Você sabia que o cérebro humano tem a consistência de um tablete de manteiga, sendo que, como o laticínio, 60% dele é composto por gordura? Ele pesa em média 1,36kg, comportando cerca de 100 bilhões de células nervosas. Nosso cérebro é mais poderoso do que qualquer computador já inventado, com um processamento de dados de 3 mil GHz. Cada impulso nervoso viaja pelo processador desse computador orgânico a uma velocidade superior a 400km/h, assim como, quando tocamos algo, enviamos uma mensagem para o cérebro numa velocidade de 200km/h.

Outra curiosidade interessante sobre o cérebro humano é que ele fica mais ativo justamente quando dormimos. Na fase REM (sigla para Rapid Eye Moviment) do sono, áreas do cérebro são desativadas, fazendo com que o corpo fique paralisado, por isso não caímos da cama. Quando uma pessoa está acordada, seu cérebro gera mais ou menos 25 watts de energia, o suficiente para acender uma lâmpada.

Se o cérebro ficar sem oxigenação por um período entre 5 e 10 minutos, os danos causados são irreversíveis. Não é possível reparar completamente algum dano feito a uma célula nervosa. Cada neurônio estabelece de 1 mil a 10 mil conexões com outros neurônios e, fazendo as contas, nosso cérebro chega a fazer 10 trilhões de conexões em toda a sua área. O órgão possui cerca de 25 mil centímetros quadrados. Cada vez que uma memória é criada, novas conexões entre os neurônios são feitas.

Para ensinar essas e outras curiosidades sobre o cérebro humano, utilize em sala de aula o cérebro com artérias em 9 partes da Homelab e deixe sua aula muito mais didática!

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Assim como diversas outras partes do corpo humano, o cérebro é complexo, o que o torna uma grande fonte de dúvidas. Por isso materiais como modelos em 3D acabam se tornando ferramentas essenciais, as quais podem mudar tudo quando o assunto é o aprendizado e a criação de uma verdadeira memória de longo prazo sobre o tema.

Um modelo em 3D muito interessante é a Cabeça em 10 Partes com Cérebro, que apresenta uma anatomia completa e interessante aos olhos do estudantes.

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Para promover uma outra visão, em outro ângulo, que também aborde mais da anatomia da cabeça, a Cabeça em Corte Mediano é a melhor escolha. Usar os dois materiais juntos seria o ideal, afinal, promove a oportunidade de trabalhar com todas as áreas do cérebro de maneiras diferentes e muito mais completa.

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Já o Crânio com Coluna Cervical permite abordar uma outra questão do cérebro, a sua ligação com a coluna em si, isso pois o material conta com sete vértebras cervicais, disco invertebrado, nervos cervicais, mandíbula articulada com três elementos removíveis, medula espinhal, cavidade orbital, cavidade nasal, articulação vertebral e o próprio cérebro.

A visualização e interação que os modelos em 3D possibilitam, transforma a didática, a aula e principalmente, marcar a memória dos alunos. Isso porque foge do padrão e cria uma situação muito mais dinâmica e propícia ao aprendizado.

A Homelab não trabalha apenas com os modelos em 3D, ela oferece materiais para áreas como Ciências, Química, Biologia, Matemática, Geografia e História, focando sempre em diminuir a dificuldade de aprendizado dos estudantes, proporcionar um ensino cada dia melhor e mais completo graças aos materiais que garantam à instituição de ensino a oportunidade de gerar uma educação de alta qualidade.

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(Imagem: Divulgação)

Educadores devem considerar que o cérebro humano funciona de maneira única em cada estudante; aproximar pedagogia e neurociência pode significar melhoria da qualidade de ensino

Não basta entender como se aprende, é preciso descobrir a melhor forma de ensinar. Há décadas, a psicologia, amparada pela neurocência, difunde que quando um aluno que se sente afetivamente protegido é desafiado a aprender, ocorrem mudanças físicas e químicas em seu cérebro, o que facilita o acolhimento e a reconstrução de informações.

A pedagogia neurocientífica, como denominam alguns pesquisadores, pode ser compreendida como o estudo da estrutura, do desenvolvimento, da evolução e do funcionamento do sistema nervoso com enfoque plural: biológico, neurológico, psicológico, matemático, físico e filosófico. Nessa equação complexa, processos químicos e interações ambientais se aproximam e se complementam, propiciando aquisição de informações, resolução de problemas e mudanças de comportamento. Na prática, a aproximação entre as neurociências e a pedagogia pode reverter em melhoria da qualidade de ensino para milhares de estudantes.

Os benefícios são bem-vindos – e necessários. Afinal, a realidade é preocupante. Levantamento do Ministério da Educação revela que 20% dos brasileiros entre 15 e 19 anos são analfabetos, o que representa 12% da população brasileira. Segundo relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o Brasil tem o sétimo maior contingente de analfabetos do planeta. Mais que mapear o cérebro, desvendar meandros de seu funcionamento, compreender fluxos e refluxos de neurotransmissores, acompanhar dinâmicas complexas e transformar passos da resolução de um problema em modelos matemáticos, observar e diagnosticar, pesquisadores de diferentes segmentos estão interessados nas implicações sociais da aquisição de conhecimentos que possibilitem a inclusão de milhares de crianças, adolescentes e adultos – e não apenas no que diz respeito à quantidade de pessoas com acesso à escola, mas também levando em conta a qualidade da educação

oferecida.

O cérebro humano, porém, não possui nenhum módulo automático que permita o domínio de práticas como a leitura, a escrita ou o cálculo. O aprendizado é sempre um processo único, que envolve afeto. Por isso, conhecer a história do aluno e tratá-lo como sujeito único pode mudar o rumo de sua vida. É fundamental valorizar suas experiências.

A professora de história da escrita do Museu Metropolitano de Nova York e ex-professora do Instituto de Psicologia da USP Elvira Souza Lima costuma contar aos profissionais que assessora uma experiência que viveu com índios na Amazônia. Como na maior parte das escolas que visita, os professores de lá se queixavam da “falta de memória” das crianças, até para fixar conceitos considerados simples, como cores. Ela, então, perguntou a um aluno de que cor era a árvore. “Depende”, respondeu ele. Depende da parte da árvore, do tipo, da hora do dia e de como a luz incide sobre ela. Parece banal, mas é fundamental que o professor compreenda como o cérebro da criança funciona para ajudá-la a aprender. Caso contrário, o professor vai teimar que a árvore é verde e o aluno apenas vai decorar a resposta, sem que isso faça sentido para ele.

É muito importante que o professor saiba que o cérebro humano se organiza em torno da formação de significados. Um campo de significação é uma rede de informações e experiências relacionadas entre si que constituem sentidos para o indivíduo e possibilitam a formação de outros significados. A aprendizagem formal ocorre se houver, no procedimento pedagógico, previsão de trazer o novo relacionado a um conhecimento prévio do indivíduo, o que facilita construções e desdobramentos de sentidos.

Fonte: Viver Mente

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Royal Society discute as possibilidades e limitações do uso de análises cerebrais nas aplicações da lei. Em relatório recém-lançado pela entidade britânica, especialistas recomendam encontros periódicos entre profissionais do direito e neurocientistas.

(Montagem: Carla Almeida)

Em relatório da Royal Society, especialistas discutem o uso responsável da neurociência nos processos jurídicos. Técnicas baseadas em análises cerebrais, cada vez mais comuns, devem ser usadas apenas para auxiliar decisões.

Mapeamento cerebral e análises genéticas têm sido usados com cada vez mais frequência em tribunais de todo o mundo. Mas é preciso cautela na hora de se tomar decisões legais com base em evidências obtidas por meio dessas técnicas, alerta a Royal Society, a academia de ciência do Reino Unido.

A entidade lançou na semana passada o relatório ‘Neurociência e a lei’, no qual registra justamente o abuso jurídico na aplicação de procedimentos desenvolvidos especialmente nesse campo. “É irresponsável usar tais métodos como evidências conclusivas”, defende o psicólogo experimental Nicholas Mackintosh, da Universidade de Cambridge e líder do grupo de autores do relatório, composto por especialistas em neurociência, direito, psicologia e ética.

“Na verdade, nenhum método científico oferece 100% de certeza. A ciência serve para dar probabilidades e por isso funciona como auxiliar em questões legais, junto a outras evidências.”

“A ciência serve para dar probabilidades e por isso funciona como auxiliar em questões legais, junto a outras evidências”.

O documento aponta as limitações por trás de algumas das técnicas mais utilizadas hoje envolvendo o cérebro. Os detectores de mentira, por exemplo, que supostamente indicam quando um indivíduo está mentindo, podem ser ‘enganados’ pelos acusados e, portanto, não deveriam ser utilizados como evidência principal para uma condenação.

O uso de exames neurológicos para classificar casos de dor, que permitiria checar a veracidade de pedidos de indenizações por acidentes ou aposentadoria por problemas de saúde, também apresenta problemas, segundo o relatório.

Esses exames detectam se há atividade nas áreas do cérebro que processam estímulos dolorosos, mas ainda não é capaz de definir a intensidade dessa dor, já que não leva em conta variáveis importantes como o estado de espírito do indivíduo ou mesmo seu foco de atenção. “Mas é bem provável que em alguns anos a técnica se torne suficientemente eficiente a ponto de ser usada em decisões legais”, afirma Mackintosh.

Outra questão preocupante apontada pelo pesquisador diz respeito ao uso indevido por criminosos de evidências genéticas e neurológicas como atenuante para seus crimes – “meus genes me fizeram fazer isso”. Mackintosh contesta: “Na verdade, ninguém é obrigado a cometer um crime. Mesmo no caso de pessoas classificadas como sociopatas, há uma probabilidade um pouco maior, mas nada além disso.”

De mãos dadas

O relatório também aborda as possibilidades abertas pelos avanços da neurociência e da genética no contexto jurídico. Os autores são especialmente otimistas em relação ao uso de análises científicas para auxiliar decisões sobre liberdade condicional.

Nesse caso, exames cerebrais poderiam ajudar a avaliar as chances de uma pessoa condenada voltar a cometer crimes. Por exemplo, se o cérebro de uma pessoa tem características relacionadas ao comportamento sociopata e se, além disso, ela sofreu abusos na infância, a chance de reincidência é estatisticamente maior e, segundo os especialistas, isso deveria ser levado em consideração na hora de se decidir sobre os riscos que, solta, ela representa para a sociedade.

Ressonância magnética cerebral

Ressonância magnética cerebral. Especialistas veem com otimismo a possibilidade de se usar exames cerebrais para avaliar as chances de uma pessoa condenada voltar a cometer crimes. (Imagem: max brown/ sxc.hu)

Para superar as limitações e mais bem explorar as possibilidades oferecidas pela ciência no campo legal, o relatório recomenda encontros periódicos entre profissionais do direito e neurocientistas que permitam que os primeiros se mantenham atualizados em relação aos avanços dos estudos do cérebro.

Os especialistas também apoiam a introdução de conhecimentos da neurociência nos cursos de direito, nos moldes do que já ocorre em certas universidades dos Estados Unidos, e observam que entre os anos de 2005 e 2009 o uso de evidências genéticas ou neurológicas em tribunais naquele país mais do que duplicou, especialmente nos casos de assassinato.

“A neurociência tem como objetivo entender comportamentos, enquanto o direito serve para regular comportamentos; nada mais natural que essas duas áreas trabalharem em conjunto”, concluiu Nicholas Mackintosh.

‘Neurociência e a lei’ é o quarto relatório da série ‘Ondas cerebrais’, que analisa recentes avanços na área da neurociência e suas aplicações na sociedade.

Fonte: Ciência Hoje

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