Robótica

A apresentação da banda Z-Machines, em Tóquio, no último mês repercutiu no mundo todo. Formada por três robôs – o guitarrista Mach, o tecladista Cosmo e o baterista Ashura – a banda chama a atenção de quem assiste ao show.

O show teve como público uma média de cem pessoas e muitos jornalistas e a participação especial de uma dupla de cantoras local.

A banda é resultado do projeto “Música do futuro”, desenvolvido pelo professor de informática da Universidade de Tóquio Yoichiro Kawaguchi e pelo artista Naofumi Yonetsuka.

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Os cientistas parecem estar chegando cada vez mais perto da integração entre máquina e cérebro, que deverá ajudar diversos pacientes que dependem de próteses para realizar movimentos simples.

Um dos avanços mais recentes foi divulgado em uma publicação especializada da área médica, em que uma mulher de 52 anos, tetraplégica, conseguiu controlar os movimentos de um braço mecânico apenas com o comando do cérebro. O experimento foi feito pela Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos.

Apesar desse feito já ter sido conquistado anteriormente, a habilidade e agilidade dos movimentos foi o grande diferencial desse trabalho. A prótese também foi melhorada para imitar com mais exatidão as articulações humanas.

Eletrodos implantados no cérebro da paciente são os responsáveis pelo controle do braço robótico. Os comandos são interpretados por um computador e transmitidos para a prótese.

Apesar dos resultados ainda experimentais, a pesquisa deixou a tecnologia mais próxima da aplicação clínica. No futuro espera-se que pessoas com problemas de paralisia possam usar esses equipamentos para facilitar as tarefas do cotidiano.

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Quem pensa que robôs são aparelhos de filmes norte-americanos está muito enganado. A produção nacional em robótica avança cada vez mais e tem ganhado visibilidade em feiras e competições da área. Confira alguns destaques brasileiros nos principais eventos de robótica de 2012 pelo mundo.

RoboCup 2012

Parece que 2012 foi o ano dos Juniors para o Brasil na RoboCup, principal competição mundial de robótica. A edição deste ano ocorreu no México em junho.

Cinco alunos do Colégio Mackenzie de Brasília levaram o prêmio SuperTeam na categoria Resgate. Os doze melhores times do mundo são classificados para a competição, depois eles se organizam em duplas. Os brasileiros fizeram par com a equipe alemã e o robô criado foi o único a pontuar na prova. “Somos o país do presente. Mostramos o potencial do Brasil na categoria” afirma a professora responsável Lucilene Campanholo, orgulhosa com a conquista.

Joaquim Silveira ,14 anos, participou da equipe que desenvolveu o Avenger (Foto: Arquivo Pessoal)Joaquim Silveira ,14 anos, participou da equipe que desenvolveu o Avenger (Foto: Arquivo Pessoal)

Para participar do torneio, a equipe, chamada de Andrômeda Fênix, desenvolveu o protótipo Avenger para identificar e resgatar vítimas em locais de difícil acesso atingidos por desastres naturais.

Outra turminha brasileira que teve sucesso na competição foi a Café-com-Byte-Júnior, mas no desafio de dança. O time formado por alunos de 12 e 13 anos da escola Afonso Pena Júnior, de São Tiago, Minas Gerais, levou os prêmios de melhor programação e foi vitorioso no SuperTeam, junto com grupos da Alemanha e da China.

RoboGames 2012

Na competição RoboGames 2012, realizada em abril nos Estados Unidos, o Brasil conquistou 6 medalhas de ouro, 1 de prata e 3 de bronze e ocupou a quinta posição do pódio. Dezesseis países participaram do torneio com 238 equipes inscritas. Neste evento, robôs duelam em diversas categorias.

Orion, desenvolvido pela equipe Triton Robos, foi o vencedor do desafio Combate entre os aparelhos com peso de até 55 kg. Flavio Hendrikx, um dos idealizadores do projeto, comemora a vitória: “Eu particularmente acompanho este tipo de competição desde 1998 e ganhar o maior evento do gênero é uma emoção que não tem como descrever”.

Orion danifica adversários e desabilita suas armas (Foto: Arquivo Pessoal)Orion danifica adversários e desabilita suas armas
(Foto: Arquivo Pessoal)

O robô estilo Wedge, ou rampa, tem como estratégia entrar embaixo dos adversários e os empurrar contra a arena. “Sua construção é feita com os materiais mais resistentes possíveis, como alumínio aeronáutico, aços com ligas especiais e titânio”, explica Flavio.

Outros robôs também garantiram o topo do pódio para o Brasil em outras categorias. O Carrapato levou a melhor no desafio Combate entre as máquinas autônomas com peso de menos de 1,5 kg. Já no desafio de Sumô, o Brasil se destacou com a Joaninha, autônoma com 25 gramas e o Zarolho, com 3 kgs. O Uai!rrior Hockey foi o ganhador nos jogos de Hockey. O Invictus foi o robô BEAM vencedor entre os que usam energia solar.

Robotics Trends 2012

Robô da equipe Droid quer deixar as praias limpas (Foto: Reprodução)Robô da equipe Droid quer deixar as praias limpas
(Foto: Reprodução/Droid-UNB)

A Robotics Trends ocorreu em outubro, em Fortaleza, com seis grandes eventos com o intuito de promover debates e exposições de robótica: o IX Latin American Robotic Symposium, o I Simpósio Brasileiro de Robótica, a XI Latin American Robotic Competition, a X Competição Brasileira de Robótica, a Mostra Nacional de Robótica e a V Olimpíada Brasileira de Robótica.

A Divisão de Robótica Inteligente da Universidade de Brasilia foi campeã Latino-Americana de Robótica na categoria IEEE Open. O desafio foi criar um robô voltado para a sustentabilidade. A equipe, então, construiu o Droid 1, capaz de limpar as areias da praia. O aparelho detecta latinhas, recolhe o lixo e coloca em sua caçamba.

Robô da UFU venceu partidas de futebol (Foto: Divulgação)Robô venceu partidas de futebol (Foto: Divulgação)

Os robôs brasileiros também não fizeram feio nos campeonatos de futebol. A Equipe de Desenvolvimento em Robótica Móvel do curso de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Uberlândia levou o ouro na categoria RoboCup Humanoide. O desafio foi vencer uma partida com um time formado por três robôs autônomos.

Outro simpático humanoide que fez sucesso na feira foi o Tigrão, desenvolvido e aprimorado desde 2006 por alunos do curso técnico da PUC do Paraná. Com pouco menos de um metro de altura, o aparelho foi criado para interagir com crianças em hospitais.

O robô fala, pisca, mexe os braços e manda beijos para a plateia. Confira uma apresentação do robô feita por um dos idealizadores do projeto, o professor Marcelo Gaiotto, na Feira de Cursos e Profissões da universidade:

Os robôs made in Brasil vieram para ficar. Resta aguardar as surpresas desses pesquisadores e estudantes criativos para 2013.

Fonte: TechTudo

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Em uma sala de aula, ferramentas, motores, sensores e baterias substituem os tradicionais cadernos, livros e canetas. O aparato tecnológico, embora não seja comum na maioria das escolas, vem sendo  utilizado pelos alunos na montagem de robôs.

O material faz parte das aulas de robótica, que já fazem parte da grade curricular de algumas instituições de Salvador. É o caso do Colégio Anchieta, na Pituba, onde alunos do sexto ano do ensino fundamental têm uma disciplina voltada para o tema.

O professor de robótica do Anchieta, Fábio Ferreira, destaca que o ensino da disciplina estimula o gosto pela pesquisa científica.

“Nosso foco é na construção do conhecimento científico. Os alunos não desenvolvem apenas os robôs, mas aprendem a pesquisar, a fazer relatórios técnicos e todas as normas que regem os trabalhos científicos”, conta.

De acordo com o professor, a robótica tem a capacidade de promover a junção entre as disciplinas. “O trabalho é realizado de forma interdisciplinar e conta com o conhecimento adquirido em outras disciplinas”.

A possibilidade de trabalhar com o tema não se restringe aos alunos do sexto ano do Anchieta. Os demais estudantes podem participar do Clube de Robótica, criado em 2007 com o objetivo de oferecer os conteúdos de robótica como uma atividade de extensão.

O clube conta com 30 alunos, do sexto ano do fundamental ao segundo ano do ensino médio. O diretor do colégio, João Batista de Souza, diz que o ensino de robótica torna o aprendizado  lúdico e atrativo. “É uma sintonia da escola com o mundo dos alunos. Hoje o conhecimento não se dá mais pela via material, mas também pela percepção”, acredita Batista.

Projetos – Além do Colégio Anchieta, as atividades de robótica são realizadas também na Escola Djalma Pessoa (Sesi Piatã). Apesar de não ter uma disciplina, os conteúdos são trabalhados no laboratório de robótica em parceria com  as matérias tradicionais.

O objetivo do trabalho é aliar a teoria da sala de aula com a prática, aplicando os conhecimentos adquiridos à realidade dos alunos. Participam das atividades apenas estudantes do primeiro e segundo ano do ensino médio, mas a meta da instituição é ampliar para as demais séries.

A coordenadora pedagógica da escola, Valdineia Scaldaferri, explica que as aulas são planejadas entre os professores da disciplina regular e robótica. “Os alunos desenvolvem habilidades que em sala de aula não conseguiria desenvolver, como autonomia, respeito, trabalho em equipe”, diz.

Cerca de 300 alunos de 9 a 16 anos do Serviço Social da Indústria (Sesi) estão reunidos na 7º Olimpíada do Conhecimento para expor seus projetos e participar do 4º Torneio Sesi-SP de Robótica. Ao todo, 60 times, dos quais dois internacionais, participam do desafio Senior Solutions, cujo tema é a melhoria da qualidade de vida para os idosos por meio de soluções inovadoras. A competição, que se divide em três modalidades, foi aberta na última quarta-feira e será finalizada neste domingo.

O professor do Sesi Vila das Mercês, Walter Alves dos Santos, explicou que o projeto de seus alunos foi baseado nas limitações que os idosos podem ter em decorrência de problemas nas articulações. A maquete exposta na mostra traz um ambiente doméstico no qual um robô executa funções simples, como ligar um interruptor, um eletrodoméstico ou mesmo puxar uma cadeira.

“Todas as funções são programadas em um computador que envia os comandos. A competição consiste em fazer com que o robô cumpra todas as etapas predeterminadas. Esse robô poderia funcionar em uma casa real fazendo todas as funções que uma pessoa não tem mais condição de fazer.”

Os alunos do Sesi de Mauá elaboraram uma maneira de monitorar o que acontece com o idoso dentro de casa. Segundo o professor Hosney de Oliveira Santos, sensores de altura e de presença, além de câmeras, são espalhados pela casa para detectar os movimentos considerados fora do normal. “Os sensores percebem se o idoso sofre uma queda ou algum problema como infarto, aumento de pressão. Automaticamente o sistema envia uma notificação via mensagem de celular para um responsável”.

Marcio Guerra Amorim, representante da organização da 7º Olimpíada do Conhecimento, reforçou que o evento é o momento onde se verifica a eficácia do processo de aprendizagem e os alunos demonstram as competências e habilidades adquiridas no curso. “É também importante para a sociedade conhecer a tecnologia, as profissões e os processos dentro das indústrias e como está o mercado de trabalho. É uma grande oportunidade para os estudantes conhecerem o mercado e para ajudá-los a fazer a escolha da carreira”, destacou.

Fonte: Terra

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A empresa norte-americana Narrative Science quer substituir os jornalistas por robôs. A tecnologia desenvolvida conta com um software capaz de escrever textos, sem qualquer intervenção humana e com alguma rapidez. Conseguem, por exemplo, publicar um artigo sobre um jogo de futebol logo no final do “confronto”, reunindo dados básicos, como o resultado e o número de faltas e passes para escrever o texto.

“Transformamos informação em conteúdos editoriais. A nossa tecnologia produz novas histórias, títulos e mais, em grande escala e sem escrita ou edição humana”, refere a Narrative Science.

Os robôs-jornalistas já são usados pela empresa para veicular informação sobre de desporto e economia, entre eles, segundo o blogue da revista «Forbes» que analisa o desempenho de acções de grandes empresas.No entanto, não poderão de facto substituir um ser humano, já que o nicho destes robôs são textos com estrutura fixa e baseada em dados numéricos – apenas para textos básicos.

Fonte: Ciência Hoje

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No Brasil, no dia 15 de outubro é comemorado o dia dos professores. Estes profissionais são dedicados e fazem parte do crescimento e amadurecimento, principalmente das crianças e jovens. Porque eles fazem parte do aprendizado dentro e fora das salas de aula, sempre com algo novo e importante.

Para celebrar este dia, o Grupo Pimpão presenteia os professores que comprarem em uma das empresas do grupo, a Pimpão ou a Homelab, do dia 15 ao dia 19 de outubro, com o livro ‘Saberes Docentes e Autonomia dos Professores’.

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(Imagem: UCSF/Cyperplasm)

Robô biológico

A palavra robô suscita a lembrança de algo meio mecânico, meio eletrônico, mas essencialmente algo metálico, duro.

Não é o que pretende uma equipe formada por especialistas de pelo menos cinco universidades europeias.

O objetivo primário do grupo é construir o protótipo de um robô minúsculo que funcione como uma criatura viva – um robô que seja formado principalmente por células vivas “domadas” com técnicas da engenharia genética.

No longo prazo, porém, a ideia é que esses biorrobôs sejam usados para identificar doenças dentro do corpo humano.

Já batizado de Ciberplasma, o robô será fruto de uma combinação inusitada de microeletrônica com as mais recentes pesquisas em biomimética – tecnologia inspirada na natureza – e biologia sintética.

Biorrobô

A lampreia-do-mar foi o animal escolhido como inspiração para o bio-robô que está sendo projetado para entrar no corpo humano em busca de doenças. (Imagem: U.S. Fish and Wildlife Service)

O projeto do Ciberplasma inclui um sistema nervoso eletrônico, “olhos” e “nariz” derivados de células de mamíferos, e músculos artificiais que usam glicose como fonte de energia.

A intenção é projetar, construir e integrar ao robô componentes que respondam à luz e a compostos químicos, da mesma maneira que animais vivos – não sensores eletrônicos comuns, mas biossensores derivados de células vivas.

E os cientistas já escolheram o animal que servirá de base para a construção do robô: a lampreia, um animal marinho encontrado principalmente no Oceano Atlântico.

A lampreia do mar tem um sistema nervoso muito primitivo, que é mais fácil de imitar do que sistemas nervosos mais sofisticados.

E ela se movimenta nadando, o que os cientistas acreditam ser a melhor opção para um biorrobô que pretende entrar corpo humano adentro.

O projeto prevê um protótipo do Ciberplasma com menos de 1 centímetro de comprimento. Versões futuras, segundo os cientistas, poderão potencialmente ter menos do que um 1 milímetro de comprimento, ou mesmo serem construídos em escala nanométrica.

Vida artificial

Células musculares sintéticas – células vivas geneticamente modificadas e controladas eletricamente – vão gerar movimentos ondulatórios para a propulsão do robô através da água ou outros líquidos.

Os sensores sintéticos, derivados de células de levedura, serão responsáveis por coletar sinais a partir do meio ambiente.

Esses sinais serão processados por um “cérebro eletrônico – este sim, eletrônico mesmo, baseado em semicondutores comuns – que, por sua vez, irá gerar os sinais elétricos que controlarão as células musculares para que elas utilizem a glicose para obter energia.

Todos os componentes eletrônicos serão alimentados por uma célula a combustível microbiana, integrada ao corpo do robô.

“Estamos atualmente desenvolvendo e testando componentes individuais do Ciberplasma,” conta o professor Daniel Frankel, que se intitula um bioengenheiro. “Esperamos chegar à fase de montagem dentro de dois anos. Acreditamos que o Ciberplasma possa começar a ser usado em situações do mundo real dentro de cinco anos”.

Fonte: Inovação Tecnológica

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05 abr.

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Cientistas do MIT (Instituto de Tecnologias Massachusetts), desenvolveram um projeto para a criação de robôs personalizados, cujo o objetivo é ajudar as pessoas nas suas necessidades específicas.

Segundo a agência “France Press”, a ideia é dar ao cliente a possibilidade de escolher e de personalizar o seu próprio robô.

Uma espécie de inteligência artificial, que foi pensada com o intuito de melhorar a qualidade de vida das pessoas, indo de encontro às suas necessidades.

“Esta pesquisa prevê uma nova forma de pensar sobre o design e fabricação de robôs, e poderá ter um profundo impacto na sociedade”, diz a líder do projeto, a professora do MIT, Daniela Rus.

Dos dois projetos em estudo resultará a uma máquina anti-insetos, que ajudará a exploração das áreas contaminadas, assim como uma extensão de braço, facilitando o alcance de vários objetos. Mas o objetivo é continuar a desenvolver protótipos, de forma a que qualquer pessoa possa escolher as funções que necessita e tenha o seu robô pronto em poucas horas.

Esta plataforma robótica tem um financiamento da Fundação Nacional de Ciências (National Science Foundation), de cerca de 7 milhões e meio de euros, e é da responsabilidade de uma equipa que inclui pesquisadores do MIT, da Universidade da Pensilvania e da Universidade de Harvard.

A próxima etapa é reduzir nos custos da produção. «Este projeto visa reduzir drasticamente o tempo de desenvolvimento de uma variedade de robôs úteis, abrindo as portas para potenciais aplicações em manufatura, educação, saúde personalizado, e até mesmo socorro em situações de desastres naturais», diz Rob Wood, professor associado da Universidade de Harvard.

Fonte: TVI24.iol.pt

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De cirurgião a mecânico espacial

Concepção artística de um encontro entre um satélite-mecânico e um satélite pifado na beira da rodovia de informações que o espaço em volta da Terra se tornou. (Imagem: NASA)

Uma tecnologia desenvolvida para a realização de delicadas cirurgias abdominais está sendo testada para consertar satélites no espaço.

Quem afirma é um conjunto de especialistas em robótica médica da Universidade Johns Hopkins (EUA), que acabam de propor a ideia à NASA.

Na realidade, a agência espacial norte-americana já possui um programa institucionalizado para o desenvolvimento de tecnologias autônomas para a manutenção de naves no espaço, cujo exemplo mais recente foi a colocação em operação de um posto experimental para o abastecimento de naves e satélites no espaço.

Mas a ideia de Tian Xia e Jonathan Bohren é bem mais ambiciosa: usar robôs de alta precisão para fazer reparos precisos, mais precisos até do que aqueles realizados por astronautas em caminhadas espaciais.

De qualquer forma, enviar astronautas para consertar satélites de comunicação, que ficam em órbitas a 36.000 km de altitude, não é viável atualmente.

O serviço, contudo, poderia ser facilmente realizado por robôs espaciais, sejam autônomos, sejam operados remotamente por engenheiros em terra.

Cirurgia espacial

Para demonstrar a capacidade do novo conceito, os dois estudantes modificaram os controles de um robô cirurgião e os utilizaram para controlar um robô industrial no Centro de Voos Espaciais Goddard, na NASA, situado a 50 km de distância.

O console é do mesmo tipo usado em hospitais para fazer cirurgias robotizadas em pacientes cardíacos e para a remoção de tumores.

Segundo os dois engenheiros, o objetivo é adaptar a precisão dos robôs cirurgiões para permitir a realização de “cirurgias” nos delicados equipamentos eletrônicos dos satélites de comunicação.

Uma das tarefas essenciais para isso é retirar a “pele” dos satélites, aquelas folhas metalizadas que protegem os satélites das variações de temperatura e das radiações cósmicas de alta energia do espaço.

Por isso, esta foi a tarefa escolhida pelos engenheiros para realizar os primeiros testes, que usaram ferramentas de corte para fazer incisões precisas no material, puxando-o para o lado para expor as entranhas do satélite.

Os testes serviram para mostrar que o maior desafio é compensar o retardo que existe nas transmissões, causadas pelas longas distâncias envolvidas nesses consertos espaciais – no teste, o retardo foi induzido artificialmente.

A equipe agora vai trabalhar em uma forma de compensar esses retardos para ganhar ainda mais precisão nas operações.

Fonte: Inovação Tecnológica

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