Observando as estrelas

Observar o céu à noite pode se tornar uma atividade muito recompensadora, pois traz inúmeros conhecimentos e curiosidades sobre as estrelas. Mas nem todos os astros que vemos no céu durante à noite são estrelas. Além da Lua, que é um satélite, os pontos luminosos que visualizamos à noite e são parecidos com estrelas, na verdade podem ser planetas, cometas, asteroides, galáxias ou nebulosas.

Com a observação feita a olho nu fica difícil diferenciarmos as estrelas dos demais astros, portanto é necessária a utilização de uma luneta ou telescópio para que possamos perceber as suas diferenças. Os planetas Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno são os únicos astros que podem ser diferenciados a olho nu. Mas, para conseguir enxergá-los, é preciso que o céu esteja sem nuvens, e o local de observação, livre da poluição luminosa.

Existe uma imensa variedade de estrelas que, quando observadas através de uma luneta ou telescópio, podemos diferenciar sua cor, brilho e tamanho. Por meio das diferentes colorações das estrelas, os astrônomos são capazes de determinar sua idade – as azuladas (as mais quentes) são estrelas mais jovens, já as mais avermelhadas (as mais frias), são estrelas mais velhas – o tempo que ainda viverão e o material que as compõem.

Observe o céu por alguns minutos num local, de preferência, afastado das luzes da cidade. Perceba a variedade de estrelas que existem, algumas mais brilhantes, outras quase apagadas. Note que as estrelas também possuem cores diferentes, as tonalidades mais fáceis de perceber são o azul e o laranja. Olhando com atenção, você encontrará algumas que parecem um floquinho de algodão quase se apagando. Procure olhar o céu como um todo. Você perceberá que há uma faixa mais clara com mais estrelas que no restante do céu: esta faixa é uma parte da galáxia onde estamos, chamada “Via Láctea” por causa do seu aspecto leitoso.

Com a luneta e os telescópios da Homelab fica muito mais interessante observar as estrelas. Conheça nossos produtos e torne as suas noites estreladas mais científicas.

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Qual o tamanho da Lua

Você sabe dizer exatamente qual o tamanho da Lua? Bom, ela possui 3.500 km de diâmetro. Mas por quais motivos a vemos de diferentes tamanhos dependendo de seu posicionamento no céu? Por causa da ilusão de ótica que a sua distância da Terra causa em nossos olhos.

Essa ideia de comparar o tamanho da Lua pode ser um experimento interessante para ser feito em sala de aula, com estudantes do Ensino Fundamental. Durante vários dias, o professor pode sugerir que os alunos meçam o tamanho da Lua cheia de acordo com a sua visão de casa, utilizando uma moeda de 1 real apontada para a Lua com o braço esticado em 90°. O experimento leva a perceber que a Lua, medida dessa forma, estando no horizonte ou no alto do céu, cobre totalmente a moeda de 1 real em relação à nossa visão.

Então por que motivo a Lua parece maior em certas noites? Na verdade, o tamanho que vemos a Lua aqui da Terra sofre influência de ilusões de ótica diferentes que discriminam o tamanho com que a apreendemos. A Lua é vista da Terra sob quase meio grau de ângulo, ou 29 minutos de arco. Existem duas explicações para o tamanho que percebemos uma Lua cheia, por exemplo.

A primeira, relaciona-se com a posição da Lua perto do horizonte, quando instintivamente a comparamos com prédios, árvores e montanhas que estão perto de nós. Esse posicionamento relativo aos grandes objetos terrestres causa uma ilusão de ótica que nos induz a ver a Lua maior do que realmente é no céu. Por isso, quando a Lua não está perto do horizonte, mas alta no céu, ela parece menor, porque perde como referência os objetos terrestres.

A segunda explicação diz respeito à refração atmosférica, que curva os raios de luz tangenciais à Lua, fazendo com que nossos olhos apreendam uma imagem ovalada e ligeiramente ampliada do satélite. Mas essa diferença de percepção é bem pequena. O que realmente define os diferentes tamanhos com que percebemos a Lua é o seu posicionamento no céu e a ilusão de ótica que outros objetos causam em relação ao seu tamanho.

A Homelab possui materiais e equipamentos ideais para deixar a sua aula sobre a Lua mais didática e interativa. Conheça o globo lunar, o telescópio astronômico e a luneta extensível que podem contribuir ainda mais para a sua aula.

Existem centenas de planetas extrassolares, ou seja, planetas que estão situados fora do nosso Sistema Solar. Os cientistas já descobriram 974 planetas fora do eixo do Sol, alguns deles orbitam ao redor de 744 estrelas descobertas. Porém, alguns são independentes do eixo de qualquer estrela e são denominados planetas errantes.

Interessante perceber que os antigos babilônicos, quando acreditavam que o Sistema Solar era geocêntrico, chamavam de errante a movimentação não regular dos planetas em função da Terra. Esse modelo foi derrubado há centenas de anos e hoje chama-se de errantes os planetas que não estão fixados à órbita de uma estrela específica.

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Cientificamente, um planeta errante é definido como um corpo de massa planetária que não orbita ao redor de uma estrela. Por dedução, os cientistas acreditam que existem milhares deles dentro de outros sistemas planetários ainda não descobertos, pois nossos métodos atuais de detecção de planetas extrassolares têm como forma de observação os efeitos que uma estrela-mãe tem sobre o planeta que gira ao seu redor. Ou seja, os efeitos que a ação gravitacional dessa estrela tem sobre uma massa planetária que gira ao seu redor justamente por ser atraída pela sua força.

Através da observação por telescópios, os cientistas são capazes de mapear as estrelas e os corpos planetários que são atraídos por elas. Porém, quando um planeta não é atraído pela força gravitacional de nenhuma estrela, nossos métodos de observação são incipientes para mapeá-los completamente, em outras palavras, ficamos meio cegos em relação a esses corpos.

Então, como foi possível a catalogação de alguns planetas errantes? Isso foi possível porque esses planetas sem estrelas produzem uma pequena quantidade de radiação infravermelha que é observável através de nossos telescópios mais modernos. Os cientistas acreditavam que todos os planetas se formavam durante uma típica criação de sistemas a partir do surgimento de uma estrela. Porém, com a descoberta dos planetas errantes, essa premissa foi derrubada. Por isso, a descoberta dos planetas errantes é de muita importância para a Astronomia.

Aproveite para conhecer o Planetário Iluminado e o Telescópio Astronômico.

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A Teoria da Relatividade, publicada em 1915 por Albert Einstein, determinou que a energia (E) de determinado corpo corresponde à sua massa (M) multiplicada pela velocidade da luz (cerca de 300 metros/segundo) elevado ao quadrado (C²). Esta é a lógica da famosa equação: E=MC².

Mas o que isso significa? Significa que a atração gravitacional não é consequência de uma ação entre forças, como propusera anteriormente Isaac Newton, mas da deformação do espaço-tempo em função da presença de matéria. Ou seja, para Einstein, a simples presença de uma massa tem o poder de alterar não só o espaço-tempo, como também influenciar no movimento dos corpos próximos.

O espaço-tempo seria assim uma espécie de malha cósmica onde os corpos atuam, movendo-se ou repousando, e interferindo uns nos outros de acordo com as suas massas. No experimento a seguir, tenta-se fazer com que o aluno compreenda como o espaço-tempo se deforma na presença da matéria, sendo que essa deformação depende diretamente da massa presente. Essa deformação é a origem da gravidade, sendo ela mais intensa nas proximidades da massa, tal como foi postulado por Newton, em 1687.

Materiais:

— 1 Lençol ou toalha de mesa

— 1 Bola de gude

— 1 Bola de futebol, vôlei ou basquete

Procedimento: estique o lençol acima do solo fazendo com que quatro alunos segurem suas pontas. O lençol representa o espaço-tempo, a malha cósmica onde os corpos atuam.

Coloque, no centro do lençol, a bola de futebol, vôlei ou basquete, objeto de maior massa que deformará o plano. Essa deformação simula a própria deformação criada pela massa de um objeto na malha do espaço-tempo e a origem da gravidade.

Posicione a bola de gude perto da bola maior, deixe-a parada e observe o que acontece.

Em seguida, lance a bola de gude em direção à bola maior, de modo que passe por perto da bola maior, mas evitando que elas colidam.

Qualquer corpo colocado perto da massa central da bola maior será atraído por ela, uma vez que possui uma força atrativa que muda o estado original de movimento de corpos menores, como a bola de gude. Por isso, a deformação criada pela massa da bola maior é equivalente à força gravitacional existente na malha cósmica do tempo-espaço.

Se a bola de gude estiver inicialmente em repouso no lençol, ela será atraída direta e radialmente pela bola de maior massa. Mas, se a bola de gude possuir uma velocidade inicial, a sua trajetória será modificada pela força atrativa da bola maior, sofrendo um encurvamento da trajetória. Quanto mais perto da bola maior a de gude passar, mais ela sentirá a força atrativa do corpo de maior massa. Assim, a bola maior simula um planeta ou estrela e a bola de gude um objeto de menor massa, como um meteoro, um cometa ou um satélite.

Neste experimento, existe atrito, ao contrário do que acontece no espaço. Por isso, a bola de gude perderá sua velocidade progressivamente. No espaço, ao contrário, seria possível que a bola de gude orbitasse, caso a bola maior possuísse uma velocidade adequada, tal como ocorre entre o Sol e os planetas do nosso Sistema Solar ou entre a Terra e os satélites lançados pelo homem.

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Há 100 anos, Albert Einstein previu a existência de ondas gravitacionais como parte de sua Teoria Geral da Relatividade.

Durante décadas, os cientistas vinham tentando, sem êxito, detectar essas ondas – fundamentais para entender as leis que regem no Universo. Porém, um grupo de pesquisadores de vários países anunciou ter conseguido detectar pela primeira vez as chamadas ondas gravitacionais.

Além de confirmar as ideias de Einstein, a descoberta abre as portas para maneiras totalmente novas de se investigar o Universo. A partir de agora, a astronomia e outras áreas da ciência entram uma nova era.

Os pesquisadores do projeto LIGO (sigla para Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory), em Washington e na Lousiana, observaram o fenômeno e acompanharam distorções no espaço com a interação de dois buracos negros a 1,3 bilhão de anos-luz da Terra.

O que exatamente são ondas gravitacionais?

Segundo Einstein, todos os corpos em movimento emitem essas ondas que, como uma pedrinha que afeta a água quando toca nela, produz perturbações no espaço.

A Teoria da Relatividade de Einstein é um pilar da física moderna que transformou nosso entendimento do espaço, do tempo e da gravidade. E por meio dela entendemos muitas coisas: da expansão do Universo até o movimento dos planetas e a existências dos buracos negros.

Essas ondas gravitacionais são basicamente feixes de energia que distorcem o tecido do espaço-tempo, o conjunto de quatro dimensões formado por tempo e espaço tridimensional. Deste modo, qualquer massa em movimento produz ondulações nesse tecido tempo-espaço. Até nós mesmos.

Esse efeito, no entanto, é muito fraco, e apenas grandes massas, movendo-se sob fortes acelerações, podem produzir essas ondulações em um grau razoável.

Assim, quanto maior essa massa, maior é o movimento e maiores são as ondas. Nessa categoria entram explosões de estrelas gigantes, a colisão de estrelas mortas superdensas e a junção de buracos negros.

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Como os cientistas detectaram essas ondas?

Os pesquisadores trabalhavam há anos para detectar as minúsculas distorções causadas quando as ondas gravitacionais passam pela Terra. Os detectores nos Estados Unidos e na Itália são ambos formados por dois túneis idênticos em forma de L, de 3 km de largura.

Neles, um feixe de laser é gerado e dividido em dois – uma metade é disparada em um túnel, e a outra entra pela segunda passagem. Espelhos ao final dos dois túneis rebatem os feixes para lá e para cá muitas vezes, antes que se recombinem.

E a forma com que as ondas se movem pelo espaço significa que um túnel se estira e outro se encolhe, o que fará com que um raio laser viaje uma distância levemente maior, enquanto o outro fará uma viagem mais curta.

Como resultado, os raios divididos se recombinam de uma maneira diferente: as ondas de luz interferem entre si, em vez de se cancelarem. Essa observação direta abre uma nova janela para o cosmos.

E qual a implicação disso?

Os objetos também emitem essas perturbações que acabaram de ser detectadas, mas a partir de agora os físicos poderão olhar os objetos com as ondas eletromagnéticas e escutá-los com as gravitacionais.

“Agora, o que se tem são sentidos diferentes e complementares, para estudar as mesmas fontes. E com isso, podemos extrair muito mais informações”, disse Alicia Sintes, do departamento de física do Instituto de Estudos Espaciais da Catalunha, na Espanha, que participou do projeto.

“Não estamos falando de expandir um pouco mais o espectro eletromagnético, mas de um espectro totalmente novo”.

A especialista afirma que as ondas eletromagnéticas dão informações do Universo quando ele tinha 300 mil anos de idade. “Já com as ondas gravitacionais, pode-se ver as (ondas) que foram emitidas quando o Universo tinha apenas um segundo de idade.”

Outro impacto diz respeito aos buracos negros: nosso conhecimento sobre a existência deles é, na verdade, bastante indireto. A influência gravitacional nos buracos negros é tão grande que nem a luz escapa de sua força. Mas não podemos ver isso em telescópios, só pela luz da matéria sendo partida ou acelerada à medida que chega muito perto de um buraco negro.

Já as ondas gravitacionais são um sinal que vem desses objetos e carrega informações sobre eles. Nesse sentido, pode-se até dizer que a recente descoberta significa a primeira detecção direta dos buracos negros.

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Simulação ilustra colisão de buracos negros como aquela detectada pelo projeto Ligo (Foto: Andy Bohn et al.)

Qual o efeito causado por essas ondas na Terra?

Quando as ondas gravitacionais passam pela Terra, o tempo-espaço que nosso planeta ocupa deve se alternar entre se esticar e se comprimir. Pense em um par de meias: quando você as puxa repetidas vezes, elas se alongam e ficam mais estreitas.

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Visualização de ondas gravitacionais. Crédito da imagem: Werner Benger / Wikimedia

Os interferêmetros do Ligo, aparelhos usados para medir ângulos e distâncias aproveitando a interferência de ondas eletromagnéticas, vêm buscando esse estiramento e compressão por mais de uma década.

A expectativa era a de que ele detectaria distúrbios menores do que uma fração da largura de um próton, a partícula que compõe o núcleo de todos os átomos.

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Post via G1

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Prepare-se desde já para a Semana Mundial do Espaço que acontecerá em outubro deste ano.

O que é a Semana Mundial do Espaço?

A Semana Mundial do Espaço é uma celebração internacional da contribuição da ciência e tecnologia espacial para o melhoramento da condição humana. Foi oficialmente declarada pelas Nações Unidas como sendo, anualmente, a semana de 4 a 10 de Outubro. Durante a Semana Mundial do Espaço, ocorrem em todo o mundo vários eventos e programas educacionais relacionados com o espaço.

A sincronização de eventos atrai a cobertura pelos meios de informação, que contribui para a educação do público em relação à exploração do espaço.
As datas que delimitam a Semana Mundial do Espaço comemoram acontecimentos marcantes da era espacial: no dia 4 de Outubro de 1957 foi lançado o Sputnik I, o primeiro satélite terrestre construído pelo homem. O Tratado de Exploração Pacífica do Espaço Exterior foi assinado pelos estados membros da ONU no 10 de Outubro de 1967.

Onde e como é celebrada a Semana Mundial do Espaço?

A Semana Mundial do Espaço é aberta à participação de todos. Ela é comemorada por agências governamentais, companhias, organizações sem fins lucrativos, professores e indivíduos. Estes organizam eventos públicos, atividades escolares, ações de divulgação e páginas da Internet. Para obter informações sobre o que se passa no seu país, acesse ao sítio www.spaceweek.org. A Semana Mundial do Espaço é coordenada globalmente pela ONU com o apoio da Associação Internacional da Semana do Espaço (Spaceweek International Association). Em vários locais em todo o mundo, existem coordenadores nacionais. É possível consultar a lista de localidades e coordenadores, também no site www.spaceweek.org.

Como as Escolas podem participar?

A Semana Mundial do Espaço é a ocasião ideal para os professores recorrerem ao espaço como meio de estimular os estudantes para a matemática, ciência e outros assuntos. Para ajudar os professores nesta tarefa existe disponível, gratuitamente, no seguinte endereço www.spaceweek.org um Guia de Atividades para Professores (Teacher Activity Guide). Para encorajar a participação, a Associação Internacional da Semana do Espaço atribui prêmios a professores e estudantes, sendo que os vencedores premiados recebem seus prêmios em uma cerimônia global.

O que cada um pode fazer?

Todos são convidados a:

  • Organizar um evento durante a Semana Mundial do Espaço;
  • Ajudar a coordenar a Semana Mundial do Espaço no seu país, região ou cidade. Os coordenadores convidam organizações a realizar eventos e relatam o que está planejado;
  • Solicitar aos professores para usar, durante a Semana Mundial do Espaço, o espaço como forma de estimular as crianças para a aprendizagem.

Por favor entre no site www.worldspaceweek.org e complete o formulário “Eu Quero Ajudar” (“I Want to Help”), ou contate o seu coordenador nacional.

FONTE: http://www.worldspaceweek.org/about/introduction-portuguese/

 

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Uma imagem divulgada pela Nasa, capturada com o telescópio NuSTAR, mostra duas galáxias, coletivamente denominadas Arp 299, e seus respectivos buracos negros massivos colidindo.

A missão determinou que um dos buracos se alimenta de gases enquanto o outro está dormente ou escondido sob uma espessa camada de gás e poeira estelar.

A descoberta ajuda os pesquisadores a entender como a junção de duas galáxias pode iniciar o processo de sucção de um buraco negro, o que é um passo importante na evolução e nascimento de galáxias.

“Quando as colisões ocorrem, gás é sugado para o núcleo do buraco negro e isso resulta na formação de estrelas”, diz Andrew Ptak, cientista da NASA e autor de um estudo sobre o assunto.

NuSTAR é o primeiro telescópio capaz de penetrar na densa camada de gás e poeira da junção Arp 299. Observações anteriores de outos telescópios haviam apenas indicado a possibilidade das duas galáxias terem buracos negros massivos em seus núcleos, enquanto a NuSTAR confirmou a suspeita por conta de sua tecnologia de raios-x de alta energia.

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Post via Band. 

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Alguns pensamentos instigadores levaram Einstein a questionar o paradigma de sua época. O que aconteceria se o Sol, por algum motivo, deixasse de existir?

Sabemos que o Sol é a responsável pelas órbitas dos planetas em seu entorno. Dessa forma, os oito planetas do nosso sistema deixariam de seguir órbitas elípticas e sairiam literalmente pela tangente de sua trajetória. Mas será que isso aconteceria instantaneamente assim que o Sol deixasse de existir? Até o começo dos anos 1990 achava-se que sim – em conformidade com a teoria newtoniana, que permite ações gravitacionais instantâneas e à distância. Esse ponto da teoria não parecia ser muito factível. Além disso, Einstein percebeu que a mecânica newtoniana e a sólida teoria do eletromagnetismo, descrita pelas belas equações de Maxwell, formavam um casal conflitante.

Enquanto trabalhava em um departamento de patentes, aparentemente com algum tempo livre, Einstein resolveu ir longe nas ideias e continuar seus questionamentos incomuns. Perguntou-se, não com essas palavras, o que aconteceria se viajasse sentado em um fóton (partícula de luz) e olhasse pra outro fóton ao seu lado, viajando a mesma velocidade, a da luz. Obviamente esse é um experimento mental que não poderia ser reproduzido.

Foi nesse contexto cheio de questionamentos que Einstein optou por apostar em Maxwell. Partindo de alguns conceitos impostos por ele, trilhou um árduo caminho que o levou primeiramente à Relatividade Especial e por fim à Vênus de Milo Relatividade Geral (RG). Para o início de toda a teoria, os conceitos impostos, chamados de postulados, foram dois:

A velocidade da luz é constante independentemente do referencial.
As leis da Natureza são as mesmas em todos os sistemas referenciais inerciais.

Desses postulados nasceu a relatividade restrita e, provavelmente, a equação mais famosa de todos os tempos: E=mc². Ela nos diz que massa (m) e energia (E) são equivalentes e que sua conversão é dada pela velocidade da luz (c). Essa equação poderosa infelizmente foi utilizada para fins sórdidos, como a construção da bomba atômica pelos EUA no projeto Manhattan. Entretanto, esse fim foi terminantemente abominado por Einstein.

Não satisfeito com sua brilhante teoria, Einstein foi adiante e em 1915 apresentou sua Teoria da Relatividade Geral. Maravilhosa! 10 equações distintas elegantemente descritas pelo que parece ser apenas uma:

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Mas, acredite: são 10 equações diferentes.

Na extrema esquerda temos um termo simbolizando a geometria do espaço-tempo, na extrema direita temos matéria e energia. Ou seja, Einstein, através dessa equação, apresenta o princípio da Relatividade Geral: a matéria deforma a geometria do espaço-tempo e vice-versa.

A Relatividade Geral passou por diversos testes onde sua autenticidade foi primorosamente verificada. Além disso, as equações de Einstein originaram alguns dos temas mais instigantes e atuais, seja para o mundo científico, seja para a população, como buracos negros e ondas gravitacionais. Buracos negros surgem como uma solução da RG. Sua matemática é complexa, mas seu conceito é facilmente compreendido. Nada mais são do que restos mortais de estrelas muito massivas (em torno de pelo menos 10 vezes a massa do nosso Sol). Por ser pouco massivo comparado às outras estrelas, nosso Sol não sofrerá uma morte traumática; ele queimará seu combustível químico seguindo uma evolução mortal até transformar-se em uma anã branca (estrela morta, com tamanho comparável ao da Terra e sem brilho).

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Buracos negros fascinam a todos e já foram temas de diversos livros e filmes. Lembram do filme Interestelar? Há várias questões relativísticas abordadas na obra de ficção científica de Christopher Nolan. Com relação à famosa cena em que discute-se entre os astronautas a descida ou não ao planeta de Miller,surge a informação de que para cada hora passada no planeta, sete anos se passariam para quem está longe dele. A explicação dada no filme é de que essa distorção temporal seria causada pelo fato do planeta ter uma órbita muito próxima à um buraco negro, o Gargantua. Pois é, esse efeito temporal ocorre de verdade. Longe da situação do filme ser real, apenas relembro que a previsão teórica em conformidade com as equações de Einstein é que a matéria (no caso o buraco negro) distorce o espaço-tempo (causando o intenso campo gravitacional do planeta Miller e sua passagem temporal distorcida). Não se sinta mal por não entender logo de início,  esses comportamentos são estranhos à nossa intuição e precisam do auxílio matemático para seu entendimento completo. Mesmo assim, eles nos seduzem completamente.

Ondas gravitacionais também são um caso particular de soluções das equações de Einstein.Sua observação cosmológica portaria as informações mais antigas a respeito da formação do Universo logo após o Big Bang. Atualmente, o observável mais antigo é a radiação cósmica de fundo (em inglês, cosmic microwave background, ou simplesmente CMB). Ondas gravitacionais, no entanto, carregam informações ainda mais primordiais e daí vem o interesse de sua busca.

Por fim, mas longe de ser menos importante, ressalto a maior contribuição prática da Relatividade Geral: o GPS.  Graças à essa “Senhora Centenária”, esse aparelho – um dos mais úteis da atualidade – foi inventado. Seu funcionamento conta com um sistema de satélites que emitem sinais de rádio viajando na velocidade da luz. Por essa razão, as correções temporais dos sinais de rádio são feitas utilizando a RG.

E você acreditava que RG não tinha nenhum impacto na sua vida? Agora já sabe que além dela ser intrigante, é muito poderosa e útil. Newton explicou como calcular a gravidade, mas Einstein desenvolveu novos conceitos e explicou de fato, o que é a gravidade.

 

Post via Revista Galileu. 

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Astrônomos fizeram duas novas descobertas que podem expandir os limites conhecidos do nosso sistema solar, bem como representar os maiores avanços na busca por vida extraterrestre até agora.

Estamos falando de dois novos planetas, incluindo um parecido com a Terra que está perto o suficiente de nós para podermos estudá-lo em detalhes.

GJ 1132b

Na borda de nosso sistema solar, há um novo planeta rochoso com um tamanho próximo ao da Terra. Chamado de GJ 1132b, é a descoberta que detém o maior potencial para encontrar vida alienígena até à data.

Isso porque esse planeta está três vezes mais perto de nós do que qualquer outro objeto semelhante já encontrado orbitando uma estrela. Sua proximidade irá “permitir aos astrônomos estudar o planeta com uma fidelidade sem precedentes”, segundo Drake Deming, astrônomo da Universidade de Maryland, nos EUA. O planeta completa uma órbita ou passa sua estrela a cada 1,6 dias, proporcionando mais oportunidades de pesquisa e mensuração do que qualquer outro já visto.

O planeta foi descoberto em movimento em volta de uma estrela anã vermelha, com apenas um quinto do tamanho do sol. Ele tem um raio 16% maior que o da Terra, e temperaturas superficiais que atingem 260 graus Celsius.

Apesar de ser quente demais para manter água em estado líquido ou sustentar a vida tal como a conhecemos, é frio o suficiente para suportar alguns dos blocos básicos da vida e, possivelmente, apoiar formas vivas como as bactérias.

V774104

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Os limites conhecidos do nosso sistema solar também foram ampliados com a descoberta de um planeta anão distante – três vezes mais distante que Plutão.

Estudos iniciais sugerem que o objeto, nomeado V774104, é provavelmente um corpo gelado com 500 a 1.000 km de largura, embora mais pesquisas sejam necessárias para determinar a sua órbita.

O planeta foi encontrado com a ajuda do Telescópio Subaru do Japão, localizado no topo de Mauna Kea, um vulcão adormecido no Havaí. Ele fica a 15,4 bilhões de quilômetros do sol.

Essa descoberta marca a extremidade do sistema solar e, portanto, a extremidade da influência gravitacional do sol. Também confirma que o sistema solar é muito mais complicado do que os astrônomos imaginavam anteriormente.

Limites constantemente testados

Esses novos achados parecem indicar que os planetas existem provavelmente na casa dos trilhões só em nossa galáxia.

“A razão pela qual esta descoberta é importante é que nós realmente não sabemos como nosso sistema solar se formou, há um mistério lá fora”, disse Brad Tucker, astrônomo do Observatório Mount Stromlo em Canberra, na Austrália, que não estava envolvido na pesquisa. “Estamos sempre encontrando novos objetos como estes. Se não entendermos como nosso sistema solar se formou, não saberemos os ingredientes que são necessários para fazer uma Terra, nem a resposta para a pergunta: qual o limite do nosso sistema solar?”.

 

Post via Hypescience.

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A primeira pista foi a ausência de um elemento químico. A segunda foi a abundância de outros elementos químicos. A terceira foi a suspeita de que a estrela estava girando rápido demais. A quarta foi a existência de uma companheira invisível. Depois de um verdadeiro trabalho de detetive, uma equipe comandada por astrônomos brasileiros juntou as peças e montou um importante quebra-cabeça que vai ajudar a comunidade científica entender como se comportam as estrelas similares ao Sol.

Utilizando o telescópio VLT (Very Large Telescope), localizado no deserto do Atacama, no Chile, o professor Jorge Meléndez avistou a estrela HIP 10725 pela primeira vez em 2009. O professor do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP) não entendia como era possível uma estrela gêmea solarnão possuir berílio, um dos elementos químicos que compõem nosso Sol.

Estudante de Astronomia da USP, Lucas Schirbel resolveu investigar a estrela misteriosa em seu trabalho de iniciação científica. A pesquisa de Lucas indicou que,se por um lado faltava berílio, por outro sobrava ítrio, bário, lantânio e neodímio na HIP 10725. Gêmeas solares não produzem essas substâncias, o que fez a equipe considerar a hipótese de que uma estrela AGB (tipo de estrela que possui uma massa maior e é capaz de produzir tais elementos químicos) teria transferido essas substâncias para a HIP.

LUCAS SCHIRBEL, ESTUDANTE DE ASTRONOMIA: SUA INICIAÇÃO CIENTÍFICA RESPONDEU IMPORTANTES PERGUNTAS PARA O DESDOBRAMENTO DA PESQUISA (FOTO: DIVULGAÇÃO IAG/USP)

 

Essa hipótese levou a outra: com as substâncias agregadas, a massa da estrela aumentaria, o que por sua vez faria aumentar a sua velocidade de rotação. Esse aumento de velocidade faria com que a estrela aparentasse ser mais recente do que realmente é – fenômeno batizado de “botox estelar”. Apesar de estar com 5 bilhões de anos de idade, a sua rotação é a mesma de uma estrela de apenas 1 bilhão de anos.

Como aconteceu durante todo o processo, essa resposta levou a outra pergunta: se o ítrio, o bário, o lantânio e o neodímio foram transferidos pela proximidade da HIP com uma AGB… cadê a AGB?  Essas estrelas são conhecidas pelo brilho intenso, coisa que não estava sendo observada pelos astrônomos. A resposta é que a transferência ocorreu no passado e o que restou da enorme estrela vizinha foi apenas o seu núcleo – essa última hipótese só seria provada se fosse possível ver mudanças no padrão de movimento da HIP, alteração causada pelo efeito gravitacional da sua companheira invisível. Com a comprovação dessa tese, o ciclo se fechou. 

Além de astrônomos da USP, a equipe conta com cientistas da Universidade Federal de Itajubá, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, The Australian National University (Austrália), University of Texas at Austin (EUA) e da Konkoly Observatory, Research Centre for Astronomy and Earth Sciences, Hungarian Academy of Sciences (Hungria). O artigo foi publicado pela Astronomy & Astrophysics.

PROFESSOR DO IAG/USP, JORGE MELÉNDEZ SE INTRIGOU COM O COMPORTAMENTO DA HIP 10725 AINDA EM 2009 (FOTO: DIVULGAÇÃO IAG/USP)

 

Post via Revista Galileu.

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