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Já falamos bastante aqui no blog sobre a importância dos estudos práticos em disciplinas como Química, Física e Biologia. Hoje, porém, vamos falar de uma outra ciência que nem sempre relacionamos com aulas em laboratório: a Geografia.

Todas as disciplinas possuem conteúdos específicos que são trabalhados de forma teórica, e outros em que é possível sua aplicação prática e também no nosso cotidiano. Essa tentativa de aplicar conteúdos direcionados à prática é uma importante ferramenta para o processo de ensino-aprendizagem, uma vez que permite ao aluno materializar o que foi visto em sala de aula. E na Geografia não é diferente.

Essa é uma ciência fundamental para a compreensão de questões de ordem sócio-econômica-ambiental, permitindo o entendimento do mundo e da realidade social. Ela se ocupa dos estudos da transformação do espaço e das mudanças que ocorrem no contexto mundial. Seu principal papel é contribuir para a formação de cidadão críticos, participativos, que possam atuar ativamente na sociedade.

Mudança de Paradigma

Infelizmente, ao passar dos anos, a Geografia se tornou uma disciplina meramente teórica, com aulas maçantes e muitas vezes consideradas chatas pelos alunos. Ainda dominante nas escolas de todo o país, o ensino dessa ciência segue os modelos da chamada Geografia Tradicional, em que se foca na memorização de informações, o que acaba resultando em um afastamento do aluno.

Em tempos de discussões sobre a modernização das metodologias de ensino para a realidade do século XXI, a Geografia é uma das disciplinas que merece atenção. O fato de muitos estudantes ainda considerarem essa disciplina como desinteressante e de verem-na como típico “decoreba” é reflexo de um modelo de ensino que exige memória para gravar o nome de rios, regiões, países etc. Essa simples reprodução de conceitos acaba por não despertar o interesse do aluno, que não vê nenhuma relação com sua realidade.

Nesse contexto, é necessário mudar o ensino da Geografia e torná-lo mais interessante, envolvendo a realidade do aluno ao longo desse processo e criando dinâmicas em que o livro didático seja apenas um coadjuvante no aprendizado. Para isso, é fundamental que o professor saiba como despertar o estudante para o aprendizado e para refletir, de modo que ele aprenda a elaborar seu próprio conhecimento e seja co-autor em seu próprio aprendizado. E é nesse cenário que se encaixam as aulas práticas em Geografia.

Importância das Aulas Práticas

Assim como no estudo de ciências como Física, Biologia e Química, as atividades em laboratório são uma excelente ferramenta pedagógica para o ensino da Geografia, funcionando como complemento ideal aos conceitos teóricos estudados em sala de aula. Por meio das aulas práticas, o professor consegue transferir para o aluno a capacidade de produção de conhecimento, demonstrando a aplicabilidade dos conteúdos já ministrados e, consequentemente, aproximando-os da realidade do estudante.

As atividades desenvolvidas em laboratório também desempenham importante papel na geração de um maior engajamento por parte dos alunos, estimulando-os aos estudos. Além disso, através desse tipo de aula, o professor consegue avaliar o domínio da turma em relação aos conteúdos estudados, o que possibilita a identificação de pontos fortes e fracos e a correção de rumos.

Possibilidades da Geografia

Devido à vastidão de temas tratados, Geografia é uma disciplina que permite o desenvolvimento de diversas atividades práticas. Da erosão do solo aos tipos de rocha, passando pelo Sistema Solar e a divisão dos países, são inúmeros os experimentos que podem ser desenvolvidos para um ensino mais dinâmico e estimulante.

Além disso, a Geografia é uma ciência de grande valor interdisciplinar, que não deve ser estudada de forma isolada. Sendo assim, as aulas práticas são uma excelente maneira de aproveitar esse potencial. Afinal, são amplas as áreas de conhecimento englobadas pela Geografia e que podem proporcionar atividades em conjunto com outras disciplinas. Ao estudar a atmosfera, por exemplo, conteúdos de Física, Biologia e Química podem ser trabalhos conjuntamente. Ao tratamos de cultura, matérias como Português e História têm importante papel.

Isso tudo proporciona não apenas um aprendizado mais completo e em sintonia com a realidade dos estudantes, mas também serve como importante ferramenta para a discussão de questões relacionadas ao mundo e ao lugar onde vivemos, seja de ordem social, política, econômica ou ambiental.

Com isso, aulas práticas para o estudo da Geografia podem e devem ser desenvolvidas ao longo de todo ensino. De atividades lúdicas com alunos do Ensino Fundamental a práticas laboratoriais com estudantes da graduação, contar com um espaço dedicado à experimentação em Geografia pode trazer resultados transformadores.

A Homelab apóia novas práticas que levem à modernização e consequente melhora do ensino no Brasil. Para isso, fornecemos materiais científicos e pedagógicos de alta qualidade que atendem às mais diversas disciplinas. Pensando em um ensino prático da Geografia, oferecemos uma linha completa de materiais para o estudo dessa disciplina. Do movimento dos planetas à divisão dos países, atualmente existem uma série de equipamentos e instrumentos que proporcionam a prática da Geografia.

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A Feira de Ciências da escola é a grande oportunidade de mostrar a pais, colegas e à comunidade os trabalhos científicos elaborados pelos alunos. Mais do que um bom exercício pedagógico, as feiras ajudam a despertar o interesse pelas ciências, em especial Química, Física e Biologia, além de promover a cooperação entre os alunos, aguçar o senso crítico e proporcionar interação entre a comunidade e a escola.

Com certeza o ensino teórico e expositivo é importante para se entender as ciências, porém é com a experimentação que os estudantes percebem como as coisas funcionam e a aplicabilidade de todo o conteúdo que foi estudado. Desse modo, percebemos que experimentar e aprender estão intimamente ligados.

Sendo assim, a realização de uma feira de ciências na escola é uma grande oportunidade para que os alunos trabalhem os conceitos vistos em sala de aula na prática, se engajando e se dedicando em prol da ciência.

Tal evento é uma ferramenta extremamente importante para o desenvolvimento de habilidades e capacidades sociais e cognitivas essenciais para a vida, como senso de equipe, organização, liderança, autonomia e concentração.

Vale ressaltar ainda que as feiras de ciências evoluíram muito nos últimos anos. A reflexão sobre os moldes do ensino atual impactaram o modo como o evento é realizado. Se a imagem de feira de ciências que você tem na cabeça ainda envolve estandes, maquetes e alunos repetindo textos decorados, saiba que isso mudou.

Hoje, as feiras são mais complexas e focam em despertar o interesse dos estudantes pelas ciências, criando uma dinâmica moderna em que os alunos aprendem e transmitem conhecimento aos seus colegas.

A organização de uma feira de ciências demanda tempo dos professores e da coordenação da escola. São eles os responsáveis por definir cronogramas, criar normas, cuidar da segurança e orientar alunos e turmas no desenvolvimento dos projetos.

Pensando nisso, confira a seguir alguns pontos essenciais na hora de organizar uma feira de ciências na sua escola.

Planejamento

O primeiro passo na organização do evento é despertar o interesse das turmas pela ciências. Para isso, uma boa sugestão é agendar a feira para o final do ano. Com isso, desde o início do período letivo é possível planejar atividades e metodologias que envolvam aulas em laboratório, visitas técnicas e outros exercícios práticos que ajudem os alunos a visualizar tudo aquilo que viram em sala de aula, despertando a vontade no fazer científico.

Além disso, o evento em si demanda tempo e antecipação. Para organizar uma boa feira de ciências, trabalhe com, ao menos, quatro meses de antecedência para organizar todos os detalhes e dar tempo para o desenvolvimento dos projetos, aquisição de materiais etc.

Esse tempo será importante também para decidir que tipo de feira a instituição deseja realizar: fechada aos alunos, pais e professores, entre colégios ou até mesmo municipal.

Temas

Estamos acostumados ao padrão de feiras bem amplas e com uma variedade imensa de temas abordados. Isso é ótimo, uma vez que proporciona uma troca de novos conhecimentos muito importante.

Porém, a feira de ciências pode ganhar muito se forem definidos temas específicos para cada edição. Para isso, uma boa sugestão é a abordagem de assuntos locais, mesmo ligando-os a contextos globais.

Se o assunto definido for fotossíntese, por exemplo, os alunos podem abordar temas como poluição do ar ao mesmo tempo que discutem a quantidade de árvores na cidade em que vivem.

A proximidade dos assuntos tratados ajuda a gerar mais interesse dos estudantes e também da comunidade, que passam a ver como determinado tema impacta diretamente suas vidas.

Objetivos

Uma feira de ciências vai muito além de temas interessantes e apresentações cativantes. Todo evento deve ser planejado com um objetivo a ser alcançado.

Seja para divulgar os resultados das atividades escolares, integrar a comunidade à escola, estimular a criatividade e o interesse pela ciência, a feira deve ter metas a serem alcançadas como resultado de todo o trabalho realizado.

Apresentações

Definidos os temas com antecedência e realizado o trabalho de despertar o interesse científico nos alunos, é hora de planejar as falas de cada turma. Como dissemos, os moldes de textos decorados ficaram para trás. O que vale é a discussão e a compreensão dos temas tratados.

Sendo assim, durante o desenvolvimento dos projetos, auxilie os estudantes a entender sobre aquilo que estão falando. Quanto mais eles estiverem familiarizados com os conceitos que trabalharão, mais fluidas serão as falas, tornando a apresentação mais interesse e compreensível a todos os presentes. O aluno que domina o conteúdo tem a capacidade de tirar possíveis dúvidas que surgirem, ajudando ainda mais a engajar e interessar a comunidade.

Como dissemos, prática e aprendizado andam de mãos dadas. Sendo assim, o laboratório de Ciências é o ambiente ideal para a realização de atividades que despertem o interesse dos alunos pelas ciências, estimulando-os na hora do desenvolvimento de projetos para a feira da escola. Afinal, trata-se de um espaço educativo, que serve como ligação entre teoria e prática dos conteúdos escolares.

A Homelab fornece uma completa linha de produtos e acessórios científicos que podem auxiliar a sua escola, seja na montagem do laboratório ou nos projetos da feira de ciências.

Também oferecemos gratuitamente uma série de conteúdos com experimentos e práticas que podem ser utilizadas no evento ou no dia a dia da escola. Ficou interessado? Acesse o nosso site, conheça nossas soluções e faça um orçamento!

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Aulas práticas de ciências são um recurso pedagógico importante, que trazem muitos benefícios aos estudantes e ajudam a tornar o ensino mais dinâmico, atraente e completo. Por meio desse tipo de aula, os alunos podem verificar a aplicabilidade do que foi estudado em sala de aula, sendo o complemento ideal ao aprendizado teórico. Além disso, aulas experimentais em laboratório ajudam a engajar os estudantes, estimulando os estudos.

Infelizmente, no Brasil, devido aos problemas enfrentados por boa parte das instituições de ensino, os laboratórios de ciência são um espaço raro de ser encontrado. Segundo o último Censo Escolar do INEP, nem um quarto das escolas do país contam com um ambiente dedicado ao ensino e aprendizagem práticos de ciências. E isso é uma pena.

Além dos benefícios aos estudantes, aulas práticas em laboratório auxiliam o educador a avaliar o domínio dos alunos em relação ao conteúdos, verificando a familiaridade com termos, equipamentos e teorias. Isso permite ao professor identificar os pontos fortes e pontos que necessitam de reforço em sala de aula, criando um aprendizado integral e completo.

Para a realização dessas aulas, é essencial que os alunos tenham o embasamento necessário para compreender a ciência e seu linguajar. A partir daí, as práticas em laboratório podem ser introduzidas aos poucos. Esse processo vai ajudar a gerar um maior interesse por parte do estudante, motivando-o e ajudando a desenvolver importantes capacidades investigativas e senso crítico mais apurado.

Caso a sua escola ainda não conte com um laboratório e deseje usufruir de todos esses benefícios que citamos, hoje vamos trazer alguns pontos essenciais na hora de montar um laboratório na sua instituição de ensino. Antes de tudo, vale ressaltar que existem normas e regulamentações estipuladas pelo Ministério do Trabalho e Emprego e também pela ABNT. Essas normas buscam uma padronização das instalações, garantindo que as aulas sejam ministradas corretamente e com total segurança.

Espaço

Para muitas escolas, a maior dificuldade para a implantação de um laboratório está associada ao aspecto financeiro, uma vez que nem sempre é considerado prioridade para as instituições e seus gestores. Sendo assim, é fundamental que, do projeto ao espaço para a montagem de um laboratório de ciências, tudo esteja em concordância com a segurança.

Para isso, é primordial a atuação de um profissional da área de engenharia e arquitetura, ajudando na avaliação de aspectos como infraestrutura, design e todos os aspectos técnicos, como instalações elétricas, hidráulicas e mobiliário.

Segundo a NR-8, do MTE, um modelo de laboratório de ciências deve contar com uma área total equivalente a 53m2 e comportar 25 alunos. A norma ainda estipula aspectos do projeto como bancadas, portas, janelas e armários.

Pisos, Paredes e Janelas

Pisos, paredes e janelas são outro ponto que merece atenção no laboratório de ciências da sua escola. Esses itens devem ser analisados pelas seguintes características: facilidade de manuseio e limpeza, durabilidade e resistência.

O piso deve ser sempre antiderrapante e sem desníveis. As portas devem ser abertas por fora e localizadas longe de escadas, enquanto que, por sua vez, as janelas devem ser posicionadas para melhor aproveitamento da iluminação e ventilação naturais.

Gás, Água e Luz

Para que as instalações proporcionem segurança a todos os frequentadores do laboratório, a ABNT define normas para padronização e posicionamento das estruturas de gás, água e eletricidade. Os alunos não podem ter livre a acesso a esses itens e cada instalação deve seguir as regulamentações quanto ao material utilizado e as cores de cada tubulação, facilitando o controle por parte dos profissionais da escola.

Móveis, Armários e Bancadas

A NR-8 também estipula alguns pressupostos a serem levados em consideração na escolha e instalação do mobiliário do laboratório. As características fundamentais e que vão fazer toda a diferença são resistência, firmeza e facilidade de limpeza. A norma do MTE também preconiza as características ideais de bancadas, armários e prateleiras.

Materiais, Instrumentos e Equipamentos

Montado o espaço, é hora de equipá-lo. Os materiais essenciais e mais usados em laboratórios de ciências compreendem as vidrarias, os microscópios, os instrumentos de porcelana e metal, os equipamentos elétricos, entre outros.

A Homelab fornece uma completa linha de produtos e acessórios científicos com os principais itens para o laboratório de ciências da sua escola. O Conjunto Básico para Laboratório e o Conjunto para Múltiplas Ciências, por exemplo, trazem os itens mais importantes para os estudos e experimentos em Química, Física e Biologia. Em nossa exclusiva Linha Homelab, você encontrará diversos outros kits e conjuntos para áreas específicas, com equipamentos e acessórios essenciais para um ensino ainda mais completo. Confira!

Segurança

É fundamental que o aluno perceba que o laboratório se trata de um lugar de estudo, que exige um comportamento diferente e que não permite brincadeiras. Para a segurança de todos os presentes no laboratório, o MTE criou a NR-26. Dentre elas, está o uso de equipamentos de proteção coletiva e individual (EPC e EPI) durante os experimentos, especialmente aqueles que envolvam substâncias tóxicas.

Os benefícios que a prática laboratorial pode trazer ao processo de ensino-aprendizagem é inegável. O investimento nas estruturas necessários para proporcionar essa dinâmica certamente trará benefícios aos estudantes e também ao professor, uma vez que, além das vantagens que citamos, o laboratório é um espaço que proporciona a interdisciplinaridade e estimula a interação entre alunos, colegas e professores.

A Homelab acredita no poder transformador da educação e das ciências. Por isso, fornecemos soluções completas para auxiliar na prática dessas disciplinas. Acesse o nosso site, conheça tudo o que temos a oferecer e faça um orçamento!

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A Biologia é uma ciência essencial para o estudo e compreensão das diferentes formas de vida e os fenômenos que se relacionam a ela. Bem como outras ciências, como Química e Física, a possibilidade de comprovação e aplicação prática dos conceitos biológicos é essencial para o desenvolvimento de novas hipóteses e teorias que levem a avanços em cada área.

Sendo assim, no ambiente educacional, é essencial a realização de aulas práticas e experimentais que complementem o conteúdo ministrado em sala e deem aos alunos o poder de comprovar esses conceitos e verificar, na prática, sua aplicação. Além de servir como estímulo ao fazer científico, experimentos práticos ajudam a engajar os alunos, mostrando a importância dos estudos em ciências e fazendo com que percebam esses conhecimentos de forma mais concreta e instigante.

Pensando nisso, trazemos hoje mais um exemplo de atividade simples para ser realizada em sala de aula com os alunos de Biologia. O objetivo é demonstrar a existência de microorganismos no ambiente e como eles contaminam os meios de cultura.

Antes de começar, vamos contextualizar um pouco mais os nossos estudos.

As Bactérias

Bactérias são as menores e mais abundantes formas de vida do planeta. Representantes do Reino Monera, foram observadas pela primeira vez no final do século XVII pelo holandês Anton Van Leeuwnhoek, inventor do microscópio. Mais comumente lembradas por serem causadoras de doenças, como pneumonia, tétano e tuberculose, a importância desses seres na natureza, porém, é muito mais significativa, uma vez que exercem uma importante função ecológica, sendo essenciais nos processos de decomposição.

As bactérias são organismos unicelulares e procariontes, o que significa que não têm núcleo e seu material genético se encontra disperso no citoplasma. Nele, também é possível encontrar apenas um tipo de organela: os ribossomos, responsáveis pela síntese de proteínas. As bactérias reproduzem-se basicamente por divisão celular binária, um processo assexuado em que uma célula se divide e dá origem a outra, multiplicando-se exponencialmente.

Como todo ser vivo, as bactérias necessitam de alimento, água e temperaturas ideais para que possam viver e se desenvolver. Apesar de muitas bactérias seres causadoras de patologias, existem muitas que são benéficas ao meio ambiente e ao ser humano, participando, por exemplo, da decomposição de restos animais e vegetais e até mesmo na produção alimentos e bebidas.

As bactérias são classificadas em quatro tipos principais, divididos de acordo com sua morfologia: coco, bacilos, vibriões e espirilos.

O Cultivo de Bactérias

Algumas áreas da Biologia, quando necessitam estudos mais aprofundados com bactérias, realizam uma técnica conhecida como cultura bacteriana. Este trabalho consiste em estimular e promover a multiplicação desses microrganismos em um ambiente controlado, o que permite determinar, identificar e estudar características específicas dos diferentes organismos ali presentes.

Ramos como Microbiologia e Imunologia utilizam com frequência a cultura bacteriana, ajudando no diagnósticos de doenças, por exemplo. Em muitos casos, a simples identificação de características morfológicas das bactérias não permite a identificação do agente causador desta patologia. Sendo assim, realiza-se o cultivo de amostras com o intuito de otimizar processos e permitir a análise das características culturais desse microorganismo e, assim, uma maior precisão na sua identificação.

A cultura de bactérias pode ser realizada com substâncias líquidas ou gelificadas que proporcionem a nutrição, o crescimento e a multiplicação desses seres.

O Experimento

Para realizar a atividade, você vai precisar de alguns materiais para o meio de cultura. São eles:

  • 1 pacote de gelatina incolor;
  • 1 xícara de caldo de carne;
  • 1 copo de água.

Dissolva a gelatina na água, conforme as instruções do pacote. Em seguida misture ao caldo de carne.

Já para a experiência, serão necessários os seguintes materiais:

  • Placas de Petri;
  • cotonetes;
  • filme plástico;
  • etiquetas adesivas;
  • caneta.

Peça para que os alunos passem o cotonete no chão, entre os dentes ou entre os dedos do pés, por exemplo. Isso deve ser feito para contaminar o cotonete. Em seguida, tampe as Placas de Petri e marque nas etiquetas que tipo de contaminação foi feita. Depois de três dias, observe as alterações.

Ao encontrar um ambiente que forneça nutrientes e as condições ideias para o seu desenvolvimento, os microorganismos se instalam e aparecem. Esse ambiente pode ser um alimento mal embalado ou guardado em condições inadequadas, por exemplo. O mesmo acontece com o nosso organismo: sem as medidas básicas de higiene, ele se torna um excelente anfitrião para bactérias e fungos.

Ficou interessado? Então confira nosso Conjunto de Vidraria, ideal para a realização desse experimento. São mais de 156 peças de vidro temperado, entre eles a Placa de Petri, que permite que até 40 alunos realizem atividades práticas para coletas de dados e comprovação de teorias.

Esse kit faz parte da exclusiva Linha Homelab. Além desses instrumentos, oferecemos uma série de materiais com experiências e outros conteúdos que podem ajudar professores, gestores e alunos a tornarem as aulas de ciências ainda mais produtivas e dinâmicas. Também fornecemos uma linha completa de equipamentos científicos para o seu laboratório, como microscópios e outros acessórios. Acesse o nosso site, conheça nossas soluções e faça um orçamento.

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blog 1Ciências e experiências são coisas indissociáveis. A possibilidade de comprovação e aplicação prática dos conceitos científicos é o suporte essencial para a validação de teorias. Na escola, aulas experimentais são o complemento ideal ao que foi estudado em sala de aula, auxiliando a engajar mais os alunos e a tornar o ensino das ciências mais dinâmico, divertido e mais fácil de assimilar.

No caso da Química, muitos alunos a enxergam como uma matéria difícil, repleta de fórmulas, nomenclaturas e teorias. Porém,  os conceitos dessa disciplina estão presentes em inúmeros fenômenos que nos cercam no nosso dia a dia, da preparação de alimentos às reações realizadas pelo nosso próprio organismo. Muitas vezes, o que falta é o estímulo necessário para despertar a vontade de estudar e investigar esses fenômenos. Por isso, a Química é uma das disciplinas que podem se beneficiar – e muito – das aulas em laboratório.

A realização de atividades práticas pode ser a motivação que falta para que os alunos vejam como a Química explica, na prática, situações do nosso cotidiano. As experiências aguçam a curiosidade e a imaginação, auxiliando os alunos a entenderem e fixarem os conceitos estudados em sala, além de estimular questionamentos investigativos e a capacidade de resolução de problemas dos estudantes. Essa aplicação prática da teoria ministrada pelo professor proporciona aos alunos a manipulação de objetos e elementos que, juntamente com a troca de ideias como o educador, vão ajudar na compreensão do conteúdo e na percepção da sua relevância no mundo que nos cerca.

E, ao contrário do que muitos pensam, realizar experimentos químicos não precisa ser algo complicado nem demanda a utilização de equipamentos caros e sofisticados. Como citamos, ela está presente no nosso dia a dia e existem diversas maneiras de observá-la na prática, com itens simples e fáceis de encontrar.

Pensando nisso, você pode conferir a seguir 4 dicas de experiências de Química para fazer em sala de aula e estimular os alunos a adquirirem o gosto pelo fazer científico.

1 .A Densidade e o Ovo

Para esse experimento você vai precisar de ovos crus, copos de vidro, sal, uma colher e água.

Para começar, coloque água em um dos copos e simplesmente adicione o ovo, observando se ele afunda ou flutua. Em um segundo copo, coloque a mesma quantidade de água, adicione sal e misture bem. Coloque o ovo e observe seu comportamento novamente. Depois, em um terceiro copo, adicione partes iguais da água pura e da água com sal. Jogue o ovo no recipiente e confira como ele irá se posicionar. Por fim, alterne adicionando mais água doce e mais água salgada, sempre observando a movimentação do ovo dentro do copo.

No primeiro caso, o ovo afunda, pois sua densidade é maior que a da água. Ao adicionar sal, a densidade do líquido aumenta, tornando-se maior que a do ovo e, assim, ele flutua. Quanto mais sal foi acrescentado na água, mais sua densidade aumentará e mais próximo à superfície o ovo ficará.

Uma dica legal é realizar essa experiência para verificar se o ovo está estragado ou bom para consumo. Se ele afundar, significa que ele está fresco. Caso afunde, ele pode ser consumido. O ovo recém-posto pela galinha fica quase todo cheio em seu interior, restando apenas uma pequena quantidade de ar e, por isso, afunda.

Com o passar do tempo, o ovo perde água através dos poros da casca, se tornando menos denso. Quanto mais tempo passa, mais a quantidade de ar dentro dele aumenta. Portanto, se o ovo flutuar na superfície do recipiente com água pura, ele não deve ser consumido, pois, com certeza, está estragado.

2.Bolhas Gigantes

Esse é um experimento bem simples. Para realizá-lo, você vai precisar de detergente, água, xarope de milho, balde ou bacia bem grande e uma mangueira ou bambolê.

Para começar, coloque na bacia 100 ml de detergente, 100 ml de água e 50 ml do xarope de milho. Se quiser fazer uma quantidade maior, sempre siga essa mesma proporção. Em seguida, misture bem e deixe a mistura descansar por uns dois dias. Mistura pronta, faça um arco com a mangueira ou o bambolê, passa-os pela mistura e movimente-os para formar bolhas de sabão gigantes.

É impossível fazer bolhas apenas com água. Isso acontece porque o oxigênio de uma molécula de água sofre grande atração pelo hidrogênio presente na outra molécula de H2O, criando uma ligação forte e tornando difícil de separar essas moléculas para a formação de uma bolha.

As moléculas de água presentes na superfície da bacia exercem essa atração com as outras que estão ao seu redor, gerando a chamada tensão superficial, uma camada fina que fica na superfície da água. Ao adicionar o detergente no balde, ele reduz a tensão superficial do líquido. As moléculas do detergente interagem com as de água, separando-as e possibilitando a formação de bolhas. Porém, com o tempo, a água da bola começam a evaporar até que ela estoure.

O xarope de milho impede que essa evaporação aconteça com tanta facilidade. Isso acontece porque as moléculas dos elementos que compõem o xarope realizam ligações com o hidrogênio das moléculas de água. Isso cria fortes interações, que dificultam a evaporação da água e permitem a formação de bolhas maiores e mais resistentes.

3. Extintor de Incêndio Caseiro

Para realizar essa experiência, serão necessários uma garrafa PET de 600 ml, fita crepe, conta-gotas, um tubo de ensaio, 450 ml de vinagre e bicarbonato de sódio.

Comece fazendo um furo na tampa da garrafa com o diâmetro necessário para caber o conta-gotas, de modo que fique o mais justo possível. Em seguida, coloque-o no orifício que você fez na tampa e prenda-o com uma fita adesiva. Depois, coloque os 450 ml de vinagre dentro da garrafa PET e, no tubo de ensaio, adicione o bicarbonato de sódio e coloque-o dentro da garrafa, deixando o vinagre cerca de 2 cm abaixo da borda do tubo. Feche bem a garrafa. Em seguida, com o dedo indicador tapando a saindo do conta-gotas, sacuda a garrafa com bastante força para que o vinagre e o bicarbonato de sódio entre em contato e incidem a reação química. Por último, incline o extintor para a região que você deseja direcioná-lo.

A mistura dentro do extintor é uma aplicação típica de reações ácido-base. O jato que sai de dentro da garrafa é composto por acetato de sódio e ácido carbônico, produzidos por meio da reação entre o vinagre (ácido acético) e o bicarbonato de sódio. Essa reação resulta na produção de gás carbônico, aumentando a pressão interna dentro da garrafa, tornando-a maior que a pressão externa e fazendo com que o conteúdo seja expelido para fora da garrafa.

4.Cola de Leite

Para fazer essa experiência, você vai utilizar 2 colheres de leite em pó desnatado, 1/4 de copo de água morna, 1 colher de vinagre, 1/2 colher de bicarbonato de sódio, coador de papel, copo e funil.

Primeiro, dissolva o leite em pó na água, adicione o vinagre e mexa bem. Em seguida, leve ao micro-ondas e aqueça por 10 segundos. Retire e mexa bem. Você vai reparar que se formaram duas fases no copo: uma com um líquido amarelado e outra com uma massa branca. Caso não isso não tenha acontecido, aqueça por mais 10 segundos.

Coe a mistura em um filtro de papel, utilizando o funil. Lave a massa que ficou no coador com um pouco de água. Reserve a massa e coloque-a dentro de um copo. Se ela ficou muito dura, dissolva-a com um pouco de água. Por fim, adicione o bicarbonato de sódio e misture bem. A cola está pronta.

Um dos principais componentes do leite é uma proteína chamada caseína. Ela é bastante solúvel em água, mas sua solubilidade é alterada pela adição de ácidos, como o vinagre. Ao misturá-los, a proteína sofre alterações na sua estrutura e isso faz com que ela precipite no fundo do copo, separando-se da fase líquida do leite, chamada de soro. Ao adicionar bicarbonato de sódio à caseína, ele reage com o ácido e elimina os resíduos de vinagre da cola. Com isso, forma-se um espécie de sal de sódio, que tem fortes propriedades adesivas.

Viu só? Fazer experiências de Química pode ser muito simples. Com itens fáceis de encontrar, é possível mostrar para os alunos como os conceitos químicos estão presentes no nosso dia a dia, tornando a aula mais divertida e interessante e ajudando na assimilação de conteúdos passados em sala.

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A comprovação e aplicação prática de conceitos teóricos é o que suporta e valida as diferentes teorias científicas. Por isso, podemos afirmar que ciências e experimentação são coisas indissociáveis. No ambiente escolar, as aulas práticas são uma importante ferramenta para engajar os alunos, uma vez que dão a eles o poder de comprovar os conceitos estudados em sala de aula. Isso torna o ensino mais dinâmico e atrativo, além de despertar o interesses de cada vez mais estudantes em seguir um futuro dedicado às ciências.

Uma das disciplinas que pode tirar proveito das aulas experimentais é a Física. A aplicação prática dos conceitos dessa matéria auxilia na formação de alunos com melhor capacidade de análise crítica e de resolução de problemas, além de ajudar o professor a ministrar o conteúdo de forma mais consistente, já que foram os próprios estudantes que construíram e comprovaram esse conhecimento.

Tentar ensinar a Física e seus conceitos apenas por meio de aulas expositivas e teóricas é desgastante, exigindo muito dinamismo do educador para conseguir tornar a matéria interessante e de fácil compreensão. A impossibilidade de aplicação prática e contextualizada desses conhecimentos é um grande desafio e resulta em desinteresse por parte dos alunos. Por isso, a experimentação é essencial no ensino dessa disciplina tão importante.

Para aprender e ensinar Física, não são necessários equipamentos caros e laboratórios refinados. Seus conceitos estão presentes no nosso cotidiano, nos cercando a todo instante. Sendo assim, é possível utilizar acessórios simples e até mesmo objetos do dia a dia para trazer esse conhecimento cada vez mais para perto da realidade do aluno, colocando-o em contato com a ciência.

Pensando nisso, trazemos hoje um exemplo de experimento científico simples para ser realizado em sala de aula com os alunos do Ensino Médio. O objetivo é reconhecer o chamado efeito Doppler, utilizando e relacionando-o com ocorrências do cotidiano de todos nós. Mas, primeiro, vamos entender um pouco mais sobre isso.

O Efeito Doppler

Este efeito é um fenômeno físico descrito como uma característica que pode ser observada nas ondas emitidas ou refletidas por um objeto em movimento em relação ao observador. Seu nome faz referência ao físico austríaco Christian Johann Doppler, o homem responsável por estudar e descrever esse fenômeno.

O efeito Doppler consiste na alteração da frequência das ondas sonoras emitidas por uma fonte em movimento em relação a um observador estacionário. Um exemplo clássico para melhor compreensão desse efeito é o caso de uma ambulância com a sirene ligada quando ela se aproxima, passa pelo observador e se afasta. Ao chegar mais perto, ocorre um encurtamento do comprimento de onda e a frequência será menor, fazendo com que o observador perceba uma tom mais agudo no som. Ao se afastar do observador, o oposto acontece: há um alongamento do comprimento dessas ondas, agora percebidas em tom mais grave.

O efeito Doppler não ocorre somente com ondas sonoras, sendo um fenômeno característico de quaisquer propagações ondulatórias e muito comum no nosso dia a dia. Radares meteorológicos, por exemplo, se baseiam nesse efeito para realizar a previsão do tempo por meio da medição de ondas eletromagnéticas. Astrônomos utilizam o Efeito Doppler na observação de estrelas e outros planetas. Já na Medicina, esse fenômeno é utilizado nos exames de ecocardiograma, permitindo que cardiologistas visualizem as estruturas do coração e seu fluxo sanguíneo.

O Diapasão

É um instrumental metálico em forma de ‘U’, utilizado para auxiliar na afinação de instrumentos musicais e vozes, por meio da vibração sonora. Inventado em 1711 pelo músico britânico John Shore, esse instrumento permite determinar as características de um som relacionadas à frequência de vibração das ondas sonoras. Ao ser golpeado, os dois braços do diapasão vibram em uníssono, produzindo uma determinada frequência, normalmente 440 Hz, relativo a nota Lá. A partir desse som, músicos podem trabalhar o afinamento.

O diapasão pode ser adaptado a uma caixa de ressonância, normalmente feita de madeira, que ajuda com que o som produzido seja amplificado e possa ser ouvido a uma maior distância e por mais pessoas.

O Experimento

Para essa experiência, você vai precisar de:

  • diapasão;
  • caixa de ressonância;
  • martelo com ponta de borracha.

Para começar, bata levemente o martelo no diapasão. Ouça com atenção o som emitido e perceba a frequência da nota Lá. Repita a operação mais algumas vezes para se habituar aos 440Hz do instrumento.

Em seguida, segure o diapasão pela caixa de ressonância e bata com o martelo novamente. Segure a caixa com a abertura virada para frente. Com seu braço esticado, gire a caixa para frente e para trás, em relação ao seu ouvido. Perceba e comente as alterações que ocorreram na frequência do som e como ele parece mais grave ao se aproximar e mais agudo ao se afastar do seu ouvido.

Por fim, peça que os alunos repitam o procedimento eles mesmos e comente sobre as situações do dia a dia em que o efeito Doppler pode ser observado. O material da Homelab indicado para esse estudo é o Conjunto de Física Básico.

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A Homelab disponibiliza uma série de materiais com experiências e outros conteúdos que podem ajudar professores, gestores e alunos a tornar as aulas de ciências ainda mais produtivas e dinâmicas. Também oferecemos uma linha completa de equipamentos científicos para o seu laboratório. Ficou interessado? Acesse o nosso site, conheça nossas soluções e faça um orçamento.

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blogDesde sua invenção até os dias de hoje, o microscópio passou por inúmeras mudanças e já não se assemelha nem um pouco aos modelos rústicos criados no séculos XVI e XVII. Desde então, ele proporcionou à humanidade avanços importantes em diferentes campos do conhecimento, como Biologia, Química, Física e Medicina, ao permitir a exploração da vida e dos objetos invisíveis a olho nu. A possibilidade de se observar os mínimos detalhes de uma estrutura proporcionou o estudo e a compreensão dos mais diversos elementos que compõem nosso mundo.

Sucesso nas salas de aula, o microscópio óptico é o tipo mais comum desse aparelho, sendo facilmente encontrado em escolas, laboratórios, universidades e até mesmo para uso particular. Da realização de exames em clínicas e hospitais ao estudo das ciências em instituições de ensino, trata-se de um instrumento essencial no dia a dia de um laboratório.

Os microscópios ópticos podem ser divididos em dois tipos, definidos de acordo com o número de lentes que possuem: os simples, que trabalham com uma só lente de aumento, e os compostos, que funcionam com um sistema óptico formado por duas lentes, uma objetiva e uma ocular. Atualmente, esse é o modelo mais difundido e utilizado. Nesse aparelho, as lentes são dispostas em extremidades opostas dentro de um tubo chamado canhão. A distância entre elas é regulável, o que possibilita alterar a ampliação do objeto.

O microscópio óptico funciona de maneira bem simples, especialmente se comparado à complexidade dos microscópios eletrônicos. Basicamente, a ampliação da imagem se dá por meio da luz, que é projetada no material em observação com o auxílio de espelhos móveis e uma lente chamada condensador. Os raios luminosos atravessam o objeto e são conduzidos ao conjunto de lentes dentro do canhão, produzindo, ao final, uma ampliação da imagem.

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O aumento da visualização no microscópio acontece por conta da distância focal entre os conjuntos de lentes, sendo resultado da multiplicação entre a capacidade de aumento de cada uma delas. Sendo assim, o poder de ampliação nos microscópios ópticos pode chegar a até 2 mil vezes, tornando capaz a observação de células e outras estruturas microscópicas.

Agora que você conhece um pouco mais sobre a importância do microscópio óptico e como ele funciona, confira a seguir as partes que o compõem e a funcionalidade de cada uma delas.

Partes Ópticas

  • Lentes Oculares: cada microscópio conta com duas dessas lentes, que são onde colocamos nossos olhos para visualizar o material em observação. As oculares ampliam a imagem formada pelas lentes objetivas, ajustando possíveis deficiências ópticas. Essas lentes têm, em geral, um poder de ampliação de 10 a 15 vezes.
  • Lentes Objetivas: são um conjunto de lentes fixas e sobrepostas que ampliam a imagem do objeto em observação. Geralmente, os microscópios ópticos contam com três ou quatro dessas lentes e seu poder de aumento pode variar de 4 a 100 vezes. A objetiva é a lente mais próxima ao objeto, produzindo uma imagem ampliada e invertida. Essa inversão é corrigida pela ocular.
  • Condensador: sistema de duas ou mais lentes que realiza o controle e a concentração dos raios luminosos sobre a amostra analisada, distribuindo de forma igual a luz que incide no campo de visão do microscópio.
  • Diafragma: regula a intensidade da luz que é projetada no objeto, através da abertura ou fechamento de palhetas que permitem a entrada de mais ou menos luz, de acordo com a necessidade. Via de regra, quanto mais transparente a amostra em observação, menos luz é necessária.
  • Fonte de Luz: projeta a luz – seja de fonte artificial ou natural – através do diafragma, da lâmina e do objeto. Os microscópios atuais utilizam uma lâmpada, mas em modelos mais antigos um espelho refletia a luz natural.

Partes Mecânicas

  • Pé ou Base: suporte e fixação do microscópio, garantindo a estabilidade do aparelho.
  • Braço ou Coluna: peça fixada ao pé, serve para dar suporte aos demais elementos.
  • Platina ou Mesa: suporte plano onde será apoiada a lâmina com o material a ser observado. Possui uma passagem central de vidro, por onde passam os raios de luz, e pode ser deslocada de acordo com a necessidade de visualização.
  • Revólver ou Tambor: peça giratória onde ficam as lentes objetivas. Quando girado, realiza a troca de objetiva, modificando o aumento da amostra em observação.
  • Tubo ou Canhão: parte cilíndrica que serve de suporte para as lentes oculares, na parte superior, e para o revólver, na parte inferior.
  • Parafuso Macrométrico: peça giratória permite deslocar a mesa em movimentos verticais e de grande amplitude, proporcionando o ajuste do foco.
  • Parafuso Micrométrico: realiza movimentos verticais mais sutis da mesa, permitindo uma focagem mais precisa, além de explorar a profundidade de campo do microscópio.

São inegáveis os avanços que o microscópio proporcionou para a ciência. Do desenvolvimento de novas tecnologias ao uso didático em laboratórios escolares, o microscópio proporciona uma maior compreensão do nosso mundo e tudo que o forma. O uso desses instrumentos nas aulas de ciências são essenciais para a aplicação prática dos conceitos estudados em sala de aula, engajando os alunos e ajudando a desenvolver indivíduos com conhecimento e interesse no fazer científico. Clique aqui  e confira nossa linha de microscópios.

A Homelab oferece uma linha completa de microscópios e acessórios para laboratório que podem auxiliar você no processo de ensino e aprendizagem de ciências na sua instituição de ensino. Ficou interessado? Acesse nosso site, conheça nossas soluções e realize um orçamento!

IMG_8159Já conversamos aqui no blog um pouco sobre a história do microscópio e os diferentes tipos que existem; agora, vamos falar sobre sua utilidade para a ciência. Amplamente utilizado no estudo das diversas ciências, especialmente Física, Química e Biologia, e também na Medicina, o microscópio permite a visualização ampliada de pequenas estruturas, sejam elas vivas, como células e outros seres microscópicos, ou fragmentos dos mais diversos materiais.

Essa ampliação permitiu à humanidade realizar estudos e observações que proporcionaram grandes avanços, seja na compreensão de agentes patogênicos, seja na criação de novas tecnologias. Dos primeiros registros de seres microscópicos de Van Leeuwenhoek, no século XVII, ao desenvolvimento da nanoengenharia, o microscópio aparece como protagonista dessas conquistas científicas.

Esse instrumento tornou o homem capaz de estender os limites impostos por seus próprios órgãos sensoriais, capacitando-o a explorar o mundo da vida e das coisas invisíveis a olho nu. Hoje, a evolução chegou a tal ponto que os microscópios mais potentes conseguem uma ampliação de até um milhão de vezes menor que um fio de cabelo humano, sendo capaz de registrar imagens de moléculas e até mesmo átomos.

Como a Ampliação é Possível?

Para entender sua função, é necessário compreender seu funcionamento. Existem diversos tipos de microscópio, cuja grande diferença fica por conta de como a imagem ampliada é gerada e por sua capacidade em aumentá-las. Em relação à formação de imagens, isso pode ocorrer por meio ópticos, acústicos ou eletrônicos.

O microscópio óptico é o tipo mais comum, sendo facilmente encontrados em escolas e pequenos laboratórios. Esse aparelho usa a luz, seja de fonte artificial ou natural, para iluminar as estruturas que serão observadas por meio de um conjunto de lentes. O poder de ampliação de um microscópio óptico pode chegar a 2000 vezes.

Já o microscópio eletrônico amplia a imagem ao bombardear o objeto em observação com um feixe de elétrons que passa por lentes eletromagnéticas. Esse aparelho consegue uma ampliação de até 1 milhão de vezes.

Menos conhecido, o microscópio acústico se baseia na ideia de se empregar o som e não a luz para gerar as imagens ampliadas. Como trabalha com ondas sonoras, esse aparelho é capaz de penetrar materiais opacos e fornecer uma visualização das estruturas internas.

Colaborações do Microscópio

Como dissemos, o microscópio possibilitou o desenvolvimento de diferentes áreas da ciência, impactando no nosso dia a dia e criando tendências para o futuro. A Medicina é uma das disciplinas que mais se beneficiam das potencialidades desse aparelho. As pesquisas sobre agentes patológicos possibilitaram a descoberta da causa de inúmeras doenças, como bactérias, vírus e protozoários. Foi com a colaboração do microscópio que o ser humano tomou conhecimento das causas de patologias como HIV, malária, dengue, micoses, entre outras.

Essas descobertas têm cooperado no tratamento dessas e de outras doenças, permitindo identificar o agente causador, sua composição, como atua e como combatê-lo. Afinal, é impossível tratar algo sem saber sua causa.

Outra área que sofreu grandes avanços devido à microscopia é a Biologia. A Citologia (ciência que estuda as células, estruturas que compõem os órgãos e tecidos dos seres vivos), por exemplo, depende de equipamentos que permitam a visualização detalhada das células animais e vegetais. Graças ao microscópio, foram descobertos os glóbulos brancos e vermelhos, as organelas, a parede das células vegetais e todo o funcionamento de toda a estrutura celular. Além disso, as imagens ampliadas proporcionaram à Biologia a pesquisa e a compreensão dos diferentes seres, sua formação e sua estrutura, ajudando a construir estudos mais assertivos e precisos.

Não podemos esquecer dos benefícios para a Física e a Química, em que o microscópio possibilitou a observação das diversas reações e substâncias e até mesmo da estrutura molecular de diferentes materiais e alterações por eles sofridas quando expostos a mudanças de condições.

Atualmente, em um esforço conjunto de todas essas ciências, o microscópio vem sendo usado para a criação novas tecnologias microscópicas, como a produção de nanocondutores, a introdução de nanorobôs para o combate a doenças e até mesmo estudos que envolvem a reordenação de átomos com o objetivo de diminuir a poluição.

Os microscópios são grandes aliados da Ciência. Sua capacidade de gerar imagens ampliadas permitiu à humanidade uma maior compreensão da vida e de todas as estruturas que a compõem. Mas os benefícios não são e não devem ser apenas para cientistas. O uso de microscópios nas aulas de Química, Física e Biologia são de extrema importância para a comprovação e aplicação de conceitos estudados em sala de aula, servindo como complemento perfeito à teoria e como meio de incentivar os alunos ao estudo das ciências.

Pensando nisso, a Homelab oferece uma completa linha de produtos científicos e microscópios para auxiliar no processo de ensino e aprendizagem de ciências. Ficou interessado? Acesse nosso site, conheça nossas soluções e faça um orçamento.

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IMG_8250No Brasil, laboratórios adequados para o estudo das ciências são difíceis de encontrar, estando concentrados em escolas particulares. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), apenas 11% das instituições de ensino do país contam com um espaço dedicado às aulas práticas em disciplinas como Física, Química e Biologia.

As aulas práticas são importantes do ponto de vista pedagógico, sendo o complemento ideal à teoria ministrada em sala de aula, permitindo aos alunos um ensino mais dinâmico e estimulante, além de estimular o estudo das ciências através da comprovação e verificação de conceitos científicos. Além disso, por seu caráter grupal, as aulas em laboratório também colaboram para uma maior socialização e integração entre alunos, colegas e professores.

A Física é uma ciência experimental. Isso faz com que o ensino dessa disciplina passe também por aulas em laboratório, onde os alunos poderão aplicar na prática os conceitos estudados em sala, indo além dos cálculos e das situações hipotéticas dos livros. No entanto, nem sempre isso é possível, já que as atividades práticas dependem de um bom planejamento por parte do professor e uma boa estrutura na instituição de ensino.

A montagem de um laboratório pode custar caro, mas isso não deve ser um impeditivo. É possível adaptar espaços da escola e adequá-los ao ensino da Física e de outras ciências. Com alguns poucos equipamentos fáceis de conseguir já se pode, ao menos, realizar alguns experimentos básicos e que vão auxiliar os alunos na aprendizagem da disciplina.

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Para garantir todos esses benefícios ao ensino da Física, confira a lista dos 13 materiais essenciais para o laboratório da sua escola.

Instrumentos de Medição

No estudo da Física as medidas são de extrema importância. Por isso, instrumentos que possam realizar as mais diversas medições com precisão são fundamentais em um laboratório, garantindo uma maior assertividade do experimento.

Alguns itens essenciais para essa tarefa são:

1.Balança:  utilizada na medição da massa de amostras sólidas. Várias grandezas da Física dependem da massa dos corpos, como força e densidade, por isso sua importância. Dê preferência aos modelos digitais e mais precisos.

 

2.Cronômetro: usado para fazer medidas de tempo, importantes em cálculos que envolvem velocidade e aceleração dos corpos, por exemplo.

 

3.Dinamômetro: realiza a medição da força, sendo importantes nos experimentos de Dinâmica.

 

4.Multímetro: utilizado nas medidas elétricas, como freqüência, resistência e corrente elétrica. Instrumento fundamental no estudo da Eletrodinâmica.

 

5.Osciloscópio: instrumento de medida de sinais elétricos e eletrônicos, muito utilizado nos estudos de fenômenos ondulatórios.

 

6.Régua e trena: utilizadas para a aferição de distância e comprimentos, tão utilizados em diferentes fórmulas.

 

7.Termômetro: serve para medir a temperatura dos materiais. Os termômetros são essenciais nos experimentos de Termologia, na conversão entre escalas etc.

 

Equipamentos Para Áreas Específicas

Os instrumentos de medição são importantes para aferição das grandezas que serão utilizadas em fórmulas e cálculos das diversas áreas da Física. Porém, para que o experimento possa ser realizado, são necessários algumas equipamentos específicos para cada matéria, como Mecânica, Acústica, Ótica, entre outras.

Algumas dicas de itens para se ter no laboratório são:

8.Banco Óptico: instrumento utilizado nos experimentos voltados ao estudo da Óptica, como refração, difração e reflexão.

 

9.Bússolas e Ímãs: podem ser usados nos estudos em Eletromagnetismo, como na aferição das linhas de campo magnético.

 

10.Calorímetro: usado nos experimentos de Termologia, em estudos envolvendo trocas de calor entre corpos, calor específico e capacidade térmica.

 

11.Cuba de Ondas: utilizada no estudo da Ondulatória, em fenômenos como o Efeito Doppler.

 

12.Gerador de Van der Graaff: equipamento muito utilizado nas experiências de Eletrostática, sendo o responsável pelo famoso efeito de arrepiar os cabelos de quem o toca.

 

13.Trilho de Ar: utilizado no estudo do movimento dos corpos. Esse instrumento reduz o atrito e permite realizar experimentos como colisões e a conservação de energia de corpos, integrantes da Dinâmica e da Cinemática.

 

A realização de aulas práticas em laboratório podem trazer muitos benefícios ao processo de ensino-aprendizagem não só da Física, como também das outras ciências, como Química e Biologia. As aulas experimentais auxiliam os estudantes a desenvolver competências importantes para seu futuro, além de garantir a formação de pessoas capacitadas e interessadas em continuar o estudo de Ciências, área carente de profissionais no Brasil.

As aulas ministradas em laboratório ainda permitem que professor possa avaliar o domínio dos conteúdos e conceitos estudados em sala por parte dos alunos, ajudando-o a identificar pontos fortes e onde é necessário reforçar os conhecimentos e concentrar esforços. Por fim, as aulas práticas tornam os estudos mais prazerosos e dinâmicos, estimulando os estudantes através da verificação e comprovação de conceitos científicos no laboratório.

Sua escola possui um laboratório de ciências? Você conhece algum dos equipamentos que listamos para o estudo da Física? A Homelab possui uma completa linha de produtos para auxiliar você na montagem de um laboratório completo. Acesse o nosso site, consulte nossas soluções e faça um orçamento!

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