No século XVI, os cientistas faziam observações astronômicas a olho nu ou com equipamentos pouco eficientes. No início do século seguinte, o cientista Hans Lippershey inventou a luneta, instrumento óptico que funcionava a partir da conjunção de uma lente côncava e outra convexa, cujo nome era refrator. Em 1606, Galileu Galilei construiu a primeira luneta de que se tem notícia, utilizando-a para observar o céu. Assim surgiu a luneta astronômica, equipamento que revolucionou a ciência.

A luneta também é conhecida como telescópio refrator, justamente por utilizar o princípio da refração da luz em seu funcionamento, tendo como finalidade a aproximação visual dos objetos distantes. Ela é constituída por duas lentes com campos visuais, ou seja, distâncias focais, diferentes. A primeira lente, é objetiva e fica na ponta da luneta, com uma distância focal de poucos metros. A segunda lente, aquela que fica próxima de nossos olhos quando utilizamos a luneta, é uma lente ocular, com distância focal de poucos centímetros. Quanto maior a distância focal, maior a aproximação dos objetos.

A primeira lente, a objetiva, capta a luz refratando-a para a outra lente, a ocular, trazendo para o olho humano a vista dessa luz refratada. Essa imagem comporta-se como objeto para a segunda lente, a ocular, que funciona como uma lupa, produzindo uma imagem virtual maior do que poderíamos ver a olho nu. Por isso que as imagens distantes aumentam quando utilizamos a luneta.

Em 1680, Isaac Newton criou o telescópio refletor, um melhoramento da simples luneta. Em vez da combinação de duas lentes, Newton inseriu um espelho côncavo e um espelho plano para captar a luz e refleti-la no foco de visão. O espelho côncavo, assim, reproduz a imagem de um objeto distante situado em seu foco. Essa imagem também se comporta como um objeto virtual aumentado, refletido então pelo espelho plano e captado pela lente ocular, que funciona como uma lupa.

Para ver o que o céu e as estrelas têm para nos ensinar, conheça o telescópio em forma de luneta da Homelab e o telescópios astronômico da Homelab. Afinal, para nós, o céu não é o limite de alcance da ciência.

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Qual o tamanho da Lua

Você sabe dizer exatamente qual o tamanho da Lua? Bom, ela possui 3.500 km de diâmetro. Mas por quais motivos a vemos de diferentes tamanhos dependendo de seu posicionamento no céu? Por causa da ilusão de ótica que a sua distância da Terra causa em nossos olhos.

Essa ideia de comparar o tamanho da Lua pode ser um experimento interessante para ser feito em sala de aula, com estudantes do Ensino Fundamental. Durante vários dias, o professor pode sugerir que os alunos meçam o tamanho da Lua cheia de acordo com a sua visão de casa, utilizando uma moeda de 1 real apontada para a Lua com o braço esticado em 90°. O experimento leva a perceber que a Lua, medida dessa forma, estando no horizonte ou no alto do céu, cobre totalmente a moeda de 1 real em relação à nossa visão.

Então por que motivo a Lua parece maior em certas noites? Na verdade, o tamanho que vemos a Lua aqui da Terra sofre influência de ilusões de ótica diferentes que discriminam o tamanho com que a apreendemos. A Lua é vista da Terra sob quase meio grau de ângulo, ou 29 minutos de arco. Existem duas explicações para o tamanho que percebemos uma Lua cheia, por exemplo.

A primeira, relaciona-se com a posição da Lua perto do horizonte, quando instintivamente a comparamos com prédios, árvores e montanhas que estão perto de nós. Esse posicionamento relativo aos grandes objetos terrestres causa uma ilusão de ótica que nos induz a ver a Lua maior do que realmente é no céu. Por isso, quando a Lua não está perto do horizonte, mas alta no céu, ela parece menor, porque perde como referência os objetos terrestres.

A segunda explicação diz respeito à refração atmosférica, que curva os raios de luz tangenciais à Lua, fazendo com que nossos olhos apreendam uma imagem ovalada e ligeiramente ampliada do satélite. Mas essa diferença de percepção é bem pequena. O que realmente define os diferentes tamanhos com que percebemos a Lua é o seu posicionamento no céu e a ilusão de ótica que outros objetos causam em relação ao seu tamanho.

A Homelab possui materiais e equipamentos ideais para deixar a sua aula sobre a Lua mais didática e interativa. Conheça o globo lunar, o telescópio astronômico e a luneta extensível que podem contribuir ainda mais para a sua aula.

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Quem se lembra das primeiras aulas de Geografia na escola e os movimentos de translação e rotação da Terra? Pois é, esses são conceitos muito utilizados nos estudos relacionados à chamada Geometria Solar, que busca entender como a luz do sol irradia em nosso planeta.

No movimento de translação, a Terra percorre uma trajetória elíptica em um plano inclinado. É justamente esse ângulo que define a posição dos trópicos e faz com que os hemisférios do planeta recebam quantidades diferentes de radiação solar ao longo do ano, caracterizando as estações do ano.

Tais conhecimentos são importantes para o desenvolvimento de diferentes áreas. Seja na Geografia, na Física, na Biologia, na Astronomia, na Agronomia ou na navegação, a compreensão do movimento do sol e da incidência da luz solar no nosso planeta é fundamental. Sua versatilidade é tamanha, que esses conhecimentos podem ser utilizados até mesmo por fotógrafos, para definir a melhor hora do dia para fazer a foto desejada.

Isso posto, vale ressaltar que, atualmente, talvez a área que mais utiliza e se beneficia dessa ciência, porém, é a Arquitetura. O entendimento do fenômeno físico da trajetória aparente do sol é essencial na concepção e realização de projetos com qualidade ambiental, que façam bom uso da iluminação natural e proporcionem conforto térmico ao ambiente.

Esse sistema proporciona que alunos, professores e profissionais simulem a incidência da luz para projetos localizados em qualquer posição geográfica do planeta. Isso permite uma visualização rápida e prática da luminosidade solar sobre elementos arquitetônicos, edificações e meios urbanos.

O Heliodon

Para realizar esses trabalhos e cálculos com precisão, os profissionais das áreas que citamos utilizam um equipamento chamado Heliodon. Esse é um instrumento utilizado para simular as variações da incidência da luz solar direta gerada pelo movimento aparente do sol. Assim, é possível ajustar o ângulo entre uma superfície plana e um feixe de luz, combinando o ângulo entre um plano horizontal, uma latitude específica e o feixe solar.

As vantagens dos estudos realizados com Heliodon em relação a outras ferramentas disponíveis, como cartas solares ou programas de computador, são a possibilidade de visualização imediata das áreas iluminadas e sombreadas, simulando diferentes horas do dia e épocas do ano, além da oportunidade de manipulação rápida do objeto em análise.

Como Funciona?

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Atualmente, existem diversos modelos de Heliodon, com diferentes tecnologias e possibilidades. Porém, o mais comum de se encontrar ainda são os modelos analógicos e manuais. Seu funcionamento ocorre de maneira relativamente simples. As posições do sol nas diferentes horas e estações são simuladas por meio do uso de lâmpadas distribuídas em arcos representativos das trajetórias aparentes do sol. No centro do equipamento, é posicionado o objeto foco dos estudos. Normalmente, usa-se uma maquete ou representação.

São basicamente quatro passos: escolher a latitude do local de simulação no transferidor do equipamento, inclinando-o até a latitude escolhida. Em seguida, posiciona-se uma lâmpada em um dos arcos do heliodon conforme a hora e a época do ano desejadas para a simulação. Depois, é necessário escolher a orientação geográfica do objeto em estudo, sempre adotando o norte como referência. Por fim, liga-se a lâmpada – que fará o papel de sol – e observa-se a incidência da luz e o sombreamento resultante.

Os resultados das simulações permitem diversas observações importantes para o desenvolvimento de análises e avaliações. Na Arquitetura, alunos, professores e profissionais podem visualizar, por exemplo, a incidência da luz solar através das aberturas dos ambientes e as sombras em edificações ou espaços urbanos.

Além disso, os resultados obtidos com o Heliodon proporcionam a avaliação do desempenho térmico e do aproveitamento da luz dos projetos, possibilitando otimizá-lo para melhor aproveitamento dos recursos naturais, seja impedindo a entrada excessiva de calor ou verificando o melhor ponto para a instalação de placas fotovoltaicas, por exemplo. Já para áreas como Astronomia e Geociências, os resultados obtidos com o Heliodon permitem visualizar referências importantes, como pontos cardeais, trópicos, solstícios, equinócios, duração do dia e pólos celestes.

Por sua facilidade de manuseio e compreensão dos conceitos envolvidos, o Heliodon é uma excelente ferramenta pedagógica para ser utilizada em sala de aula. Dos anos iniciais do ensino fundamental à graduação em áreas como Física e Arquitetura, esse equipamento é ideal para a compreensão dos fenômenos relacionados à Geometria Solar.

Como não podia ser diferente, no site da Homelab você encontra o Heliodon à sua disposição. Acesse o nosso site e conheça também nossa completa linha de produtos científicos ideais para o seu laboratório ou instituição de ensino. Confira também nossos materiais complementares, com dicas de experimentos e outros conteúdos interessantes para você.

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Aulas práticas de ciências são um recurso pedagógico importante, que trazem muitos benefícios aos estudantes e ajudam a tornar o ensino mais dinâmico, atraente e completo. Por meio desse tipo de aula, os alunos podem verificar a aplicabilidade do que foi estudado em sala de aula, sendo o complemento ideal ao aprendizado teórico. Além disso, aulas experimentais em laboratório ajudam a engajar os estudantes, estimulando os estudos.

Infelizmente, no Brasil, devido aos problemas enfrentados por boa parte das instituições de ensino, os laboratórios de ciência são um espaço raro de ser encontrado. Segundo o último Censo Escolar do INEP, nem um quarto das escolas do país contam com um ambiente dedicado ao ensino e aprendizagem práticos de ciências. E isso é uma pena.

Além dos benefícios aos estudantes, aulas práticas em laboratório auxiliam o educador a avaliar o domínio dos alunos em relação ao conteúdos, verificando a familiaridade com termos, equipamentos e teorias. Isso permite ao professor identificar os pontos fortes e pontos que necessitam de reforço em sala de aula, criando um aprendizado integral e completo.

Para a realização dessas aulas, é essencial que os alunos tenham o embasamento necessário para compreender a ciência e seu linguajar. A partir daí, as práticas em laboratório podem ser introduzidas aos poucos. Esse processo vai ajudar a gerar um maior interesse por parte do estudante, motivando-o e ajudando a desenvolver importantes capacidades investigativas e senso crítico mais apurado.

Caso a sua escola ainda não conte com um laboratório e deseje usufruir de todos esses benefícios que citamos, hoje vamos trazer alguns pontos essenciais na hora de montar um laboratório na sua instituição de ensino. Antes de tudo, vale ressaltar que existem normas e regulamentações estipuladas pelo Ministério do Trabalho e Emprego e também pela ABNT. Essas normas buscam uma padronização das instalações, garantindo que as aulas sejam ministradas corretamente e com total segurança.

Espaço

Para muitas escolas, a maior dificuldade para a implantação de um laboratório está associada ao aspecto financeiro, uma vez que nem sempre é considerado prioridade para as instituições e seus gestores. Sendo assim, é fundamental que, do projeto ao espaço para a montagem de um laboratório de ciências, tudo esteja em concordância com a segurança.

Para isso, é primordial a atuação de um profissional da área de engenharia e arquitetura, ajudando na avaliação de aspectos como infraestrutura, design e todos os aspectos técnicos, como instalações elétricas, hidráulicas e mobiliário.

Segundo a NR-8, do MTE, um modelo de laboratório de ciências deve contar com uma área total equivalente a 53m2 e comportar 25 alunos. A norma ainda estipula aspectos do projeto como bancadas, portas, janelas e armários.

Pisos, Paredes e Janelas

Pisos, paredes e janelas são outro ponto que merece atenção no laboratório de ciências da sua escola. Esses itens devem ser analisados pelas seguintes características: facilidade de manuseio e limpeza, durabilidade e resistência.

O piso deve ser sempre antiderrapante e sem desníveis. As portas devem ser abertas por fora e localizadas longe de escadas, enquanto que, por sua vez, as janelas devem ser posicionadas para melhor aproveitamento da iluminação e ventilação naturais.

Gás, Água e Luz

Para que as instalações proporcionem segurança a todos os frequentadores do laboratório, a ABNT define normas para padronização e posicionamento das estruturas de gás, água e eletricidade. Os alunos não podem ter livre a acesso a esses itens e cada instalação deve seguir as regulamentações quanto ao material utilizado e as cores de cada tubulação, facilitando o controle por parte dos profissionais da escola.

Móveis, Armários e Bancadas

A NR-8 também estipula alguns pressupostos a serem levados em consideração na escolha e instalação do mobiliário do laboratório. As características fundamentais e que vão fazer toda a diferença são resistência, firmeza e facilidade de limpeza. A norma do MTE também preconiza as características ideais de bancadas, armários e prateleiras.

Materiais, Instrumentos e Equipamentos

Montado o espaço, é hora de equipá-lo. Os materiais essenciais e mais usados em laboratórios de ciências compreendem as vidrarias, os microscópios, os instrumentos de porcelana e metal, os equipamentos elétricos, entre outros.

A Homelab fornece uma completa linha de produtos e acessórios científicos com os principais itens para o laboratório de ciências da sua escola. O Conjunto Básico para Laboratório e o Conjunto para Múltiplas Ciências, por exemplo, trazem os itens mais importantes para os estudos e experimentos em Química, Física e Biologia. Em nossa exclusiva Linha Homelab, você encontrará diversos outros kits e conjuntos para áreas específicas, com equipamentos e acessórios essenciais para um ensino ainda mais completo. Confira!

Segurança

É fundamental que o aluno perceba que o laboratório se trata de um lugar de estudo, que exige um comportamento diferente e que não permite brincadeiras. Para a segurança de todos os presentes no laboratório, o MTE criou a NR-26. Dentre elas, está o uso de equipamentos de proteção coletiva e individual (EPC e EPI) durante os experimentos, especialmente aqueles que envolvam substâncias tóxicas.

Os benefícios que a prática laboratorial pode trazer ao processo de ensino-aprendizagem é inegável. O investimento nas estruturas necessários para proporcionar essa dinâmica certamente trará benefícios aos estudantes e também ao professor, uma vez que, além das vantagens que citamos, o laboratório é um espaço que proporciona a interdisciplinaridade e estimula a interação entre alunos, colegas e professores.

A Homelab acredita no poder transformador da educação e das ciências. Por isso, fornecemos soluções completas para auxiliar na prática dessas disciplinas. Acesse o nosso site, conheça tudo o que temos a oferecer e faça um orçamento!

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Prepare-se desde já para a Semana Mundial do Espaço que acontecerá em outubro deste ano.

O que é a Semana Mundial do Espaço?

A Semana Mundial do Espaço é uma celebração internacional da contribuição da ciência e tecnologia espacial para o melhoramento da condição humana. Foi oficialmente declarada pelas Nações Unidas como sendo, anualmente, a semana de 4 a 10 de Outubro. Durante a Semana Mundial do Espaço, ocorrem em todo o mundo vários eventos e programas educacionais relacionados com o espaço.

A sincronização de eventos atrai a cobertura pelos meios de informação, que contribui para a educação do público em relação à exploração do espaço.
As datas que delimitam a Semana Mundial do Espaço comemoram acontecimentos marcantes da era espacial: no dia 4 de Outubro de 1957 foi lançado o Sputnik I, o primeiro satélite terrestre construído pelo homem. O Tratado de Exploração Pacífica do Espaço Exterior foi assinado pelos estados membros da ONU no 10 de Outubro de 1967.

Onde e como é celebrada a Semana Mundial do Espaço?

A Semana Mundial do Espaço é aberta à participação de todos. Ela é comemorada por agências governamentais, companhias, organizações sem fins lucrativos, professores e indivíduos. Estes organizam eventos públicos, atividades escolares, ações de divulgação e páginas da Internet. Para obter informações sobre o que se passa no seu país, acesse ao sítio www.spaceweek.org. A Semana Mundial do Espaço é coordenada globalmente pela ONU com o apoio da Associação Internacional da Semana do Espaço (Spaceweek International Association). Em vários locais em todo o mundo, existem coordenadores nacionais. É possível consultar a lista de localidades e coordenadores, também no site www.spaceweek.org.

Como as Escolas podem participar?

A Semana Mundial do Espaço é a ocasião ideal para os professores recorrerem ao espaço como meio de estimular os estudantes para a matemática, ciência e outros assuntos. Para ajudar os professores nesta tarefa existe disponível, gratuitamente, no seguinte endereço www.spaceweek.org um Guia de Atividades para Professores (Teacher Activity Guide). Para encorajar a participação, a Associação Internacional da Semana do Espaço atribui prêmios a professores e estudantes, sendo que os vencedores premiados recebem seus prêmios em uma cerimônia global.

O que cada um pode fazer?

Todos são convidados a:

  • Organizar um evento durante a Semana Mundial do Espaço;
  • Ajudar a coordenar a Semana Mundial do Espaço no seu país, região ou cidade. Os coordenadores convidam organizações a realizar eventos e relatam o que está planejado;
  • Solicitar aos professores para usar, durante a Semana Mundial do Espaço, o espaço como forma de estimular as crianças para a aprendizagem.

Por favor entre no site www.worldspaceweek.org e complete o formulário “Eu Quero Ajudar” (“I Want to Help”), ou contate o seu coordenador nacional.

FONTE: http://www.worldspaceweek.org/about/introduction-portuguese/

 

astronomia é uma das ciências mais antigas que existem no mundo. Desde muito tempo, o homem tem o hábito de contemplar os astros, e é através da observação do céu que é possível compreender inúmeros fenômenos que acontecem muito além da órbita da Terra.

Para quem é fascinado pelo espaço, é importante guardar bem no calendário os principais eventos astronômicos que acontecem em 2015. Confira os próximos eventos astronômicos que serão visíveis em nosso território nacional:

 

#1. Eclipse lunar total e Lua de Sangue.

No dia 4 de abril, a lua vai ficar bem próxima da linha do horizonte. O eclipse  pode ser visto em alguns lugares do Brasil, e aparece mais nos estados que ficam mais à oeste do território nacional, como o Acre e o oeste do Amazonas.

LUA DE SANGUE

 

#2. Chuva de meteoros Eta Aquarídeas.

Uma chuva de meteoros acima da média vai acontecer durante os dias 5 e 6 de maio. Alguns detritos do cometa Halley que cruza a Terra todo ano também devem aparecer, e a maioria desses meteoros poderá ser vista em todo o hemisfério sul.

chuva de meteoros

 

#3. Vênus atinge máxima elongação oriental.

Ao entardecer do dia 5 de junho, acontece a máxima elongação do ano em Vênus. O planeta chega ao ponto alto do seu crepúsculo e terá excelentes condições de visibilidade após o pôr do sol.

 

#4. – Conjunção entre Vênus e Júpiter.

No primeiro dia de julho esses dois planetas ficarão tão próximos e brilhantes, que a distância entre eles no céu será menos do que o tamanho de uma Lua Cheia. Para visualizar o fenômeno é só olhar para o oeste depois das 18h.

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#5. Superlua.

No dia 29 de agosto acontece a primeira superlua visível do ano. Esse fenômeno é chamado de Perigeu, e ocorre quando a Lua Cheia fica na menor distância da Terra e totalmente iluminada pelo Sol.

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#6. – Superlua e eclipse lunar total.

Esse evento astronômico será visível em todo o Brasil, e acontece no dia 28 de setembro. A Lua estará na posição mais próxima da Terra, e próximo das 22h o satélite começa a escurecer e ganhar tons avermelhados, como a conhecida Lua de Sangue.

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#7. Cometa C/2013 US10 Catalina.

O brilho do cometa Catalina deve atingir o seu máximo no dia 1 de outubro. A previsão é que o cometa seja visto a olho nu nos céus do Hemisfério Sul.

 

#8. Superlua.

A terceira e última Superlua do ano poderá ser vista no dia 27 de outubro. A fase cheia acontece 23 horas antes do perigeu.

 

#9. Chuva de meteoros Geminídeas.

Durante os dias 13 e 14 de dezembro, acontece uma das maiores chuvas de meteoros visíveis. Os resíduos de meteoros causados pelo objeto 3200 Faetonte cruzam a Terra todos os anos, e neste ano a Lua favorece a observação, já que apresentará 12% de iluminação.

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  #10. Última Lua Cheia.

No dia 25 de dezembro teremos a última Lua Cheia do ano brilhando no céu.

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Marcos Palhares, Hermério Almeida Júnior, Lucas Freitas, Paolo Belluta (funcionário da Nasa que comanda o Curiosity), Ana Catarina Vitorino e Monique Pessanha na convenção da Mars Society (Foto: Arquivo pessoal)

Três estudantes brasileiros do ensino médio e um universitário acompanharam direto de Pasadena, na Califórnia, o momento em que o robô Curiosity aterrissou em Marte, na segunda-feira (6).

Os quatro viajaram para os EUA na quarta-feira passada (1º) a convite do presidente da Mars Society, Robert Zubrin, e retornaram nesta terça-feira (7). Na hora da chegada do robô, eles participavam da 15ª reunião anual da sociedade, no Centro de Convenções Pasadena, na qual apresentaram a experiência de terem passado uma semana, em janeiro, no deserto de Utah para simular a atmosfera marciana.

“Essa foi uma das melhores experiências da minha vida. Foi muito bom conhecer pessoas importantes do ramo da astronomia, acompanhar um acontecimento histórico como o pouso do Curiosity e representar o nosso país”, disse Monique Pessanha, de 16 anos, estudante do Instituto Federal Fluminense (IFF) em Campos dos Goytacazes (RJ) e, assim como os demais, integrante do Clube de Astronomia Louis Cruls, na cidade.

O colega Hermério Almeida Júnior, de 17, também do IFF, acrescenta: “Espero que o interesse do Brasil pela astronomia avance, assim como a exploração de Marte com a sonda Curiosity”.

Na opinião da mais jovem da turma, Ana Catarina Vitorino, de 15 anos, a chegada do jipe-robô ao planeta vermelho é um dos maiores marcos da ciência espacial, e ser convidada para acompanhar esse momento foi algo inesperado e, ao mesmo tempo, inesquecível.

“Fomos recebidos pela elite da astronomia e da astronáutica como se já fôssemos cientistas experientes. Foi um privilégio que muitos estudantes brasileiros mereciam ter, mas infelizmente nem todos conseguem”, afirmou a jovem, que estuda no campus de Cabo Frio da IFF e venceu um concurso da Nasa, aberto a todos os países, sobre Saturno.

Com eles, viajou o universitário Lucas Freitas, de 18 anos, que considerou uma honra poder ver de perto, durante três dias, o trabalho dos maiores especialistas da exploração espacial.

“Fico feliz por representar minha nação e minha instituição de ensino. Espero em breve participar novamente dessa convenção e de outras, quem sabe como um profissional da área”, ressaltou o estudante, que cursa engenharia de controle e automação na IFF.

Os quatro jovens foram acompanhados do empresário Marcos Palhares, sócio da Agência Marcos Pontes, o astronauta brasileiro. A viagem foi bancada pela IFF e por empresas privadas que apoiaram a iniciativa.

Convite enviado ao grupo pelo presidente da Mars Society, Robert Zubrin, em Julho (Foto: Arquivo pessoal)

Visita ao JPL
Na quinta-feira passada (2), o grupo conheceu o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês) da agência espacial americana (Nasa). No local, atua o time que coordenou o pouso e é responsável por todos os detalhes do projeto do Curiosity.

Os brasileiros foram recebidos oficialmente pelos pesquisadores da missão da sonda Cassini, que estuda Saturno, seus anéis e satélites. Os jovens visitaram a sala de controle do JPL, onde, no momento do pouso do Curiosity, apenas os funcionários envolvidos puderam estar presentes.

Em frente ao Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (Foto: Arquivo pessoal)

Simulação de Marte
Em janeiro, o grupo foi o primeiro do Brasil a conhecer a Estação de Pesquisa do Deserto de Marte (MDRS, na sigla em inglês), em Utah, nos EUA, onde passou uma semana para fazer uma simulação de astronautas vivendo no planeta vermelho.

“A missão que eu e meu grupo realizamos na base de pesquisas da MDRS só nos deu mais motivação para divulgar a astronomia”, disse o estudante Hermério Almeida Júnior.

Segundo o físico Marcelo de Oliveira Souza, que coordena o clube de astronomia em Campos, já foram enviadas 118 expedições de países ao local, e a brasileira foi a 111ª.

“O treinamento inclui comida especial e isolamento. Até a comunicação não é imediata, é preciso esperar pelo menos meia hora”, afirmou Souza.

Simulação de Marte

Em janeiro, o grupo foi o primeiro do Brasil a conhecer a Estação de Pesquisa do Deserto de Marte (MDRS, na sigla em inglês), em Utah, nos EUA, onde passou uma semana para fazer uma simulação de astronautas vivendo no planeta vermelho.

Em janeiro, time passou por simulação da atmosfera de Marte durante uma semana (Foto: Arquivo pessoal)

“A missão que eu e meu grupo realizamos na base de pesquisas da MDRS só nos deu mais motivação para divulgar a astronomia”, disse o estudante Hermério Almeida Júnior.

Segundo o físico Marcelo de Oliveira Souza, que coordena o clube de astronomia em Campos, já foram enviadas 118 expedições de países ao local, e a brasileira foi a 111ª.

“O treinamento inclui comida especial e isolamento. Até a comunicação não é imediata, é preciso esperar pelo menos meia hora”, afirmou Souza.

  E a ligação de Marte com Campos parece ser ainda maior. Segundo o físico, o planeta vermelho tem uma cratera chamada Campos.

“O nome foi dado em 1976, e agora a gente descobriu que, em Marte, ela está na mesma latitude da nossa cidade aqui na Terra”, explicou Souza, que coordena no Brasil o programa internacional Astrônomos Sem Fronteiras e promove há cinco anos em Campos, sempre em abril – mês mundial da astronomia –, o Encontro Internacional de Astronomia na cidade fluminense.

Foi nesse evento, entre 19 e 21 de abril, que o presidente da Mars Society, Robert Zubrin, conheceu os garotos e teve a ideia do convite. Desde 2007, o projeto já reuniu dois astronautas da Apollo 11, cosmonautas e representantes de 20 países.

Fonte: G1

Descoberta ajuda a entender a origem e a evolução da nossa galáxia

Observação é difícil porque plano galáctico está obscurecido por nuvens de poeira e gás

A nossa galáxia é chamada de Via Láctea devido a sua aparência, que lembrava aos gregos antigos um caminho esbranquiçado como o leite. No entanto, essa é a visão que temos da nossa própria galáxia vendo-a por dentro, e pode não representar a verdadeira tonalidade dela.

Para dificultar ainda mais a observação, a poeira espacial concentrada no plano galáctico interfere nos observatórios instalados na Terra e, por causa disso, conseguimos ver apenas 2 mil anos luz dos mais de 100 mil anos luz de extensão da nossa galáxia.

Pensando em como solucionar este problema, pesquisadores decidiram olhar para as cores de outras galáxias para descobrir o tom da nossa. O raciocínio parte da premissa de que galáxias cujas propriedades se aproximam da Via Láctea podem nos dizer qual a cor dela.

Os cientistas, então, reuniram informações de milhões de galáxias similares a nossa em termos de quantidade de estrelas e taxa em que elas estão nascendo – ambas relacionadas com a cor de uma galáxia – e chegaram a seguinte conclusão: a Via Láctea é branca como a neve.

 “Trata-se do branco da neve da primavera logo depois do amanhecer ou antes do entardecer”, disse o co-autor do estudo Jeffrey Newma, durante o último congresso da Sociedade Astronômica Americana, realizado em Austin, nos Estados Unidos, de 8 a 12 de janeiro.

Além de mostrar que a Via Láctea tem um nome muito apropriado, o estudo serviu para trazer mais informações sobre a idade e a origem dela, uma vez que a cor das galáxias é um dos parâmetros mais importantes para indicar a idade das estrelas.

Segundo Newman, o fato da Via Láctea ser branca sugere que ela tem várias estrelas em fase de decadência. “Daqui a alguns bilhões de anos, a nossa galáxia será um lugar muito chato, cheia de estrelas de meia-idade consumindo seus últimos restos de combustível e morrendo sem que novas tomem o seu lugar”, disse.

O pesquisador e seus colegas divulgaram o estudo, na semana passada, na reunião anual da Sociedade Astronômica Americana.

Fontes: Mns / Space

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