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Aposto que muitos já pensaram em utilizar uma jarra de vidro comum ou até de plástico no lugar de um béquer na hora de realizar uma experiência, porém, isso jamais deve ser feito. Apesar de terem aparências similares, o vidro (e principalmente o plástico) não é igual ao material utilizado no béquer e isso deve ser levado em conta na hora de tomar esta decisão. Apesar de soar como uma pequena diferença insignificante que não interfere realmente em nada, é importante ter consciência de que na grande maioria das vezes, as vidrarias utilizadas em laboratório são feitas de vidro cristal ou temperado, para que assim as medidas sejam mais precisas, o recipiente não reaja com a substância contida nele e ainda possa ser submetido ao aquecimento direto ou indireto sem jamais quebrar ou comprometer sua estrutura física de qualquer maneira. O recipiente errado não afeta apenas o resultado da experiência, mas também se torna um risco a segurança de todos ao redor do experimento.

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As vidrarias de laboratório devem ser tratadas com o maior cuidado possível, até porque o vidro utilizado é extremamente trabalhado, o que o torna mais caro do que os que usamos no dia a dia em nossas casas. São essas diferenças que não conseguimos observar a primeira vista que tornam a utilização das vidrarias essenciais. Para adquirir essa resistência mecânica ao calor, ao choque térmico e a grande variedade de produtos químicos, o vidro borossilicato é normalmente adicionado aos componentes do vidro comum durante a fabricação das vidrarias de laboratório. O vidro borossilicato também conta com um coeficiente de dilatação menor que o do vidro comum e um ponto de fusão maior, ambas importantes características para experiências laboratoriais seguras e corretas. No geral, este tipo de vidro não reage com as substâncias usadas em laboratório (o que é uma propriedade essencial, uma reação não deve jamais atrapalhar outra e gerar resultados confusos, incorretos ou até perigosos) e trabalha muito bem com a questão do aquecimento direto ou indireto.

Além disso também existem algumas vidrarias escurecidas para armazenar compostos que reagem a luz. A verdade é que existem milhares de opções de vidrarias usadas em diferentes situações experimentais dentro da ciência, mas todas elas pedem o material adequado para garantir que o resultado final esteja correto e ainda garantir a segurança de todos a sua volta!

Aulas práticas que promovam experiências são essenciais dentro de um ensino de qualidade, isso porque elas ajudam na memorização, compreensão da matéria, na hora de tirar as dúvidas, permitem a visualização do conteúdo, auxiliam os alunos a interpretarem melhor a matéria e ainda deixam a aula mais leve, isso graças ao dinamismo que os experimentos proporcionam dentro do ambiente escolar.

A Homelab valoriza a real ciência e sabe da necessidade da utilização de uma vidraria adequada, por isso fornece o Conjunto de Vidrarias de 156 peças e diversos outros materiais para áreas como ciências, física, biologia, matemática, geografia e história, os quais prometem também auxiliar os professores em incontáveis aulas práticas, as quais asseguram uma mudança extremamente positiva na educação da sua instituição de ensino.

Além de sofrer com a burocracia, acadêmicos ainda desperdiçam ideias originais por não  cultivar a cultura do patenteamento.

Fazer com que os conhecimentos produzidos pela universidade tragam algum bem concreto à sociedade é o desejo de qualquer bom pesquisador, mas por questões culturais e burocráticas, esse é outro aspecto do ensino superior no qual o Brasil caminha lentamente. Ainda que o país seja o 13.º com maior produção científica no mundo, segundo o governo federal, quando o número de patentes é medido, o país fica abaixo da 40.ª posição nos rankings internacionais. No levantamento da escola de negócios Insead, por exemplo, realizado com 125 países, o Brasil ficou na 47.ª posição.

O registro de patente é o único meio legal de garantir os direitos de propriedade intelectual sobre um novo produto ou processo e etapa essencial para que a pesquisa da academia seja utilizada pela indústria. Em todo o mundo, os dados sobre pedidos e concessões de patentes são usados para medir o potencial criativo de um país ou instituição.

Para ilustrar as razões pelas quais isso acontece, o professor Eduardo Agustinho, da agência de inovação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná cita um caso histórico. “Quem inventou o avião foi Santos Dumont, mas quem procurou o sistema de patentes foram os irmãos Wright”, exemplifica. O exemplo mostra que a cultura de proteger ideias originais nunca foi muito valorizada no país, com consequências claras à sua projeção internacional.

Desafios

As agências de inovação, que se tornaram comuns em universidades nas últimas duas décadas, vêm cumprindo o necessário papel de instrução quanto aos procedimentos do patenteamento de invenções, mas a falta de cultura acadêmica continua a ser um desafio. Segundo o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), um dos entraves para conceder patentes, em um cenário onde o ineditismo é essencial, é que os pesquisadores brasileiros privilegiam a publicação de seus trabalhos em revistas científicas, sacrificando assim o que a pesquisa pode trazer de novidade.

Em defesa dos pesquisadores, está o argumento da demora do Inpi para fazer concessões. Enquanto nos Estados Unidos o tempo médio entre o pedido e a obtenção da patente gira em torno de três anos, no Brasil chega a oito. Um pedido de patente da Universidade Estadual de Maringá (UEM), por exemplo, referente a um novo tipo de laser usado em Biomedicina, foi concedido após 11 anos de espera.

A esses fatores somam­se as dificuldades na relação entre empresários e universidade. O tema é amplamente discutido no meio acadêmico e o aumento das iniciativas de aproximação é visível. Mesmo assim, fatores econômicos ligados à carga tributária impedem avanços mais relevantes. “No Brasil sai muito caro para uma empresa investir em inovação paralelamente à manutenção de sua área operacional”, explica o professor Agustinho.

 

Paraná avança no número de pedidos

Se o desempenho do país no cenário internacional não empolga, as instituições paranaenses têm obtido um relativo destaque na área. Em um levantamento divulgado em agosto de 2011 por pesquisadores do Inpi, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) conquistou a 5.ª colocação entre as universidades brasileiras que mais registraram pedidos de patentes. Como os dados da pesquisa referem­se a 2008, há motivos para otimismo, já que até essa data a universidade nem sequer possuía uma agência de inovação estruturada.

O ano de 2008 foi justamente o da fundação da Agência de Inovação Tecnológica da UFPR (Agitec), órgão responsável por difundir a cultura da propriedade intelectual e pela articulação de parcerias com os setores produtivos. Na época da conclusão do estudo, a universidade possuía 92 pedidos de patentes, agora são 201. Só em 2012, foram 48 depósitos protocolados até o mês de maio, dez a mais do que em todo o ano de 2011.

Entre as estaduais, a UEM solicitou a patente de 65 projetos e tem mais quatro em análise para serem apresentadas até o fim do ano. A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) já detém a titularidade sobre 20 pedidos de patentes depositadas no Inpi e atualmente tem 12 patentes em fase de preparação.

Entre as instituições privadas, a PUCPR lidera com 53 pedidos de patente e uma concessão já obtida. A Universidade Positivo, a mais jovem entre as particulares, depositou recentemente seus dois primeiros pedidos.

Fonte: Paraná OnLine

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