e ao lugar onde vivemos, seja de ordem social, política, econômica ou ambiental.

Com isso, aulas práticas para o estudo da Geografia podem e devem ser desenvolvidas ao longo de todo ensino. De atividades lúdicas com alunos do Ensino Fundamental a práticas laboratoriais com estudantes da graduação, contar com um espaço dedicado à experimentação em Geografia pode trazer resultados transformadores.

A Homelab apóia novas práticas que levem à modernização e consequente melhora do ensino no Brasil. Para isso, fornecemos materiais científicos e pedagógicos de alta qualidade que atendem às mais diversas disciplinas. Pensando em um ensino prático da Geografia, oferecemos uma linha completa de materiais para o estudo dessa disciplina. Do movimento dos planetas à divisão dos países, atualmente existem uma série de equipamentos e instrumentos que proporcionam a prática da Geografia.

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Boa parte dos conhecimentos que levaram à solução das pesquisas e estudos sobre as células e outros microorganismos se devem à criação do microscópio. Amplamente utilizado nas ciências, como Física, Química, Biologia e Medicina, esse aparelho proporcionou a exploração de um mundo até então desconhecido: o ambiente das coisas e dos seres invisíveis a olho nu.

Sucesso nas salas de aula e indispensável em laboratórios, o microscópio permitiu a observação dos mínimos detalhes de uma estrutura e a compreensão dos diversos elementos que formam nosso mundo. Esses conhecimentos foram o impulso para a evolução tecnológica e os avanços científicos, da Medicina à Engenharia.

São diversos os modelos disponíveis no mercado, com variados alcances, tecnologias e faixas de preço. Por isso, a hora de escolher em qual microscópio investir é sempre um momento cercado de dúvidas. A escolha do modelo mais adequado vai depender de como o microscópio será utilizado e a que fim ele se destina. Assim como um microscópio muito avançado pode estar sendo subutilizado, um aparelho que não atenda às suas demandas pode atrasar análises ou prejudicar o ensino, por exemplo.

Hoje, os modelos mais utilizados por laboratórios e instituições de ensino são os microscópios binoculares e trinoculares, sejam eles ópticos ou estereoscópicos. São modelos modernos, que oferecem o conforto e a tecnologia necessários para a realização plena de todas as principais atividades.

Para ajudar você a fazer a melhor escolha, confira a seguir as principais características de cada modelo e invista no microscópios mais adequado às suas necessidades.   

Microscópio Binocular

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Os microscópios binoculares trabalham com duas lentes oculares e possibilitam uma ótima visualização do objeto em análise, sendo muito indicados para laboratórios e salas de aula. Esses modelos se destinam basicamente a visualização de estruturas anatômicas, vivas ou mortas, gerando imagens tridimensionais. Os binoculares ópticos possuem um poder de ampliação de 10 até 1.600 vezes e permitem uma operação com luz direta e a observação de objetos transparentes.

Já os binoculares estereoscópios são muito indicados para utilização desde a educação infantil, trabalhando com a visualização externa de amostras, como insetos e folhas. Eles também permitem a observação de cortes maiores, o que auxilia o aluno a compreender a estrutura interna dos objetos em análise, instigando a curiosidade e aprimorando a capacidade de concentração dos estudantes.

Microscópio Trinocular

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Os trinoculares têm como principal função a observação microscópica de amostras, incluindo fungos e bactérias. Seu poder de ampliação pode chegar à 1.600 vezes. Esses microscópios funcionam com três tubos de observação: um para cada olho e mais um para conectar uma câmera que pode ser ou não digital acoplada por meio de adaptador ou conexão USB. Com isso, é possível a realização de diferentes tarefas, como análise, captação, edição e compartilhamento de imagens em alta definição, correção de cores para facilitar a visualização, além da realização de medições de ângulo, perímetro, entre outras.

Esses recursos fazem com que os microscópios trinoculares sejam muito indicados para professores, permitindo a projeção das imagens capturadas para os alunos, seja em computadores, TVs ou projetores. Isso permite que o estudante vivencie os conceitos científicos que foram estudados em sala, ajudando na fixação do conhecimento.

Além disso, a observação de amostras em microscópio por longos períodos de tempo pode gerar muita tensão ao analista, já que ele precisa ficar na mesma posição por muito tempo. Com isso, a possibilidade de realizar análises por meio de projeções em outros dispositivos permite a esse usuário trabalhar de modo muito mais confortável e colaborativo, uma vez que a mesma imagem pode ser visualizada por diversas pessoas, o recurso da câmera também se adapta ao microscópio binocular onde uma das oculares passa a ser adaptada para o uso da câmera.

A Homelab possui uma completa linha de microscópios binoculares e trinoculares para o seu laboratório. São diversos modelos, com diferentes potências e tecnologias. Oferecemos também diversos acessórios e equipamentos científicos modernos e de alta qualidade para uma experiência completa.

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A história do chocolate remete ao ano 600 a.C, em povos das Américas Central e do Sul, mais precisamente onde hoje estão México e Guatemala. Nessa época, o cacau já era cultivado por Maias e Astecas, sendo utilizado na elaboração de uma amarga bebida fermentada.

Foram o Maias que deixaram descritas as diversas maneiras de se fabricar essa bebida e o modo correto de saboreá-la. Sua produção passava por diversos processos e pela adição de ingredientes como baunilha, urucum, pimentão e outros insumos com o objetivo de deixá-la mais gostosa. Os Maias utilizavam o chocolate para fins medicinais, servindo como antídoto para fadiga, estimulante e até mesmo afrodisíaco.

Já por volta de 900 d.C, com o desaparecimento do império Maia, foram os Toltecas e o Astecas os responsáveis por dar continuidade à produção de bebidas à base de cacau. Elas eram utilizadas em cerimônias religiosas e consideradas verdadeiras dádivas dos deuses.

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No século XVI, com a chegada dos primeiros exploradores espanhóis, o chocolate começou a ganhar o mundo. Hernán Cortez, líder da expedição às Américas, apesar de não ter apreciado a bebida, fascinou-se com a importância do chocolate para os Astecas. De volta à Espanha, Cortez apresentou o cacau ao rei Carlos V e o convenceu de criar grandes plantações do fruto para realizar barganhas com os Astecas, trocando sementes de cacaueiro por objetos de ouro.

O chocolate, porém, seguia como uma bebida amarga e pouco apreciada pela nobreza. Seu destino começou a mudar quando sua fama começou a se espalhar pela Europa, depois que a princesa espanhola Ana de Áustria casou-se com Luís XIII e apresentou o chocolate à corte francesa.

Foi somente no século XVIII que o chocolate chegou ao formato que conhecemos hoje em dia, passando a ser consumido com açúcar e dissolvido no leite quente. No século seguinte, mais precisamente em 1847, a empresa J/S Fry & Sons cria a primeira barra de chocolate da história, ao misturar pó de cacau, açúcar e manteiga de cacau.

Hoje, sabe-se dos benefícios de alguns tipos de chocolate para a saúde, sendo importante fonte de flavonóides, substâncias que auxiliam na diminuição do risco de doenças do coração, e de ferro, além de estimular a produção de hormônios que atuam diretamente na área do cérebro responsável pela sensação de felicidade e bem-estar.

Agora que você está com água na boca e já conhece um pouco mais sobre a história do chocolate, que tal usar esse alimento tão gostoso para aprender um pouco mais sobre ciências? Pensando nisso, trazemos a seguir 5 dicas de experimentos que podem ser feitos com chocolate, deixando a aula mais interessante e gostosa.

1.Hormônio da Felicidade

Para esse experimento, você vai precisar de três barras de chocolate: uma branca, uma preta e uma mais escura – de chocolates meio amargo ou amargo. Peça que os alunos dividam as barras em pedaços bem pequenos e experimentem um pouquinho de cada.

Depois, explique como o chocolate influencia no humor, ressaltando que o organismo tem carência de alguns aminoácidos essenciais, importantes na produção de neurotransmissores. Entre esses aminoácidos está o triptofano, substância utilizada pelo cérebro para a produção da serotonina, conhecida como “hormônio da felicidade”. Por fim, termine a experiência comentando a composição química do chocolate e suas etapas de produção.

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2.MM’s na Água

Essa experiência é bem simples e consiste basicamente na observação. Para realizá-la, você vai precisar de chocolates MM de diferentes cores e um pote com água. Cada balinha dessas é formada por um recheio de chocolate coberto por uma camada de  açúcar com diferentes tipos de corante. Ao ser colocado na água, o açúcar começa a de dissolver, levando consigo parte do corante, que também é solúvel.

O que acontece? O açúcar migra das regiões com alta concentração para as menos concentradas. O resultado é um pote de água super colorido, em que as cores mal se misturam, devido justamente à concentração de açúcar na água.

Você pode repetir esse experimento com água em diferentes temperaturas ou adicionando álcool ou sal, por exemplo. Essas substâncias vão mudar a maneira como a dissolução do açúcar e dos corantes vai se comportar na água.

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3.Chocolates Dançarinos

Leve para a sala de aula ou laboratório uma barra de chocolate, algum refrigerante transparente e um recipiente alto e também transparente, como uma jarra. Peça que os alunos cortem a chocolate em pedaços pequenos, como metade de um quadradinho da barra. Encha a jarra com o refrigerante e deposite os pedacinhos um a um. O resultado é que os chocolates vão começar a se movimentar, subindo e descendo sem parar.

O refrigerante é uma bebida que composta por um líquido e um gás. Quando acrescentados o chocolate, essa mistura começa a se separar, liberando gás carbônico. As bolhas de ar vão se unindo ao chocolate e o levam à superfície. Quando chegam lá, estouram e o chocolate, por ser mais denso que o líquido do refrigerante, volta a afundar e assim se repete até que não haja mais gás o suficiente no recipiente.

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4.Gordura no Chocolate

Essa é uma experiência química e deve ser realizada no laboratório. Para realizá-la, você vai precisar de dois béqueres, acetona, uma balança digital e chocolate.

Comece pesando e anotando a massa dos béqueres vazios. Tare a balança e acrescente um pedaço de chocolate em um deles. Em seguida, triture o chocolate em nacos bem pequenos, acrescente 10 ml de acetona, mexa por um minuto e despeje o líquido no outro béquer. Repita a operação e aguarde toda a acetona secar, o que costuma levar de um dia para o outro. Por fim, pese novamente o béquer. A diferença de peso em relação ao frasco vazio será a quantidade de gordura presente na amostra de chocolate que você utilizou.

Explique aos alunos como a acetona interage com as moléculas de óleo. Os óleos são longas cadeias carbônicas apolares, porém, possuem uma pequena porção polar. Já a acetona, por sua vez, é polar e por isso possui boa interação com essas substâncias, o que possibilita que boa parte da gordura do chocolate se solte ao ser misturada com ela. Por ser extremamente volátil, a acetona evapora mais facilmente e o que sobra no béquer, portanto, é apenas a gordura presente na amostra de chocolate utilizada.

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5. Ondas Eletromagnéticas e a Velocidade da Luz

Esse experimento é um pouco mais complexo e acontece em duas etapas, sendo muito útil para a explicação de diferentes conceitos da Física. Para realizá-lo você vai precisar de uma barra de chocolate e um microondas. Comece retirando as rodinhas giratórias que ficam embaixo do prato de vidro do microondas – não se preocupe, elas saem com facilidade! A ideia aqui é que o alimento não gire e, assim, não aqueça por igual.

Coloque a barra de chocolate inteira e ligue o aparelho por 15 segundos. Vários pequenos furos vão aparecer na superfície do chocolate, que apresentará algumas partes derretidas e outras não. Isso ocorre porque as ondas emitidas pelo microondas são chamadas estacionárias e funcionam através da superposição de ondas idênticas emitidas em sentidos opostos. Os espaços que ficaram mais duros foram as partes atingidas pelos chamados nós da onda eletromagnética do aparelho, pontos com pouca concentração de energia. Já as partes mais moles correspondem aos anti-nós, que são os lugares que mais receberam energia.

A próxima etapa da experiência é medir a distância entre os pontos derretidos da barra de chocolate. O espaço entre dois pontos corresponde à metade do comprimento da onda emitida. Os microondas trabalham na frequência de 2450 megahertz. Isso quer dizer que as ondas produzidas percorrem 2.450.000.000 vezes o seu comprimento.

Agora, é só multiplicar a distância encontrada entre os pontos derretidos por esse valor e obteremos a velocidade com que a luz viaja dentro do aparelho, que, invariavelmente, vai se aproximar aos 300 mil metros por segundo estimados pelos cientistas.

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Viu só? É possível deixar a aula ainda mais bem-humorada, dinâmica e saborosa. Tente realizar esses experimentos na próxima aula. Fazer Ciência com objetos e alimentos do nosso dia a dia ajudam a conquistar a atenção dos alunos e estimulá-los aos estudos.

A Homelab apoia essa iniciativa. Nós possuímos uma completa linha de produtos que podem auxiliar no ensino das mais diversas ciências. Acesse o nosso site, conheça nossas soluções e faça um orçamento!

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IMG_8209Ciências e experimentação são coisas inseparáveis. A comprovação e a verificação prática de conceitos estudados é que dá todo o suporte para a aplicação e validação para as mais diversas teorias formuladas. Na escola, as experiências e aulas práticas são uma maneira de engajar mais os alunos, tornando o ensino de disciplinas como Física, Química e Biologia mais dinâmico e atrativo, além de despertar o interesse do estudantes e, quem sabe, fazer com que mais pessoas sigam um futuro ligado aos estudos científicos.

A Física é vista por muitos profissionais da Educação como uma matéria difícil de ser ensinada. A dificuldade dos professores em construir aulas de forma mais contextualizada e funcional acaba provocando também desinteresse por parte dos estudantes e consequente dificuldade na aprendizagem do conteúdo. Vale ressaltar, porém, que isso não é culpa do educador. Conseguir ensinar a Física de forma conceitual e apenas com aulas teóricas e expositivas exige muita criatividade e dinamismo do profissional a fim de tornar a matéria interessante e mais facilmente assimilável.

Por isso, a experimentação se faz tão importante no ensino da Física. A aplicação prática dessa disciplina auxilia a despertar a análise crítica e a capacidade de resolução de problemas nos alunos, além de construir conteúdos de forma mais consistente, já que foram os próprios estudantes que construíram esse conhecimento.

Os conceitos da Física estão presentes no nosso cotidiano. É possível utilizar esses exemplos com o objetivo de trazer esses conhecimentos para mais perto da realidade do aluno, motivando os estudos e colocando-os em contato com a ciência. Do movimento de um carro ao comportamento das ondas da luz, os fenômenos físicos estão ao nosso redor e podem ser experimentados de forma simples, sem necessariamente haver a necessidade de equipamentos caros ou laboratórios de ponta.

Pensando nisso, trazemos a seguir 5 experimentos simples de Física que podem ser feitos em sala de aula.

1.Dilatação

Nessa experiência, você precisará de papel alumínio, uma folha de papel bem fina, uma pinça e uma vela. Primeiro, pegue uma tira de papel alumínio com a pinça e a coloque sobre a vela acesa. O alumínio é um metal e apresenta grande dilatação quando exposto ao calor. Porém, neste caso, não poderemos constatar nenhuma alteração na tira.

Em seguida, corte uma tira de papel e uma tira de alumínio do mesmo tamanho e coloque uma sobre a outra. Com a pinça, posicione-as sobre o fogo, com a parte de metal para baixo. Você poderá observar que a lâmina vai se curvar para cima, ficando bem arqueada. Isso acontece porque o alumínio se dilata bem mais que o papel, empurrando a tira para cima.

2.Pressão Atmosférica

Essa experiência é para demonstrar os efeitos da pressão atmosférica. Para realizá-la, você vai precisar apenas de uma vela, de um copo de vidro, de uma bexiga cheia de ar e um recipiente raso com água. Primeiro, esquente o ar dentro do copo colocando-o com a boca virada sobre a vela. Em seguida, encoste a bexiga na boca do copo, vire-o para cima e coloque-o dentro do recipiente. Espere que a água resfrie o ar dentro do copo. Aguarde um instante e puxe a bexiga para cima. Você vai ver que o copo está “grudado” ao balão e não cairá quando você levantá-los.

Por que isso acontece? Quando o ar de dentro do copo foi resfriou, a pressão interna diminuiu. Com isso, a pressão atmosférica empurra a bexiga para dentro do copo, fazendo com que fique preso. Ao realizar o experimento, é possível perceber que a pressão é tanta que é necessária certa força para conseguir “desgrudar” o balão do copo.

3.Princípio de Pascal

Nesse experimento, você precisará de uma garrafa PET transparente cheia de água, uma tampa de caneta esferográfica e massa de modelar. Comece fechando a abertura na ponta da tampa da caneta com a massinha para evitar que a água entre. Depois, faça uma bolinha com a massa de modelar do tamanho aproximado de uma moeda e espete na parte de baixo da tampinha. Abra a garrafa, coloque o “submarino” dentro dele e feche. Agora, aperte levemente a garrafa e observe como a peça submerge até o fundo da garrafa. Alivie a pressão e veja como ela sobe novamente à superfície.

Mas o que acontece? Dentro da tampinha, existe um pequeno reservatório de ar. O conjunto tampa, massinha e ar é, neste momento, menos denso que a água dentro da garrafa. Na hora em que se aperta a garrafa, cria-se uma pressão que faz com que o reservatório de ar diminua. Porém, como a massa é conservada, eles acabam se tornando mais densos que a água e afundam.

Com isso, podemos comprovar o Princípio de Pascal, que diz que a pressão exercida sobre um líquido transmite-se por igual para todos os pontos desse fluido, inclusive para as paredes do recipiente que o contém.

4.Refração

Para esse exercício você vai precisar de um copo, água e poliacrilato de sódio, produto com grande capacidade de absorção e utilizado na jardinagem. Esse experimento é muito simples: encha o copo com água, acrescente as esferas de poliacrilato e aguarde cerca de uma hora. Seu alto poder de absorção vai fazer com que elas cresçam bastante de tamanho. Você pode repetir o processo com outros copos cheios com água com diferentes corantes em cada um. Depois de absorvida toda a umidade, coloque as esferas incolores em um recipiente e as coloridas em outro. Encha os dois com água e veja as esferas transparentes desaparecerem.

Isso acontece porque esse material possui um índice de refração muito próximo ao da água, fazendo com que a luz passe diretamente pelas esferas, tornando-as invisíveis.

5.Tensão Superficial

Esse experimento é bem simples e você só vai precisar de um copo, água e moedas. Comece enchendo o copo com água até a boca. Coloque as moedas dentro do copo com cuidado, uma a uma. Ao adicioná-las, observe como se forma uma proeminência de água que chega a se elevar em relação à boca do copo, porém, sem transbordar. Esse fenômeno chama-se tensão superficial. Ela atua como uma membrana que impede que a água transborde, mesmo com o copo cheio. Isso acontece devido à força de coesão entre moléculas semelhantes, sendo atraídas pelas outras abaixo e ao lado delas, criando uma espécie de película.

A introdução à Física por meio de experimentos de fácil compreensão pelo alunos é essencial para despertar o interesse pela disciplina, tornando  a aprendizagem dessa disciplina mais dinâmica e menos maçante. A comprovação e aplicação prática dos conceitos estudados em sala pode dar aos alunos a motivação necessária para os estudos, esperanto o pensamento crítico e aguçando capacidades investigativas.

Tudo isso pode ser conseguido através de experiência simples de realizar e acessíveis aos estudantes. Ao observarmos o que está ao nosso redor, podemos tentar explicar os fenômenos do nosso cotidiano com os conceitos da Física. Essa abordagem mais próxima à realidade dos estudantes facilita a contextualização do conhecimento, tornando-a mais fácil de assimilar e fazendo com que cada vez mais estudantes se interessem pela ciência.

A Homelab tem uma completa linha de produtos científicos para ajudar você a construir aulas de ciências mais produtivas e dinâmicas. Acesse o nosso site, conheça nossas soluções e faça um orçamento!

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IMG_8250No Brasil, laboratórios adequados para o estudo das ciências são difíceis de encontrar, estando concentrados em escolas particulares. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), apenas 11% das instituições de ensino do país contam com um espaço dedicado às aulas práticas em disciplinas como Física, Química e Biologia.

As aulas práticas são importantes do ponto de vista pedagógico, sendo o complemento ideal à teoria ministrada em sala de aula, permitindo aos alunos um ensino mais dinâmico e estimulante, além de estimular o estudo das ciências através da comprovação e verificação de conceitos científicos. Além disso, por seu caráter grupal, as aulas em laboratório também colaboram para uma maior socialização e integração entre alunos, colegas e professores.

A Física é uma ciência experimental. Isso faz com que o ensino dessa disciplina passe também por aulas em laboratório, onde os alunos poderão aplicar na prática os conceitos estudados em sala, indo além dos cálculos e das situações hipotéticas dos livros. No entanto, nem sempre isso é possível, já que as atividades práticas dependem de um bom planejamento por parte do professor e uma boa estrutura na instituição de ensino.

A montagem de um laboratório pode custar caro, mas isso não deve ser um impeditivo. É possível adaptar espaços da escola e adequá-los ao ensino da Física e de outras ciências. Com alguns poucos equipamentos fáceis de conseguir já se pode, ao menos, realizar alguns experimentos básicos e que vão auxiliar os alunos na aprendizagem da disciplina.

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Para garantir todos esses benefícios ao ensino da Física, confira a lista dos 13 materiais essenciais para o laboratório da sua escola.

Instrumentos de Medição

No estudo da Física as medidas são de extrema importância. Por isso, instrumentos que possam realizar as mais diversas medições com precisão são fundamentais em um laboratório, garantindo uma maior assertividade do experimento.

Alguns itens essenciais para essa tarefa são:

1.Balança:  utilizada na medição da massa de amostras sólidas. Várias grandezas da Física dependem da massa dos corpos, como força e densidade, por isso sua importância. Dê preferência aos modelos digitais e mais precisos.

 

2.Cronômetro: usado para fazer medidas de tempo, importantes em cálculos que envolvem velocidade e aceleração dos corpos, por exemplo.

 

3.Dinamômetro: realiza a medição da força, sendo importantes nos experimentos de Dinâmica.

 

4.Multímetro: utilizado nas medidas elétricas, como freqüência, resistência e corrente elétrica. Instrumento fundamental no estudo da Eletrodinâmica.

 

5.Osciloscópio: instrumento de medida de sinais elétricos e eletrônicos, muito utilizado nos estudos de fenômenos ondulatórios.

 

6.Régua e trena: utilizadas para a aferição de distância e comprimentos, tão utilizados em diferentes fórmulas.

 

7.Termômetro: serve para medir a temperatura dos materiais. Os termômetros são essenciais nos experimentos de Termologia, na conversão entre escalas etc.

 

Equipamentos Para Áreas Específicas

Os instrumentos de medição são importantes para aferição das grandezas que serão utilizadas em fórmulas e cálculos das diversas áreas da Física. Porém, para que o experimento possa ser realizado, são necessários algumas equipamentos específicos para cada matéria, como Mecânica, Acústica, Ótica, entre outras.

Algumas dicas de itens para se ter no laboratório são:

8.Banco Óptico: instrumento utilizado nos experimentos voltados ao estudo da Óptica, como refração, difração e reflexão.

 

9.Bússolas e Ímãs: podem ser usados nos estudos em Eletromagnetismo, como na aferição das linhas de campo magnético.

 

10.Calorímetro: usado nos experimentos de Termologia, em estudos envolvendo trocas de calor entre corpos, calor específico e capacidade térmica.

 

11.Cuba de Ondas: utilizada no estudo da Ondulatória, em fenômenos como o Efeito Doppler.

 

12.Gerador de Van der Graaff: equipamento muito utilizado nas experiências de Eletrostática, sendo o responsável pelo famoso efeito de arrepiar os cabelos de quem o toca.

 

13.Trilho de Ar: utilizado no estudo do movimento dos corpos. Esse instrumento reduz o atrito e permite realizar experimentos como colisões e a conservação de energia de corpos, integrantes da Dinâmica e da Cinemática.

 

A realização de aulas práticas em laboratório podem trazer muitos benefícios ao processo de ensino-aprendizagem não só da Física, como também das outras ciências, como Química e Biologia. As aulas experimentais auxiliam os estudantes a desenvolver competências importantes para seu futuro, além de garantir a formação de pessoas capacitadas e interessadas em continuar o estudo de Ciências, área carente de profissionais no Brasil.

As aulas ministradas em laboratório ainda permitem que professor possa avaliar o domínio dos conteúdos e conceitos estudados em sala por parte dos alunos, ajudando-o a identificar pontos fortes e onde é necessário reforçar os conhecimentos e concentrar esforços. Por fim, as aulas práticas tornam os estudos mais prazerosos e dinâmicos, estimulando os estudantes através da verificação e comprovação de conceitos científicos no laboratório.

Sua escola possui um laboratório de ciências? Você conhece algum dos equipamentos que listamos para o estudo da Física? A Homelab possui uma completa linha de produtos para auxiliar você na montagem de um laboratório completo. Acesse o nosso site, consulte nossas soluções e faça um orçamento!

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Os primeiros estudos relacionados à estrutura da matéria datam do século V antes de Cristo. Os filósofos gregos Leucipo e Demócrito já defendiam que a matéria não era contínua e que ela não poderia ser dividida infinitamente. Tudo que existe seria constituído por minúsculas unidades indivisíveis, as quais eles chamaram de átomos. Mais tarde, os pensadores Platão e Aristóteles se opuseram a essa ideia, afirmando que a matéria era, na verdade, continua e vista como um todo.

A teoria criada por Aristóteles prevaleceu até o século XVII, quando experimentos derrubaram por terra essa ideia e uma nova concepção de átomo foi proposta pelo filósofo francês Pierre Cassendi. O conceito de Teoria Atômica, porém, surgiu quase um século depois. Com a evolução da tecnologia e dos estudos na área, experimentos conseguiram estabelecer a primeira ideia científica de átomo, possibilitando o desenvolvendo de novas teorias e pesquisas.

A seguir, conheça os principais modelos atômicos já formulados e que contribuíram para que se chegasse ao modelo atual.

Modelo de Dalton ou Bola de Bilhar

Por volta do ano de 1808, após estudos sobre o comportamento de gases e reações químicas, o professor inglês John Dalton propôs uma nova teoria sobre a natureza matéria. Para Dalton, o átomo seria uma partícula maciça, esférica e indivisível, sendo a menor unidade de matéria possível, a partícula elementar que comporia tudo o que existe. Por essa descrição, seu modelo ficou também conhecido como Modelo Bola de Bilhar.

Modelo de Thomson ou Pudim de Passas

modelo de daltonA teoria de Dalton manteve-se como correta até o final do século XIX, quando o físico britânico Joseph John Thomson propôs um novo modelo atômico a partir de experiências por ele realizadas. Baseado em experimentos com cargas elétricas e raios catódicos, Thomson demonstrou que esses raios poderiam ser interpretados como um feixe de partículas carregadas de energia negativa. A essas partículas ele deu o nome de elétrons. Essa descoberta fez com que ele percebesse que o átomo não era, de fato, indivisível.

Como é eletricamente neutro, Thomson propôs que o átomo fosse um aglomerado maciço de carga elétrica positiva, com uma carga negativa mais leve, os elétrons, distribuídos de maneira uniforme, criando um equilíbrio elétrico. Pela descrição feita pelo físico, esse modelo passou a ser conhecido como Pudim de Passas.

 

Modelo de Rutherford ou Planetário

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Em 1911, o físico neozelandês Ernest Rutherford descobriu, através de experimentos envolvendo radioatividade, que o átomo não se tratava de uma esfera maciça. Em suas experiências, Rutherford bombardeou uma lâmina de ouro com partículas alfa. Ele observou que a maioria das partículas atravessam a lâmina sem sofrer desvios em sua trajetória, enquanto uma pequena parte foi, de fato, desviadas, e uma quantidade ainda menor não chegou a atravessar a lâmina.

Através dessas observações, Rutherford concluiu que a lâmina de ouro seria constituída por átomos com pequenos núcleos com carga positiva, neutralizada por uma grande região de carga negativa, onde estariam os elétrons. Ao questionar-se o porquê de as partículas de diferentes cargas não se atraírem ou se chocarem, Rutherford criou sua teoria do modelo planetário, em que os elétrons girariam ao redor do núcleo positivo do mesmo modo como os planetas giram em torno do Sol.

Modelo de Bohr

Anos mais tarde, o modelo proposto por Ernest Rutherford foi aperfeiçoado pelo físico dinamarquês Niels Bohr. Para ele, a ideia de que os elétrons orbitavam ao redor de um núcleo positivo contrariava os conceitos clássicos da física. Para Bohr, se isso ocorresse, os elétrons perderiam energia e seriam atraídos pelo núcleo, chocando-se.

Baseado nas descobertas de James Chadwick e na teoria quântica proposta por Max Plank, Bohr elaborou um novo modelo atômico. Segundo o físico, o núcleo do átomo seria formado por prótons, de carga positiva, e nêutrons, de carga neutra. Ao redor desse núcleo, os elétrons descreveriam órbitas circulares, chamadas de níveis ou camadas, cada uma delas co2eca9c29d40801017a545db6655e8e5dm diferentes valores de energia.

A formulação dos diferentes modelos atômicos ao longos dos tempos foi abrindo portas para a compreensão do elementos e sua composição. A evolução tecnológica e a realização de novos estudos na área possibilitaram a concepção de novos modelos de estrutura do átomo. O modelo proposto por Bohr, por exemplo, foi aperfeiçoado através dos estudos em Mecânica Quântica.

Atualmente, o modelo atômico considerado válido pela Ciência é o modelo quântico, proposto por cientistas como Werner Heisenberg, Erwin Schrödinger e Paul Dirac. Essa teoria, porém, é mais trabalhada no Ensino Superior devido à complexidade dos conceitos e dos cálculos envolvendo a Física Quântica.

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A Geometria está relacionada com as formas do mundo em que vivemos. Essa disciplina é fundamental para que os alunos desenvolvam habilidades básicas como a percepção de características de objetos no meio físico, sua representação e sua localização no espaço. A Geometria envolve a relação entre o que os estudantes veem no mundo real e a descrição dessas formas. Por isso, é interessante que o estudo dessa disciplina se dê já nos primeiros anos na escola, incentivando os estudantes a observarem, descreverem e construírem essas formas, apontando semelhanças, diferenças, características de simetria, etc.

Outro passo importante no processo de ensino-aprendizagem da Geometria é o desenvolvimento de capacidades cognitivas dos estudantes através do trabalho com as diferentes formas de representação das mais diversas formas. Isso permite que os estudantes estabeleçam uma relação entre o tridimensional, presente no mundo ao seu redor, e sua reprodução no papel, que será utilizada para diferentes atividades no ambiente escolar. Com isso, é necessário que se trabalhe atividades que explorem a composição e decomposição, a construção e a desconstrução de formas geométricas de diferentes pontos de vistas, como aqueles desenhos bidimensionais com abas para as crianças recortarem e montarem, por exemplo. As atividades de ensino da Geometria são desenvolvidas baseadas nos diferentes sólidos geométricos, que são figuras tridimensionais – representadas com altura, largura e profundidade -, como o cubo, a pirâmide, a esfera, o paralelepípedo, o cilindro e o cone.

Nos primeiros anos do aprendizado, é interessante colocar os estudantes em contato com objetos do dia a dia, despertando a atenção para a forma de cada um deles e trabalhando os primeiros conceitos. Através dessas atividades de observação, as crianças serão capazes de classificar e compreender os diferentes sólidos geométricos, relacionando-os com os objetos ao seu redor. A partir daí, trabalha-se atividades de classificação desses sólidos e a montagem e desmontagem de objetos tridimensionais, além dos conceitos simetria. Os exercícios com sólidos geométricos são uma grande oportunidade para promover trabalhos em grupo, favorecendo a socialização entre os alunos, a troca de ideias e a união de esforços na resolução de desafios.

Pensando em todos os benefícios que o estudo da Geometria pode trazer para o desenvolvimento dos estudantes, confira a seguir 5 dicas de atividades para serem feitas com sólidos geométricos.

1.Relação Entre Representações

Em uma folha, coloque representações tridimensionais de diferentes sólidos e, ao lado, disponha diversas reproduções planas de formas geométricas, como quadrados e triângulos. Peça que os alunos liguem cada sólido geométrico à superfície plana correspondente. Você também pode trabalhar com cores ou ainda pedir que os alunos relacionem figuras de objetos do dia a dia com os sólidos correspondentes. Por exemplo: um cubo e um dado ou uma bola de futebol e uma esfera. Esse é um exercício bem simples e pode ser realizado depois que os primeiros conceitos de formas geométricas foram estudados.

2. Identificação e Classificação

Traga para a sala de aula ou imprima em uma folha sólidos geométricos de diferentes características. Faça um quadro com as seguintes áreas a serem completadas: Nome, Número de Faces, Número de Vértices e Número de Arestas. Peça que os alunos completem a tabela.

Para uma atividade mais completa, trabalhe com cores. Fale para os estudantes contornarem de uma cor específica todos os sólidos que tenham superfícies planos e, em outra cor, todos aqueles que possuam superfícies curvas. Ainda pode-se pedir que os alunos identifiquem onde está cada elemento que compõe o sólido, como arestas e faces. Essa atividade reforça os conceitos estudados e é uma boa forma para que o educador avalie o domínio desses conceitos e identifique possíveis pontos fracos no aprendizado.

3. Planificação

Em uma folha, disponha os diferentes sólidos em representações tridimensionais e, em posições aleatórias, suas representações planificadas. Peça que os estudantes liguem as figuras correspondentes. Outra forma de fazer essa atividade é dispor diferentes formas planas de uma figura específica em que só uma delas estará certa e pedir que os alunos assinalem a alternativa correta. Por exemplo: ao lado da figura em três dimensões de um cubo, coloque representações bidimensionais diversas, alternando o número de faces ou a distribuição dela na figura. Essa é uma atividade boa para testar as noções de desconstrução de figuras em três dimensões e relação lógica entre as formas.

4. Descrição

Espalhe as figuras tridimensionais em uma mesa ou imprima suas respectivas representações 3D em uma folha e distribua aos alunos. Peça que eles descrevam os sólidos sem dizer seus nomes. É um exercício prático e que vai ajudar a avaliar a compreensão de alguns conceitos específicos da Geometria, auxiliando a averiguar, por exemplo, se os alunos sabem o que são as faces e arestas de um sólido geométrico.

5. Construção

Essa é uma atividade prática e boa para ser feita em grupos. Disponibilize para os alunos palitos e massinha de diferentes cores. Dê apenas o nome de um sólido geométrico e peça que eles construam aquela forma tridimensional. Se tudo correu bem e a figura foi feita corretamente, pode-se trabalhar os conceitos envolvidos, pedindo para que eles contêm as arestas, identifiquem os vértices, calculem a quantidade de faces ou classifiquem os sólidos corretamente.

Atividades com sólidos geométricos e o estudo da Geometria ajudam os estudantes a desenvolverem habilidades e capacidades importantes. Como muitas outras áreas, é importante mostrar que o estudo dessa disciplina pode se dar de maneira lúdica e descontraída, atraindo a atenção dos alunos e despertando seu interesse.

Como é feito o trabalho com sólidos geométricos na sua instituição de ensino? Compartilhe conosco suas experiências. Deixe-nos um comentário!

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O avanço tecnológico tem impactos claros na mudança de comportamento e rotina da sociedade atual. Hoje, estamos imersos em tecnologia, em contato diário com gagdets e aplicativos. Assim, estamos tendo a oportunidade de observar as transformações que este avanço traz, por exemplo, para a Educação e para o modo como as instituições de ensino se relacionam com os estudantes.

Discutir o futuro da Educação passa, invariavelmente, pela compreensão da inclusão de ferramentas digitais no cotidiano do processo de ensino-aprendizagem. É preciso que as diretrizes pedagógicas sejam atualizadas e estejam em sintonia com essa nova realidade, construindo um ensino atrativo, relevante e de qualidade e que se adapte à rotina dos alunos imersos nesse contexto tecnológico. Essas ferramentas e plataformas devem ser vistas e utilizadas como aliadas da Educação, proporcionando a expansão das barreiras do ensino para além dos muros da escola, tornando-se cada vez mais interdisciplinar, interativo e horizontal.

É natural, portanto, imaginar que as metodologias a serem adotadas a partir de agora passem não somente pela adoção de dispositivos eletrônicos em sala de aula, mas também pela criação de plataformas digitais que proporcionem uma aprendizagem mais eficaz, inclusiva e abrangente.

Se você já está por dentro das tendências da Educação para 2017, confira a seguir metodologias e abordagens que certamente estarão presentes e moldarão o ensino daqui para frente.

Aprendizagem Social e Emocional

SEL (do inglês, Social and Emotional Learning) é uma metodologia focada em desenvolver todas as capacidades que o aluno vai precisar para enfrentar a nova realidade e os novos desafios que o século XXI trouxe. O ensino tradicional, baseado em exercícios, repetições e provas, já não prepara os estudantes para suprirem as demandas do mundo contemporâneo. Por isso, é necessário focar em um aprendizado que ajude a formar o aluno por completo, permitindo o desenvolvimento da criatividade, comunicação e interação social.

A aprendizagem social e emocional vai ajudar os alunos a desenvolverem as principais habilidades para esse novo contexto, como autoconhecimento, consciência social, tomada de decisões, além de habilidades sociais e o auto-gerenciamento. O ensino socioemocional busca estimular essas habilidades através de trabalhos em grupo, debates, discussões e o desenvolvimento de projetos que vão auxiliar na formação de indivíduos com pensamento crítico, maior capacidade para manter relações sociais positivas e tomar decisões de maneira responsável. A longo prazo, uma diretriz pedagógica baseada em SEL pode aumentar os índices de conclusão do ensino médio, preparando melhor os alunos para o ensino superior e para o mercado de trabalho.

Aprendizado por Redes Sociais

O aprendizado não é uma fenômeno restrito ao ambiente escolar ou acadêmico. Aprendemos a todo instante e em todos os lugares. Por mais informal que seja o ensino fora da escola, ele continua a acontecer e, em muitos casos, de forma mais eficiente e mais veloz.

As redes sociais estão cada vez mais presentes no nosso cotidiano, sendo ferramentas importantes para o compartilhamento de ideias e conteúdos, mesmo com o risco de essas informações serem falsas ou imprecisas – algo que o próprio Facebook busca combater, com o desenvolvimento de novas funcionalidades para a plataforma. No Brasil, já existem instituições que estão utilizando, de forma experimental e bem sucedida, as redes sociais como espaço de aprendizagem. O educador faz uso de todo o potencial de engajamento e estímulo que elas proporcionam, promovendo discussões e realizando a escolha de temas e referências a serem debatidos e estudados.

MétodoTeach-Back

Esse método consiste em colocar nas mãos dos estudantes a possibilidade de explicarem aos colegas os conteúdos que foram estudados até então, do mesmo jeito com que eles aprendem com seus professores. Ao fazê-lo, ficará evidente ao educador e seus alunos os conceitos que foram apreendidos e consolidados, bem como os pontos que necessitam ser reforçados ou em que houve falha na ministração de conteúdo. Essa é uma ideia fácil de se colocar em prática e que pode usufruir das possibilidades que as ferramentas digitais proporcionam, criando grupos e discussões.

Falha Produtiva

Baseado no mesmo princípio de que aprendemos a todo instante e com quaisquer experiências é que foi desenvolvido o conceito de Falha Produtiva. Esse método de ensino consiste em apresentar problemas complexos e de difícil solução aos estudantes sem oferecer qualquer tipo de auxílio ou instrução. A ideia é que os alunos explorem, da forma como acharem melhor, as mais diversas variantes em busca da solução ao problema proposto e, cientes de que não dispõem dos recursos necessários, falhem ao encontrá-la. A partir da falha, o educador apresenta os conceitos relacionados à matéria e os métodos para solucionar o problema.

Sistema Avaliativo Diferenciado

Mudar os moldes passados com quais a educação foi concebida passa também por modificar os sistemas de avaliação das instituições de ensino. O mecanismo de perguntas e respostas não avalia adequadamente as capacidades do aluno. Por isso, a tendência é que cada vez mais os estudantes sejam avaliados através de testes práticos e pela capacidade de argumentação e desenvolvimento de raciocínio.

Isso passa por incluir no aprendizado etapas como experimentação e criação de projetos, com os alunos colocando a mão na massa através da realização de projetos reais que avaliem a aplicação de conceitos. Ainda é possível a realização de provas escritas, mas com caráter subjetivo, em que o estudante será avaliado não pela capacidade de memorização de conteúdo, mas sim por competência argumentativas. Isso estimula a reflexão e o pensamento e ajuda a desenvolver indivíduos com senso crítico e capazes de solucionar problemas.

Infelizmente, a realidade do ensino no Brasil, principalmente na esfera pública, atrasa o desenvolvimento e a implantação de novas metodologias e sistemas de ensino nas escolas, o que prejudica os alunos não apenas no que se refere à aprendizagem, mas as oportunidades que terão no futuro. O sistema educacional brasileiro, em geral, ainda se prende a moldes do passado, antiquados e que avaliam o aluno basicamente por sua capacidade de memorização de conteúdo. Esse sistema não enxerga as particularidades de cada estudante, não avalia as reais necessidades de cada aluno e não explora suas potencialidades.

Porém, por mais que a adesão à tecnologia no processo de ensino-aprendizagem possa encontrar barreiras relativas a questões burocráticas ou sócio-financeiras, é irreversível a adaptação do ensino à nova realidade, com a presença cada vez mais constante de tecnologias e plataformas digitais. Esses avanços proporcionam uma Educação atualizada, que foge dos padrões convencionais e criam um ambiente dinâmico e inclusivo.

E a sua escola, como funciona? A tecnologia está presente no dia a dia dos alunos? Existe alguma plataforma digital para que eles aprendam em casa? Compartilhe conosco sua opinião e suas experiências. Deixe-nos um comentário!

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A matemática é fundamental nas nossa vidas, estando presente em diversas atividades do nosso cotidiano. Desde cedo, estamos imersos em um mundo em que utilizamos a matemática de forma natural, seja contando brinquedos em casa ou fazendo brincadeiras que, sem percebermos, exigem raciocínio lógico e estratégias. Infelizmente, é alto o número de alunos que apresentam dificuldades e têm problemas com essa disciplina, que é responsável, em séries mais avançadas, por grande parte do número de repetentes. Por isso, quanto mais cedo forem trabalhados os conceitos matemáticos na escola, mais fácil eles irão se tornar no futuro.

A matemática está presente em quase toda atividade do dia a dia. Essa ciência possibilita o desenvolvimento de muitas capacidades essenciais para enfrentar os desafios que surgem todos os dias, como raciocínio lógico, criatividade e a capacidade de resolver problemas. Porém, o processo de ensino e aprendizagem da matemática do jeito que ainda é feito em muitas das instituições de ensino do país prejudica o desenvolvimento dessas habilidades. As crianças simplesmente decoram fórmulas e conceitos, sem necessariamente entenderem a lógica por trás deles e como podem ser identificados e utilizados no dia a dia, criando barreiras para um aprendizado saudável da matemática.

Pensando nisso, muitos educadores e escolas têm introduzido atividades lúdicas no ensino de diferentes disciplinas, em especial a matemática. Jogos e brincadeiras aplicados nessa disciplina ajudam os alunos a desenvolverem habilidades como imaginação, memorização, noção de espaço e atenção, absorvendo o conhecimento de forma descontraída e dinâmica. Além disso, o lúdico aliado ao processo de aprendizagem faz com que os alunos sintam prazer ao aprender, potencializando a compreensão dos conceitos matemáticos e suas aplicações.

O uso de atividades lúdicas na escola proporciona um relacionamento mais estreito entre professores e alunos, além de favorecer a interação entre os estudantes e proporcionar uma sensação de bem-estar e prazer ao longo do processo. Jogos e brincadeiras também são uma importante ferramenta de auxílio e reforço a alunos com dificuldade de aprendizagem, despertando o interesse e facilitando a compreensão da disciplina.

Na Educação Infantil, por exemplo, os jogos permitem que a criança desenvolva iniciativa, autoconfiança e autonomia, ao poder brincar sem medo das consequências do erro ou de fracassar. Na busca pelas soluções, os jogos estimulam a troca de opiniões, fazendo com que os alunos sejam obrigados a se comunicarem com os outros e se fazerem entender, desenvolvendo a oralidade e capacidade de construção de um pensamento lógico e coerente. Nesse contexto, vale ressaltar que o jogo não se trata apenas de divertimento ou brincadeiras, mas de uma ferramenta que proporciona o desenvolvimento físico, cognitivo, social, afetivo e moral das crianças.

O ensino da matemática através de jogos e brincadeiras vem ganhando cada vez mais espaço, sendo utilizado da Educação Infantil ao Ensino Médio e servindo de contraponto ao aprendizado decorado e maçante de outrora. Para isso, é necessário que a instituição tenha diretrizes pedagógicas bem definidas e que permitam ao educador criar a realizar esse tipo de atividade com os seus alunos. É necessário que professor defina conceitos, objetivos e regras, planejando com antecedência o que se pretende alcançar com cada atividade e como chegar a esses resultados.

A seguir, confira como as atividades lúdicas podem ser utilizadas no ensino da matemática em diversas fases do desenvolvimento das crainças.

De 0 a 3 Anos

Crianças nesta idade começam a desenvolver noções de espaço, força, distância e raciocínio lógico. É interessante que os jogos e brincadeiras sejam voltados à solução de problemas, uso da lógica e à tomada de atitudes, estimulando a autoconfiança e interação entre as crianças. As brincadeiras devem ser pensadas como uma ferramenta que promova a socialização, evitando o isolamento e favorecendo a formação de vínculos.

Jogos de encaixe, painéis com medidas e grandezas e jogos de faz-de-conta são ótimas opções para o professor realizar com os alunos dessa faixa etária. Nessa idade, é importante que os sentidos da criança sejam frequentemente estimulados, através de sons, cores e texturas. Pensando nisso, a música é uma importante ferramenta nessa fase, desenvolvendo ritmo, trabalhando a coordenação motora, a memorização e atenção através das letras.

Brincar é fundamental para as crianças. É brincando que elas exploram o mundo ao seu redor e aprendem a interagir com tudo o que o compõe. Através da curiosidade é que elas vão perdendo o medo e conhecendo cada vez mais sobre si e sobre os outros, desenvolvendo habilidades motoras, cognitivas e sociais. O professor deve considerar essas contexto e estimular o desenvolvimento dessas capacidades em seus alunos, criando atividades que aprofundem conhecimentos, instigue a imaginação e transforme o aprendizado em algo tão natural quanto o brincar.

De 4 a 6 Anos

Nesta fase, o ensino pode ser voltado ao aprendizado de conteúdos que envolvam contagem, escrita numérica e operações matemáticas básicas, utilizando esses conhecimentos para a resolução de problemas. O professor pode trabalhar esses conceitos através de jogos de esconde-esconde e brincadeiras e músicas que explorem os números oralmente.

Crianças desta idade também já podem estudar os primeiros conceitos de grandezas e medidas. São conteúdos importantes de trabalhar, já que estão presentes o tempo todo no cotidiano das crianças, como noções de peso, distância e altura. Aqui, o educador pode desenvolver brincadeiras que envolvam objetos com diferentes temperaturas, pesos e medidas. Podem ser trabalhados também jogos em que os alunos meçam a altura dos colegas, a comparação de grandezas entre dois objetos, calendário, entre outros.

Trabalhar com espaço e forma também é importante para alunos nessa faixa etária. O desenho é uma atividade interessante no aprendizado desses conceitos, possibilitando que os estudantes explorem e identifiquem objetos, representando a realidade e utilizando diferentes materiais. O educador também pode realizar atividades que envolvam a construção de maquetes, desenvolvendo noções de coordenação, profundidade, formas e dimensões.

Ensino Fundamental

Atividades lúdicas também podem ser utilizadas no ensino da matemática ao longo do Ensino Fundamental, quando os estudantes passam por uma fase de desenvolvimento e amadurecimento mental. Brincadeiras e jogos que trabalhem conceitos de Geometria, Álgebra e Aritmética despertam a curiosidade e o interesse dos alunos, trazendo mais dinamismo ao processo de ensino e aprendizagem e acabando com o sentimento de desestímulo e distância em relação ao conteúdo. O aluno dessa idade deve ser estimulado a utilizar um pensamento lógico e coerente, adotando uma postura mais proativa frente à resolução de problemas.

Essas atividades proporcionam ao aluno aprender jogando, muitas vezes sem sequer dar conta disso. Os jogos e brincadeiras invertem o paradigma de que a matemática está ao alcance de poucos, provendo a interação entre os estudantes para a resolução de desafios e criando um vínculo mais estreito entre professor e alunos.

Ensino Médio

Já no Ensino Médio, o professor pode criar atividades que abordem conteúdos e conceitos já estudados em sala de aula com o objetivo de tornar o ensino menos passivo e de proporcionar ao aluno a absorção do conteúdo na prática. A utilização de atividades lúdicas nessa fase é uma excelente ferramenta para derrubar mitos e tabus a respeito da matemática, dinamizando o ensino e demonstrando, na prática, os conceitos da disciplina que fazem parte do nosso cotidiano.

O uso de atividades lúdicas no Ensino Médio aguça o interesse do jovem e capta sua atenção, além de facilitar a compreensão dos conteúdos, otimizando o trabalho do professor e quebrando barreiras psicológicas que muitos alunos nutrem em relação aos conceitos da matemática.
Infelizmente, no Brasil, a matemática ainda é vista com maus olhos por muitos estudantes. O currículo pouco maleável e focado em decorar fórmulas é um dos grandes culpados pelo desinteresse e falta de estímulo dos estudantes. O ensino da matemática desde cedo é essencial para evitar problemas futuros, como alto número de repetentes nas escolas, e também para formar pessoas que não se intimidem diante de um problema e que saibam desenvolver um raciocínio de forma lógica e coerente.

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