IMG_8006A invenção do microscópio permitiu ao homem grandes avanços na investigação e nos estudos da natureza, através da exploração de um ambiente até então desconhecido: o mundo das coisas e dos seres invisíveis a olho nu. Assim como o telescópio abriu as portas para um mundo infinitamente grande, o microscópio proporcionou a observação das estruturas mais ínfimas da vida, das células e a estruturas em escala atômica.

O microscópio pode ser definido basicamente como um instrumento que serve para ampliar o tamanho das imagens dos objetos, permitindo visualizar estruturas pequenas demais para serem vistas sem o auxílio de algum equipamento. A grande vantagem dessa ampliação é a possibilidade de observação dos mais diminutos detalhes de um objeto, permitindo o estudo e a compreensão de microorganismos e dos mais diversos elementos que compõem nosso mundo.

Por tudo isso, o microscópio foi e continua sendo fundamental para o avanço de áreas importantes como a microbiologia, a medicina e a nanoengenharia, auxiliando na descoberta de agentes patogênicos, na compreensão do funcionamento dos mais diversos organismos, no desenvolvimento de novas tecnologias etc.

Os microscópios podem ser divididos em dois modelos: os ópticos e os eletrônicos. Você saberia diferenciá-los? Para conhecer mais, confira a seguir as principais diferenças entre eles.

Microscópio Óptico

Os microscópios ópticos são os mais comumente encontrados, estando presentes em escolas e outras instituições de ensino. Eles podem ser divididos em dois tipos: os simples ou os compostos. Os primeiros microscópios inventados eram do tipo simples, com apenas uma lente de aumento, e remetem ao século XV, na Holanda, quando o homem conseguiu observar serem microscópios pela primeira vez. 

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Já os microscópios compostos trabalham com um sistema óptico formado por duas lentes, uma objetiva e outra ocular. Ambas são colocadas em extremidades opostas dentro de um tubo chamado canhão, sendo que os conjuntos de lentes podem ser afastados ou aproximados, mudando a ampliação do objeto. Esse movimento é possível graças a duas peças denominadas parafusos, um micrométrico e outro macrométrico.

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A observação de um objeto no microscópio óptico se dá através da luz. Raios luminosos produzidos por uma fonte qualquer, seja ela natural ou artificial, são projetados no objeto por meio de um espelho móvel e uma lente chamada condensador. O aumento da imagem se dá por conta da distância focal dos dois conjuntos de lentes e a distância entre eles. A capacidade de ampliação de um microscópio óptico é resultado da multiplicação entre o poder de aumento dessas lentes. Com isso, a potência de ampliação desses aparelhos pode chegar até 2 mil vezes nos modelos compostos.

A imagem observada nos microscópios ópticos é colorida e o objeto colocado na lâmina pode estar vivo ou não.

Microscópio Eletrônico

Em 1931, o microscópio eletrônico foi inventado pelos alemães Max Knoll e Ernst Ruska. Nesse tipo de aparelho, as amostras a serem observadas são atravessadas por um feixe de elétrons, que passa por lentes eletromagnéticas. Para que esses elétrons não sofram desvios ao entrar em contato com as moléculas do ar, o objeto só pode ser analisado dentro de uma câmara a vácuo, o que impossibilita a observação de amostras vivas.

O processo de formação da visualização nos microscópios eletrônicos é bem complexo, mas se trata basicamente da projeção das imagens dos objetos em uma tela. Após o feixe de elétrons incidir sobre a amostra em observação, uma grande quantidade de energia é liberada e, através de processos de captação e modulação dessa energia, é formada uma imagem de pontos brilhantes em uma tela fluorescente, se assemelhando a uma TV em preto e branco.

Atualmente, existem três tipo de modelos de microscópios eletrônicos: de varredura, de transmissão e de tunelamento. Os aparelhos mais potentes conseguem alcançar uma ampliação de até um milhão de vezes, possibilitando a observação de moléculas e até mesmo átomos.

varredura

Microscópio de Varredura
microsMicroscópio de Transmissão e Tunelamento

 

Em 2015, o Conselho de Pesquisa em Engenharia e Ciência, na Inglaterra, inaugurou um novo microscópio, capaz de produzir imagens milhão de vezes menores que um fio de cabelo humano, chegando a capturar cada átomo dos objetos estudados. As observações em escala atômica proporcionadas pela microscopia eletrônica permitem o desenvolvimento de novas tecnologias, como a produção de nanocondutores e até mesmo a reordenação de átomos para a diminuição da poluição.

Os microscópios são grandes aliados da Ciência. A observação e a exploração das células, moléculas e átomos permitem a compreensão da vida e das estruturas que a compõem. Além disso, a utilização de microscópios nos laboratórios de ciência de escolas, por exemplo, são um grande incentivo para os alunos, expandindo os horizontes do conhecimento e os estimulando a se interessarem cada vez mais pelo fazer científico.

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